Células do sangue do cordão umbilical benéficas em doentes com COVID-19

Desde o final de 2019 que o mundo se vê a braços com a tarefa hercúlea de travar a evolução da COVID-19 e, apesar dos esforços de contenção por parte das autoridades e da intensa investigação científica nesta área, a pandemia não parece ter um fim à vista. Nos últimos meses, começaram a surgir evidências de que um pequeno conjunto de medicamentos já existentes pode ter efeito na redução da mortalidade em doentes com COVID-19. Para além de medicamentos, outras abordagens de tratamento, baseadas na administração de células, estão a ser testadas para o tratamento destes doentes. É atualmente consensual que a COVID-19 pode provocar uma “tempestade de citocinas”, decorrente da produção exagerada de moléculas pró‑inflamatórias, podendo causar síndrome de dificuldade respiratória aguda (ARDS, do … Continuar a ler

Estudo recente confirma vantagens do sangue do cordão umbilical

Um novo estudo, realizado nos EUA, confirmou a eficácia da transplantação de adultos com sangue do cordão umbilical, demonstrando que está associado a melhores taxas de sobrevivência livre de recaída e de doença do enxerto contra o hospedeiro, relativamente ao uso de sangue periférico mobilizado de familiares compatíveis. A transplantação de células estaminais obtidas da medula óssea, sangue periférico mobilizado (células da medula óssea mobilizadas para a corrente sanguínea por estimulação farmacológica), ou sangue do cordão umbilical é, muitas vezes, a única opção curativa para doentes com doenças hemato-oncológicas, como leucemias e linfomas, e outras doenças que afetam as células do sangue e do sistema imunitário. O campo da transplantação hematopoiética tem evoluído muito ao longo dos últimos 60 anos, nomeadamente no que diz respeito … Continuar a ler

Células estaminais promovem melhorias em vítimas de AVC

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e de incapacidade em Portugal, provocando sequelas graves numa grande parte dos sobreviventes. Um AVC ocorre devido a uma hemorragia ou falta de irrigação sanguínea no cérebro, podendo levar a défices neurológicos graves, com impacto significativo na qualidade de vida. Após a fase aguda, a fisioterapia é a principal estratégia utilizada para promover a recuperação destes doentes, pelo que é urgente desenvolver outros métodos eficazes no tratamento das sequelas de AVC. Estudos anteriores já demonstraram que a administração de células estaminais mesenquimais (MSC, do inglês Mesenchymal Stem Cells) pode promover a recuperação de doentes que sofreram AVC, possivelmente através da reorganização dos circuitos neuronais afetados. A evidência científica sugere que as MSC ajudam … Continuar a ler

Tratamento inovador à base de vesículas de células estaminais para lesões da espinal medula

Devido à limitada capacidade de regeneração do sistema nervoso central, as lesões na espinal medula podem ter consequências devastadoras, como paralisação e perda de sensação no corpo abaixo do local da lesão. Estima-se que mais de 27 milhões de doentes se encontrem, neste momento, a enfrentar as consequências decorrentes de uma lesão na espinal medula. Para além das limitações físicas, outras dimensões, como o estado psicológico, a vida social, familiar e profissional, são também afetadas. Inúmeros ensaios clínicos têm vindo a estudar a possibilidade de tratar estas lesões utilizando células estaminais. Um estudo em modelo animal, recentemente publicado, descreve uma estratégia inovadora para o tratamento de lesões na espinal medula, utilizando vesículas libertadas por células estaminais da placenta, aplicadas num gel de ácido hialurónico. Os … Continuar a ler

Terapia com células estaminais mesenquimais em avaliação para o tratamento de COVID-19

