1. O que a motivou a fazer a criopreservação das células estaminais do sangue do cordão umbilical do seu bebé através da Crioestaminal?
Procurava uma empresa que me garantisse qualidade e segurança e as mais avançadas tecnologias. O facto de a Crioestaminal ter sido a empresa pioneira em Portugal nesta área, de ser uma entidade cada vez mais internacional, presente em Espanha e Itália e a 3ª maior empresa de criopreservação na Europa, fizeram toda a diferença na escolha.
2. Como avalia a importância deste seguro biológico?
Deixa-me mais segura em relação à saúde do meu bebé e com a convicção de que fiz tudo o que estava ao meu alcance para o proteger.
Espero nunca ter necessidade de recorrer às células estaminais preservadas mas o facto de saber que já estão a ser usadas com sucesso em múltiplos transplantes em todo o mundo e que, com a investigação, a sua utilização poderá abranger cada vez mais áreas da medicina, dá-me mais tranquilidade e confiança no futuro.
3. Quando o seu filho crescer, o que gostaria de lhe explicar relativamente a esta sua importante decisão?
É um enorme desafio explicar a uma criança o que são células estaminais e para que podem servir mas acho que irei explicar ao Vasco da mesma forma que expliquei à irmã, na noite em que nos viu chegar a casa com o KIT da Crioestaminal.
“O que está na caixa cor de laranja?” - quis a Inês saber.
“Esta caixa contém tudo o que precisamos para recolher as células estaminais do teu irmão”. O seu ar perplexo acentuou-se.
Pedi-lhe então que imaginasse um oleiro a moldar um boneco. Pega num pedaço de barro e começa a moldar a sua obra: um boneco com cabeça, tronco, braços e pernas.
As células estaminais são como um pedacinho de barro que guardamos numa caixa para o caso de o boneco algum dia se partir. Da mesma maneira que este barro sem forma nenhuma pode servir para reconstruir a cabeça, o tronco, as pernas ou os braços também estas células, não especializadas, têm o potencial de dar origem a qualquer célula do nosso corpo.
4. Que sonhos gostaria de ver o seu filho concretizar?
Antes do nascimento é natural criar-se expectativas. Sonhamos com um rosto, com um sorriso, com uma personalidade e com um futuro que imaginamos quase sempre promissor. Tento não o fazer muitas vezes, sob pena de perder o presente. Prefiro vê-lo a concretizar os pequenos sonhos de todos os dias à medida que vai crescendo. Poderei ajudá-lo a traçar metas, a lutar por tudo o que acredita mas espero que seja ele a mostrar-me os seus sonhos.
5 – Como locutora e animadora de rádio, que mensagem importante gostaria de passar às futuras mães sobre a criopreservação?
Para quem tiver possibilidade de o fazer, a dúvida entre preservar ou não as células do sangue do cordão umbilical não deve persistir por muito tempo.
Qual é a mãe que não se mune de todas as armas quando a questão é defender um filho? Encare a criopreservação como um “escudo defensivo” que só usará em situações limite. Situações com as quais pode nunca se deparar mas, se algo correr mal é mais um trunfo que pode fazer toda a diferença.
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