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| Pelas suas características, o sangue do cordão umbilical constitui uma fonte promissora para terapia celular. |
| Embora no presente a aplicação das células estaminais do sangue do cordão umbilical se restrinja fundamentalmente a doenças sanguíneas e cancerígenas, experiências em modelos animais sugerem que, no futuro, a gama de aplicações com estas células poderá alargar-se a outras doenças, como doenças cardíacas, doenças neurodegenerativas, diabetes ou lesões vasculares.
Para além de possuir células estaminais hematopoiéticas, o sangue do cordão umbilical contém ainda outras populações de células estaminais que têm a capacidade de dar origem a vários tipos de células, incluindo células neuronais, células ósseas, hepatócitos e células cardíacas. A utilização de amostras de sangue do cordão umbilical para uso em doenças não hematológicas tem crescido nos últimos anos, tendo sido várias as amostras libertadas de bancos privados, a título experimental, em ensaios clínicos, para utilização autóloga em crianças com diabetes tipo 1 (nos EUA e na Alemanha) e lesões cerebrais (no Medical College of Georgia, e na Duke University). Com os ensaios clínicos pretende-se comprovar não só a segurança de uma terapia em seres humanos, como também a eficácia dos mesmos. Estes ensaios envolvem fases distintas podendo durar anos. Daí que, apesar de alguns destes ensaios estarem a decorrer há alguns anos, ainda não existam resultados publicados para muitos deles. A terapia genética com células estaminais poderá alargar ainda mais a aplicabilidade do sangue do cordão umbilical a outro tipo de doenças, tais como, as doenças metabólicas hereditárias. Este tipo de abordagem, com células estaminais do sangue do cordão umbilical, foi utilizado em regime autólogo com sucesso em crianças com deficiência imunitária da adenosina desaminase (ADA). As crianças, recebendo tratamento farmacológico adicional, mantêm-se saudáveis, apesar do seu sangue conter apenas uma pequena fracção de células com o gene normal. A importância do sangue do cordão umbilical poderá estender-se, no futuro, ao tratamento de outras condições, que até aqui não beneficiavam de terapia celular. |
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