A COVID-19, doença provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), primeiramente detetada na China em dezembro de 2019, foi, em março deste ano, classificada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde. Se, por um lado, este sério problema de saúde pública obrigou à mobilização de esforços de contenção por parte de entidades reguladoras, governos e, de uma forma geral, de toda a população, tem, por outro lado, gerado um esforço equivalente por parte da comunidade médica e científica, na procura de soluções para a sua prevenção e tratamento. Muito embora alguns doentes com COVID-19 apresentem apenas sintomas ligeiros, outros desenvolvem pneumonia, podendo o quadro evoluir, nos casos mais severos, para insuficiência respiratória grave, bem como falência de outros órgãos e conduzir, eventualmente, à morte. Para além das … Continuar a ler

Engenharia de tecidos promissora na recuperação após enfarte do miocárdio

Segundo dados divulgados pela Sociedade Portuguesa de Cardiologia, mais de 10 mil portugueses morrem de enfarte do miocárdio anualmente. Os que sobrevivem, podem enfrentar sequelas irreversíveis, como perda de músculo cardíaco, que é substituído por tecido não contrátil semelhante ao de uma cicatriz, bem como alterações estruturais que levam progressivamente a insuficiência cardíaca. Embora várias terapias celulares tenham sido testadas ao longo das últimas décadas, não há ainda nenhuma comprovadamente eficaz na regeneração cardíaca. Atualmente, encontra-se a decorrer, em Espanha, um ensaio clínico denominado PERISCOPE, que pretende avaliar a segurança do tratamento de doentes que sofreram enfarte do miocárdio utilizando um novo produto de terapia celular designado PeriCord. Este contém, como ingrediente ativo, células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical, colocadas numa matriz de … Continuar a ler

Células estaminais do cordão umbilical eficazes no tratamento de doença ocular

A retinite pigmentosa é uma doença ocular de origem genética, habitualmente diagnosticada em adolescentes e adultos jovens, que conduz a uma perda progressiva da visão. Estima-se que afete uma em cada 4 mil pessoas na Europa e mais de um milhão em todo o mundo. Os sintomas começam tipicamente com uma diminuição da visão noturna, geralmente ainda na infância, seguida da perda progressiva de campo visual, inicialmente com perda de visão periférica e depois da visão central, conduzindo eventualmente à cegueira. Esta doença resulta de um processo de degeneração da retina, que é a estrutura do olho responsável por captar as imagens, que são depois transmitidas ao cérebro através do nervo ótico. A retinite pigmentosa não tem cura e dispõe, atualmente, de poucas opções terapêuticas … Continuar a ler

Criança com anemia aplástica grave recupera após transplante de sangue do cordão umbilical

A anemia aplástica é uma doença hematológica rara, que pode ser fatal se não for tratada atempadamente. Nesta doença, o sistema imunitário ataca e destrói as células estaminais da medula óssea, responsáveis pela produção das células do sangue e do sistema imunitário, deixando o doente anémico e vulnerável a infeções e hemorragias. Para além dos casos associados a uma predisposição genética para desenvolver a doença, sabe-se que esta pode ser despoletada, por exemplo, pela exposição a quimio ou radioterapia. No entanto, em grande parte dos casos, não é possível identificar a sua causa. Nos casos mais graves, em que não é possível controlar a doença com agentes imunossupressores, o tratamento passa pela realização de um transplante hematopoiético (transplante de células estaminais hematopoiéticas, formadoras das células … Continuar a ler

Bebés com doença cardíaca recebem tratamento experimental com sangue do cordão umbilical

Um estudo, conduzido nos EUA, concluiu que a aplicação de células do sangue do cordão umbilical no coração de bebés com síndrome da hipoplasia do coração esquerdo é segura, estando já planeado outro ensaio clínico para testar a eficácia desta metodologia num conjunto alargado de doentes. A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo é uma doença cardíaca congénita rara, em que o lado esquerdo do coração se encontra gravemente subdesenvolvido. É possível detetar esta malformação por ecografia durante a gravidez, estando previstas três cirurgias corretivas nos primeiros anos de vida, com vista a garantir o funcionamento do coração. A primeira cirurgia é realizada nos primeiros dias ou semanas de vida, a segunda por volta dos 4 meses e a terceira entre os 2 e os … Continuar a ler