As células estaminais são células indiferenciadas que podem ser expandidas, podem autorrenovar-se e diferenciar-se em diferentes tipos celulares. Existem diferentes tipos de células estaminais. Durante o desenvolvimento embrionário, estas células especializam-se, originando os vários tipos de células do corpo, desde as células do músculo cardíaco, células nervosas, glóbulos vermelhos ou células da pele, etc. Mais tarde, no indivíduo adulto, as células estaminais reparam tecidos danificados e substituem as células que vão morrendo. As células estaminais desempenham um papel crucial na saúde e bem-estar de cada um de nós, podendo ser usadas em transplantes para curar doenças em que os tecidos foram perigosamente danificados.
Existem várias vantagens, nomeadamente no que respeita à garantia de qualidade e segurança do serviço prestado, bem como a maior experiência no armazenamento e na libertação de amostras de sangue do cordão umbilical para o tratamento de doenças.
A partir de 15 de fevereiro de 2012 todas as famílias que aderirem ao serviço, beneficiarão de um APOIO AO TRATAMENTO, até 20.000€, em caso de utilização das células estaminais do sangue do cordão umbilical, para as doenças que, a esta data, são tratáveis com SCU.
É um apoio para o próprio, ou para familiares compatíveis que necessitem do tratamento.
Inclui despesas inerentes ao tratamento, despesas de deslocação, viagem e estadia para o paciente e acompanhante.
Adicionalmente, a Crioestaminal presta acompanhamento Médico Personalizado para esclarecer as famílias durante o tratamento. Para conhecer todas as vantagens clique aqui.
A coexistência de bancos públicos e privados de criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical é uma realidade na maioria dos países desenvolvidos e Portugal não é exceção. Os pais podem optar por guardar as células estaminais do sangue do cordão umbilical dos seus filhos num banco privado de uso familiar, como a Crioestaminal, em que a propriedade da amostra se mantém na família pelo período de tempo acordado, ou no banco público. Neste último, as amostras de sangue do cordão umbilical são doadas, podendo ser usadas pela população em geral, não estando garantida a disponibilidade da amostra para o bebé ou para um familiar compatível. Para além disso, num conjunto de possíveis futuras aplicações clínicas, nomeadamente na área da medicina regenerativa, a utilização autóloga será sempre a preferencial. Nestes casos, só os bancos privados poderão garantir essa possibilidade de utilização. Veja as diferenças entre os Bancos Públicos e os Bancos Privados
Para se ter a certeza que o kit de recolha chega a tempo, e considerando que o bebé pode nascer antes da data prevista, recomendamos que os pais nos peçam o envio do kit de recolha do sangue e tecido do cordão umbilical, pelo menos um mês antes da data prevista para o parto, mas preferencialmente dois meses antes, para poderem ler com atenção todas as indicações que são enviadas com o kit. Contudo, a adesão ao serviço em data mais próxima do parto não inviabiliza a recolha das células estaminais, desde que esteja assegurado o cumprimento de todos os requisitos necessários. Caso a data do parto esteja próxima,os pais devem entrar em contacto telefónico com a Crioestaminal.
Após o parto, os pais devem telefonar para a Crioestaminal, que contacta a empresa que irá fazer o transporte. A empresa transportadora irá recolher as amostras de sangue e do tecido (caso tenham optado por guardar) do cordão umbilical no local solicitado e irá transportá-las para o laboratório de criopreservação. Os custos de transporte estão incluídos no preço pago pelo cliente (90 Euros), sendo apenas necessário mencionar que é um cliente da Crioestaminal.
Quando as células estaminais forem requisitadas para a realização de um transplante, elas serão libertadas de modo a estarem disponíveis na data e locais acordados para o transplante. Os procedimentos de regaste e transporte das amostras são da responsabilidade da Crioestaminal.
Em princípio, qualquer membro da família que seja compatível poderá usar as células estaminais do vosso filho, desde que requisitadas através de pedido escrito pelo médico assistente, e também, desde que seja dado o consentimento (escrito) dos pais.
Em Portugal, a Crioestaminal tem a maior experiência na libertação de amostras de sangue do cordão umbilical para o tratamento de doenças, com 7 amostras já utilizadas. O 1º transplante foi realizado, em 2007, para o tratamento de uma Imunodeficiência Combinada Severa (SCID), num transplante alogénico entre irmãos. Desde então, mais 6 amostras guardadas pela Crioestaminal foram utilizadas num tratamento experimental, conduzido na Duke University (USA), para o tratamento de crianças com paralisia cerebral.
