Blogue de Células Estaminais

Se procura uma opinião especializada e transparente sobre
as células estaminais, agora poderá seguir aqui o blogue da
Dra. Alexandra Machado, uma das mais conceituadas
especialistas em criopreservação de células estaminais
em Portugal.

Importância das acreditações internacionais para a elegibilidade de utilização das amostras no estrangeiro

São duas as entidades a nível mundial que estabelecem e definem critérios de qualidade específicos para o processamento e armazenamento de células estaminais do cordão umbilical: a Associação Americana de Bancos de Sangue (AABB – American Association of Blood Banks) e a Foundation for the Accreditation of Cellular Therapy (FACT). A acreditação de um banco pela AABB certifica que os processos desse banco se apresentam em conformidade com as normas estabelecidas pela AABB no que diz respeito às fases de recolha, processamento, criopreservação, análise e distribuição das células estaminais do sangue do cordão umbilical. Esta acreditação representa a mais importante distinção ao nível da qualidade que um laboratório de criopreservação de células estaminais pode obter. Para a conquistar os bancos de criopreservação têm que obedecer … Continuar a ler

Transplante de sangue do cordão umbilical guardado num banco familiar entre irmãos num caso de Anemia de Diamond Blackfan

Foi recentemente noticiado em Espanha, o primeiro caso de transplante de sangue do cordão umbilical armazenado num banco familiar para tratar uma criança de 4 anos com Anemia de Diamond-Blackfan (ADB). A Anemia de Diamond-Blackfan é uma doença congénita que impede a medula óssea de produzir glóbulos vermelhos, as células responsáveis pelo transporte de oxigénio a todas as partes do corpo. O menino, de 4 anos de idade, foi transplantado com o sangue do cordão umbilical de uma irmã, para tratar a Anemia de Diamond-Blackfan de que padecia. O transplante foi realizado no passado mês de Abril no Hospital del Niño Jesús, em Madrid, tendo sido o primeiro transplante realizado em Espanha para tratar esta doença com recurso a uma amostra de sangue do cordão … Continuar a ler

Transplantes de células estaminais utilizados para eliminar infeção VIH/SIDA

Foi recentemente noticiado que dois homens com infeção VIH/SIDA podem ter sido curados desta infeção após receberem transplantes de células estaminais para tratar o linfoma de que também padeciam. Um destes homens recebeu o transplante há três anos e o outro há cinco. Em Julho passado, os médicos anunciaram que os dois homens pareciam estar sem níveis detetáveis de VIH no sangue. Apesar disso, os médicos advertem ser ainda muito cedo para saber se ficaram curados. Para isso, eles terão de ser seguidos por, pelo menos, mais um ou dois anos, pois o vírus pode estar alojado em “reservatórios”, isto é, partes do corpo como o cérebro ou o intestino, que podem “abrigar” o vírus durante décadas. Ainda assim, médicos e investigadores estão muito entusiasmados … Continuar a ler

Criopreservação – A importância da quantidade de células guardadas

O conteúdo celular é a característica mais importante para a futura aplicação clínica das amostras de sangue do cordão umbilical disponíveis. Para que um transplante hematopoiético seja realizado é requerida uma quantidade mínima de células de acordo com o peso corporal do doente a quem se destina. Para além do peso do doente, o número de células estaminais a infundir depende também do grau de compatibilidade entre o dador e o doente. É consensual que um maior número de células está positivamente relacionado com as probabilidades de sucesso do transplante. Diversos estudos mostram uma correlação entre a quantidade de células infundidas no transplante e o sucesso do mesmo. Para além disso, uma amostra de sangue do cordão umbilical com um maior número de células pode … Continuar a ler

Vale a pena guardar as células estaminais do segundo filho?

Quando chega a segunda gravidez, a maioria dos pais que optou por criopreservar a amostra de sangue do cordão umbilical (SCU) do primeiro filho, pondera se será necessário guardar também a amostra do segundo. É importante que os pais saibam que a nova amostra de SCU poderá ser útil quer para o próprio quer para um irmão desta criança. São vários os exemplos de casos de crianças que foram transplantadas com amostras de SCU de irmãos. O primeiro transplante de SCU foi realizado em 1988, em França, para tratar uma criança de 5 anos com Anemia de Fanconi (doença congénita causada por uma deficiência na medula óssea que impede a produção de células sanguíneas normais) com uma amostra de SCU de uma irmã compatível. O … Continuar a ler

