1. O que a motivou a fazer a criopreservação das células estaminais do sangue do cordão umbilical das suas bebés?
A ciência está do nosso lado e devemos agradecer o enorme avanço que a investigação das células estaminais representa como também aproveitar o que a tecnologia coloca ao alcance da maioria dos cidadãos.
Poder comprar a possibilidade de tratamento e cura de um problema de saúde – que não desejamos que venha a ocorrer – para um filho vale mais que qualquer jackpot ou lotaria.
2. Como avalia a importância deste “seguro biológico”?
Não é uma solução milagrosa hoje. Não cura todos os males. Resolve alguns. E daqui a 10 anos servirá de tratamento para quantas doenças? E daqui a 20 quantas novas utilidades a ciência lhes dará?
O essencial desta questão resume-se ao desejo de fazer o seguro para nunca precisar de o accionar.
3. Que sonhos gostaria de ver as suas filhas concretizar?
Espero nunca cair na asneira, própria de muitos pais, de desejar para os filhos aquilo que nunca conseguiram eles alcançar. Gostava que realizassem os seus sonhos. Se nesses sonhos estiver uma quota-parte de responsabilidade social de tornar o seu mundo e o dos outros um pouco melhor, serei uma mãe feliz.
4. Como apresentadora de televisão e uma opinion maker na nossa sociedade, que mensagem importante gostaria de passar às futuras mães sobre a criopreservação?
Vale a pena o investimento. Não é barato, não. Mas é um investimento valiosíssimo. Tão importante como ou-
tras apostas estruturantes que faremos para os nossos filhos ao longo da vida.
Diluído no tempo não será mais caro do que meia dúzia de ténis de marca. Perante isto, o que preferimos?