A criopreservação das células estaminais do sangue do cordão umbilical é, actualmente, uma tecnologia bem estabelecida que tem por objectivo a sua eventual utilização no tratamento de diversas doenças ao longo da vida da própria pessoa e também dos seus familiares.

O Sangue do cordão umbilical, geralmente descartado durante o parto, é uma fonte muito rica em células estaminais. Nos últimos anos, o transplante de células estaminais do sangue do cordão umbilical tem-se revelado uma alternativa real aos transplantes de medula óssea, podendo ser utilizadas no tratamento de dezenas de doenças, sobretudo na área da hemato-oncologia.

O sangue do cordão umbilical só pode ser colhido uma vez na vida, na altura do nascimento do bebé.

Só criopreservando as células estaminais do sangue do cordão umbilical a baixas temperaturas (-196ºC) é que se pode garantir que estas estejam disponíveis no futuro em caso de necessidade.

As células estaminais do sangue do cordão umbilical apresentam um enorme potencial terapêutico em diversas áreas da medicina regenerativa. Nestas será sempre preferível optar pelo uso autólogo, sem riscos de incompatibilidade.

Tem vindo a aumentar o número de casos de aplicação autóloga de sangue do cordão umbilical em doenças não hematológicas, tais como diabetes tipo 1 e paralisia cerebral, em fase de ensaios clínicos.

Os transplantes alogénicos relacionados (familiares) apresentam maior probabilidade de sucesso do que os que são feitos fora do âmbito familiar. Para além disso, a incidência de doença do enxerto contra hospedeiro é maior quando as amostras de sangue do cordão umbilical usadas são de indivíduos não aparentados.

O estudo mais recente acerca da probabilidade de transplante hematopoiético ao longo da vida indica que a probabilidade de uma pessoa até aos 70 anos vir a necessitar das suas células estaminais para um transplante hematopoiético é na ordem de 1:450, sendo cerca de 1:200 a probabilidade de vir a necessitar de um transplante com as suas próprias células ou as de outra pessoa.

A análise do panorama da transplantação na Europa revela que a maior parte dos transplantes hematopoiéticos são autólogos.

Só as células estaminais do próprio oferecem a garantia de compatibilidade total, condição importante para que não ocorra rejeição das células transplantadas.

Ao colher o sangue do cordão umbilical os pais garantem que as células estaminais do sangue do cordão umbilical dos seus filhos estão imediatamente disponíveis para transplantação. Em caso de necessidade não haverá necessidade de procurar um dador compatível, o que pode ser um processo longo e difícil.

A possibilidade de utilização das células estaminais para o próprio ou para os seus familiares apenas está assegurada ao recorrer a um banco privado. Há, no entanto, mais diferenças que distinguem o serviço privado do público. Poderá ficar a conhecê-las melhor aqui.