Blogue de Células Estaminais

Se procura uma opinião especializada e transparente sobre
as células estaminais, agora poderá seguir aqui o blogue da
Dra. Alexandra Machado, uma das mais conceituadas
especialistas em criopreservação de células estaminais
em Portugal.

Demonstrada segurança clínica um ano após o primeiro transplante de células pluripotentes induzidas

As células pluripotentes induzidas (iPSCs) são células estaminais pluripotentes geradas diretamente a partir de células adultas. O interesse terapêutico destas células baseia-se, entre outros, no facto de o recurso a este tipo de células poder permitir a sua utilização em medicina regenerativa. O primeiro estudo clínico do mundo a usar iPSCs iniciou-se há um ano atrás, no Japão, com o transplante de células da retina produzidas a partir de iPSCs da própria doente. Foi recentemente noticiado que a doente submetida a esta cirurgia se encontra bem, de acordo com os investigadores envolvidos no transplante, o que demonstra, até agora, a segurança do tratamento. Sendo este o primeiro estudo clínico envolvendo a administração de iPSCs em humanos, tinha como principal objetivo confirmar a segurança destas células … Continuar a ler

Células Estaminais Mesenquimais aumentam os efeitos sistémicos da Radioterapia

As células estaminais mesenquimais (MSC) são um tipo de células estaminais presente numa variedade de tecidos, como a medula óssea, o sangue e tecido do cordão umbilical e o tecido adiposo. Estas células podem ser diferenciadas em células especializadas que se encontram em diferentes tecidos do corpo, como cartilagem, osso e gordura, apresentando potencialidades na área da medicina regenerativa. Para além disso, têm sido testadas para o tratamento de um leque alargado de doenças, incluindo o cancro por serem capazes de se dirigirem aos tumores e se incorporarem no seu estroma. Foi recentemente publicado um estudo na revista científica “Oncotarget”, segundo o qual as MSC podem servir como agentes para reforçar os efeitos locais e sistémicos da radioterapia, isto é, os efeitos que afetam as … Continuar a ler

27º Aniversário do Primeiro Transplante de Sangue do Cordão Umbilical

No dia 6 de outubro completaram-se 27 anos do primeiro transplante de sangue do cordão umbilical. Este transplante foi realizado em França, em 1988, a uma criança norte‑americana de 5 anos, Matthew Farrow, com anemia de Fanconi, uma doença do sangue, rara e fatal. Após quimioterapia intensiva, Matthew recebeu as células do sangue do cordão umbilical da sua irmã recém-nascida, com quem era compatível. Atualmente, Matthew tem uma vida normal graças ao trabalho de três médicos pioneiros: a Dra. Joanne Kurtzberg, uma conceituada hematologista pediatra de quem era doente, o Dr. Hal Broxmeyer, o médico que guardou o sangue do cordão umbilical usado no seu transplante e a Dra. Eliane Gluckman, uma reconhecida hematologista e investigadora, que realizou o transplante no Hôpital Saint‑Louis, em Paris. … Continuar a ler

Uma Aventura Estaminal: uma banda desenhada portuguesa sobre células estaminais agora disponível on-line

O livro de banda desenhada intitulado “Uma Aventura Estaminal”, parte de um projeto de divulgação de ciência sobre investigação com células estaminais, que envolveu vários cientistas do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, encontra-se atualmente disponível em formato flipbook on-line, no diretório de recursos do EuroStemCell: http://www.eurostemcell.org/pt-pt/resource/uma-aventura-estaminal Esta publicação, inicialmente destinada a alunos do ensino secundário e superior, pretende transmitir conceitos básicos relacionados com as células estaminais, as suas propriedades e possíveis utilizações, tentando transmitir de forma simples e o mais correta possível a ciência em que se baseia esta área de investigação e aplicação clínica. O investigador João Ramalho‑Santos, presidente do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra, escreveu o argumento e André Caetano, ilustrador e … Continuar a ler

Resultados de um ensaio clínico de fase 2 para o tratamento de insuficiência cardíaca congestiva com células mesenquimais

Foram recentemente apresentados os resultados de um ensaio clínico de fase 2, que avaliou o tratamento com células mesenquimais precursoras alogénicas em doentes com insuficiência cardíaca congestiva. A insuficiência cardíaca congestiva (ou insuficiência cardíaca) é uma doença em que a quantidade de sangue que o coração bombeia por minuto é insuficiente para satisfazer as necessidades de oxigénio e de nutrientes do organismo. As causas para a insuficiência cardíaca são variadas, sendo mais frequente em pessoas mais velhas. Esta doença afeta cerca de 23 milhões de indivíduos em todo o mundo, e apesar destes poderem viver vários anos, cerca de 70% dos doentes morrem nos primeiros 10 anos após o diagnóstico. A empresa Norte Americana Mesoblast, com foco na área da medicina regenerativa, desenvolveu um ensaio … Continuar a ler