Utilização Autóloga de Sangue do Cordão Umbilical em Crianças com Paralisia Cerebral

Desde 1988, altura em que se realizou, em Paris, o primeiro transplante de sangue do cordão umbilical, que esta fonte de células estaminais tem sido usada no tratamento de várias doenças.  Recentemente, o potencial das células do sangue do cordão umbilical tem vindo a ser testado em áreas da medicina, como a Diabetes Tipo 1 e Paralisia Cerebral, com resultados promissores. Desde Maio de 2009 que a Universidade de Duke, no estado norte-americano da Carolina do Norte, tem aceitado a inclusão de crianças portuguesas com paralisia cerebral num estudo liderado pela pediatra e investigadora Joanne Kurtzberg, que visa estudar a acção das células estaminais do cordão umbilical na recuperação de lesões cerebrais. A hipótese de que as células do sangue do cordão umbilical possam ter … Continuar a ler

Um novo caso de sucesso de utilização do Sangue do Cordão Umbilical

Foi recentemente publicado um artigo na revista científica Pediatric Transplantation que descreve o caso de uma criança de 9 anos de idade com anemia aplástica grave tratada com sucesso com recurso a transplante autólogo (dador e paciente são a mesma pessoa) de sangue do cordão umbilical, após uma quimioterapia de baixa intensidade. A criança, anteriormente saudável, foi diagnosticada com anemia aplástica grave adquirida que é uma falência do processo renovação das células do sangue, potencialmente fatal. Quando não tratada, esta doença tem uma taxa média de sobrevida inferior a dez meses, devido a infeções e hemorragias. Nos EUA, anualmente ocorrem mais de 400 casos de anemia aplástica grave em idade pediátrica. Dada a ausência de resposta da criança a uma terapêutica imunossupressora, e considerando os … Continuar a ler

O primeiro transplante com Células Estaminais guardadas num Banco Familiar português

Fez recentemente 6 anos que se realizou o 1º transplante de células estaminais do sangue do cordão umbilical em Portugal, com uma amostra guardada na Crioestaminal, revelando-se um transplante bem sucedido. O transplante de células estaminais criopreservadas realizou-se no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, em 2007, numa criança de 14 meses que sofria de Imunodeficiência Combinada Severa. Esta doença rara, caracterizada por deficiências no sistema imunitário, tornava a criança suscetível a infeções graves, recorrentes e potencialmente fatais. A solução, neste caso, passava por um transplante de células estaminais do sangue do cordão umbilical ou da medula óssea, tendo sido o primeiro a opção escolhida por se encontrar disponível uma amostra de sangue do cordão umbilical de um irmão compatível, guardada pela Crioestaminal, em … Continuar a ler

O futuro da medicina – ensaios clínicos com células estaminais

As células estaminais são células com características especiais que lhes permitem originar diferentes tipos de células, autorrenovar-se e dividir-se indefinidamente. Estas características fazem com que delas se possam retirar benefícios terapêuticos. Dadas as possibilidades terapêuticas, as expectativas da comunidade científica no desenvolvimento de abordagens terapêuticas com base em células estaminais são cada vez mais elevadas. É expectável que estas abordagens sejam bem sucedidas na regeneração de órgãos danificados, no tratamento de doenças crónicas e degenerativas, para as quais neste momento existem poucas opções terapêuticas. Atualmente estão registados mais de 4.000 ensaios clínicos com células estaminais provenientes de várias fontes: sangue e tecido do cordão umbilical, medula óssea e tecido adiposo. (mais…)

Bancos Familiares e Bancos Públicos de Sangue do Cordão Umbilical – Porque faz sentido a sua coexistência

A coexistência de bancos públicos e familiares de armazenamento das células estaminais do sangue do cordão umbilical (SCU), colhidas no momento do parto, é uma realidade na maioria dos países desenvolvidos, onde estas duas estruturas se complementam. Quando se opta por fazer a criopreservação das células estaminais é importante perceber as diferenças entre bancos públicos e familiares. Nos bancos familiares são armazenadas amostras de SCU para uso no próprio (utilização autóloga) ou em familiares compatíveis (utilização alogénica relacionada), enquanto nos bancos públicos são guardadas amostras de SCU, doadas pelos pais, para serem utilizadas em transplantes alogénicos compatíveis, não relacionados (dador e recetor não têm laços de parentesco). (mais…)

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