Em circunstância alguma é possível vender as células estaminais do sangue ou tecido do cordão umbilical. Para resgatar as células, para além da autorização escrita dos pais ou do tutor da criança, é necessária uma requisição escrita pelo médico assistente, que declare haver necessidade das células estaminais para realizar um transplante na criança ou em alguém da sua família.
Sim. No caso de gémeos é necessário 1 kit de recolha de sangue e/ou tecido do cordão umbilical para cada bebé, sendo dada uma redução de 50% na segunda prestação para o segundo bebé. No caso de trigémeos será feita uma redução de 50% na segunda prestação para os segundo e terceiro bebés.
No entanto, é importante que os pais saibam que no caso das colheitas do cordão umbilical de gémeos, as amostras têm em média um volume de sangue menor e como tal um número de células inferior.
Regra geral, a Crioestaminal procede ao envio do kit de recolha no dia em que a inscrição e o respetivo pagamento da taxa de processamento (1ª Parte) se verificarem, sendo geralmente o kit entregue um ou dois dias depois.
Durante o processamento da amostra a Crioestaminal armazena paralelamente um conjunto de amostras composto por:
Estas amostras constituem o que designamos por banco Materno Fetal. Deste modo, e mediante necessidade, poderão realizar-se, a qualquer momento, testes de índole genética, análises serológicas, despiste de hemoglobinopatias, entre outras, sem recorrer à amostra principal.
Será necessário fazer um teste de compatibilidade HLA (antigénios de leucócitos humanos) entre o dador (criança cujas células estaminais foram criopreservadas) e o doente. Neste teste são analisados seis parâmetros e, pelo menos quatro ou cinco devem ser compatíveis. Caso contrário, existe risco de haver rejeição quando as células forem transplantadas no doente. É em caso de irmãos (filhos do mesmo pai e da mesma mãe) que é maior a probabilidade de encontrar uma maior compatibilidade, sendo 25% a probabilidade de serem totalmente compatíveis. À medida que o grau de parentesco se vai afastando, a probabilidade vai diminuindo. No entanto, para um transplante com células estaminais do cordão umbilical a compatibilidade não precisa de ser total, nem tão elevada como no caso de transplantes com medula óssea. Para além da histocompatibilidade, o sucesso do transplante vai depender de vários fatores: da condição física do paciente, do tipo de doença, entre outros.
É uma complicação que pode ocorrer após transplantes alogénicos, na qual as células imunitárias do dador atacam os tecidos do paciente transplantado. É mais frequente após transplantes com medula óssea do que com sangue do cordão umbilical. A doença aguda atinge principalmente a pele, o fígado e o tubo digestivo. Em transplantes autólogos não há risco de doença do enxerto contra hospedeiro e em transplantes alogénicos relacionados (familiares) com sangue do cordão umbilical o risco é muito menor do que em transplantes alogénicos relacionados com medula óssea. O risco de doença do enxerto contra hospedeiro é maior em transplantes não-relacionados. As células estaminais do tecido do cordão umbilical foram já usadas no tratamento da doença do enxerto contra o hospedeiro aguda.
Não, o procedimento não envolve qualquer tipo de perigo nem provoca qualquer tipo de dor à mãe ou ao bebé. Quando a recolha é efetuada, o bebé encontra-se já desligado do cordão umbilical, o que significa que a técnica é totalmente não-invasiva.
No caso da amostra de sangue ou tecido do cordão umbilical não ser colhida, cessam todas as obrigações dos pais para com a Crioestaminal. No entanto, não podemos devolver o valor até aí cobrado, uma vez que o mesmo se refere ao pagamento do kit, ao transporte do kit e a despesas administrativas.
O sangue e o tecido de cordão umbilical devem ser transportados para o laboratório, onde será feito o processamento, à temperatura ambiente. O recipiente onde é transportado confere proteção contra grandes variações de temperaturas.
À medida que o tempo passa, as células estaminais envelhecem como o resto do corpo. No indivíduo adulto as células estaminais têm menos vitalidade e são mais dificilmente diferenciáveis. Por isso, se se pretender guardar as células estaminais, estas devem ser colhidas quando a pessoa é jovem. O cordão umbilical constitui a melhor oportunidade para colher células estaminais jovens e vitais em grande número e em maior variedade do que ao longo da vida. Células estaminais mais jovens são mais facilmente expandidas e mais facilmente diferenciáveis.