Estudo com iPSCs (células estaminais pluripotentes induzidas)* e terapia génica apresenta resultados promissores no tratamento da Hemofilia A

A hemofilia é uma das doenças genéticas mais comuns com uma incidência de 1 em cada 5.000 nascimentos do sexo masculino. Esta doença é caracterizada por uma alteração na coagulação do sangue que é causada por mutações nos genes que codificam fatores de coagulação (um grupo de proteínas que são necessárias para que ocorra a correta coagulação do sangue). O gene anormal produz quantidades insuficientes de fator de coagulação ou produz um fator com função e atividade deficiente, resultando num processo de coagulação do sangue mais demorado ou quase inexistente, o que predispõe o doente para hemorragias graves. Estes genes estão localizados no cromossoma X, sendo as mães portadoras do gene defeituoso e manifestando-se normalmente a doença apenas nos filhos do sexo masculino. Os genes … Continuar a ler

Células mesenquimais do cordão umbilical demonstram eficácia terapêutica em doentes com diabetes tipo 2

Foram recentemente publicados os resultados de um ensaio clínico para avaliar a segurança e eficácia da infusão de células estaminais mesenquimais do cordão umbilical em doentes com diabetes tipo 2. Apesar de o ensaio incluir um pequeno número de doentes, os resultados foram positivos. A diabetes tipo 2 é o tipo mais frequente de diabetes (cerca de 90% dos casos de diabetes em todo o mundo) sendo uma das principais causas de mortalidade em indivíduos com mais de 60 anos. Estima-se que em Portugal existam cerca de 1 milhão de doentes com diabetes. A diabetes tipo 2 pode resultar de uma resistência do organismo aos efeitos da insulina (hormona responsável por regular os níveis de açúcar no sangue) ou da produção insuficiente desta hormona não … Continuar a ler

Tratamento com células estaminais poderá ser a cura para a calvície

Foi recentemente anunciada a descoberta de uma possível cura para a calvície (também designada alopecia androgénica). O tratamento baseia-se na utilização de células estaminais autólogas (do próprio doente) para promover o crescimento de cabelo de uma forma minimamente invasiva. A tecnologia foi desenvolvida ao longo de uma década pela empresa de medicina regenerativa do Canadá Replicel Life Sciences Inc. O tratamento consiste em remover folículos de cabelo do escalpe do doente (através de uma biópsia na parte posterior da cabeça onde o cabelo cresce normalmente), isolar as células estaminais localizadas na base destes e replicá-las em cultura. Estas células são depois injetadas nas regiões sem cabelo. Em dezembro foram publicados os resultados de um estudo que vem apoiar esta tecnologia. O estudo realizado em ratinhos … Continuar a ler

Tratamentos com células estaminais mesenquimais diminui sintomas de crianças com epidermólise bulhosa distrófica recessiva

Um ensaio clínico com células estaminais mesenquimais de medula óssea demonstrou resultados promissores em doentes com epidermólise bulhosa distrófica recessiva. A epidermólise bulhosa é uma doença genética rara, sem cura, caracterizada pelo aparecimento de bolhas e feridas na pele ou mucosas. Estas lesões são originadas por uma alteração na síntese de proteínas que unem as camadas da pele. Sem essa proteína as camadas da pele separam-se muito facilmente, sob qualquer pressão ou atrito, ou mesmo espontaneamente. A epidermólise bulhosa distrófica recessiva é uma das formas mais graves da doença, afetando todo o corpo (pele e mucosas). Os principais sintomas são o aparecimento de bolhas e feridas que provocam dor. A formação repetida de feridas, seguida de cicatrização, provoca o aparecimento de tecido fibroso que provoca … Continuar a ler

Obtido o primeiro membro em laboratório com potencial para ser transplantado – estudo em modelo animal

Um grupo de cientistas conseguiu obter em laboratório um membro posterior de rato totalmente orgânico dando mais um passo na área da medicina regenerativa para obtenção de órgãos completos. Em todo o mundo existirão mais de 20 milhões de doentes amputados. A utilização de próteses mecânicas é uma opção para muitos destes doentes que, apesar de poderem ser altamente sofisticadas, apresentam algumas limitações, quer a nível funcional, quer a nível estético. A partir de 1998 o transplante de mão de um dador tornou-se uma opção para alguns destes doentes, tendo até ao momento sido realizados cerca de 70 transplantes. No entanto, apesar de os resultados serem positivos, os riscos e efeitos secundários do transplante e a imunossupressão contínua levantam vários problemas. A obtenção de um … Continuar a ler

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