Patentes Registadas

Duas patentes para terapias com base em células estaminais em Portugal

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Patentes para o tratamento de doenças isquémicas

As invenções patenteadas podem ter aplicação clinica no âmbito das doenças isquémicas, promovendo a revascularização e regeneração de áreas que tenham sofrido isquémia. Entre estas aplicações destacam-se o tratamento do pé diabético e a regeneração cardíaca após enfarte do miocárdio. As metodologias patenteadas combinam células do sangue do cordão umbilical com células endoteliais derivadas destas – na primeira patente – ou com ácido lisofosfatídico (LPA), um lipido bioactivo que desempenha um importante papel em diversos processos celulares – na segunda patente -, num gel de fibrina.

Feridas Crónicas

Estima-se que 10-15% dos pacientes diabéticos venham a sofrer de feridas crónicas ao longo da sua vida. Um número significativo de feridas crónicas não tem hoje em dia um tratamento eficaz, podendo ter como consequência a amputação do membro. Este tipo de feridas, tipicamente isquémicas e neuroisquémicas, afligem mais cerca 340.000 pacientes nos Estados Unidos, 40.000 na Alemanha e 10.000 em Portugal.

Esta nova terapia pode constituir uma esperança para uma doença com graves consequências para a qualidade de vida dos pacientes e que neste momento não tem ainda um tratamento eficaz.

Prevalência de Feridas Crónicas em diabéticos

Doenças Cardíacas

A doença cardíaca é a principal causa de morte e incapacidade, quer em países industrializados quer em países em desenvolvimento, sendo responsável por aproximadamente 40% de toda a mortalidade humana. Muitos doentes que sobrevivem a enfarte do miocárdio desenvolvem uma forma crónica de doença cardíaca chamada insuficiência cardíaca congestiva, que está associada a uma deterioração progressiva do músculo cardíaco, à formação de tecido cicatricial e a dilatação e disfunção do ventrículo esquerdo. Doentes com insuficiência cardíaca isquémica grave têm elevada morbidade e mortalidade, sendo o transplante cardíaco a única opção terapêutica definitiva disponível.

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Próximos passos: da patente aos ensaios clínicos

Uma vez registada a patente, o próximo passo passa pelo desenvolvimento de todos os esforços necessários no sentido de possibilitar a aplicação desta metodologia em Ensaios Clínicos, em doentes diabéticos com ulcerações do pé, de modo a avaliar o seu potencial terapêutico nestas feridas.

No decorrer dos próximos 3 anos estão previstas as fases 1 e 2 do ensaio clínico, sendo que este será o primeiro ensaio clínico com células estaminais do sangue do cordão umbilical a ser realizado em Portugal.

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