Estudo sugere que células estaminais do cordão umbilical podem beneficiar crianças autistas

Foram recentemente publicados os resultados de um novo estudo, que indicam que a administração de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical a crianças com Perturbações do Espectro do Autismo (PEA) é segura e pode conduzir à melhoria dos sintomas. As PEA englobam um conjunto de transtornos do desenvolvimento infantil caracterizadas por alterações nas competências sociais e pela presença de interesses restritos e comportamentos repetitivos. A sua incidência tem vindo a aumentar ao longo do tempo, estimando-se que afete, atualmente, cerca de uma em cada mil crianças portuguesas em idade escolar. Uma vez que as abordagens terapêuticas convencionais, como a terapia ocupacional e da fala, não atuam na causa da disfunção, outras soluções têm vindo a ser procuradas para o tratamento das PEA. Uma … Continuar a ler

Células estaminais promovem melhorias em vítimas de AVC

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e de incapacidade em Portugal, provocando sequelas graves numa grande parte dos sobreviventes. Um AVC ocorre devido a uma hemorragia ou falta de irrigação sanguínea no cérebro, podendo levar a défices neurológicos graves, com impacto significativo na qualidade de vida. Após a fase aguda, a fisioterapia é a principal estratégia utilizada para promover a recuperação destes doentes, pelo que é urgente desenvolver outros métodos eficazes no tratamento das sequelas de AVC. Estudos anteriores já demonstraram que a administração de células estaminais mesenquimais (MSC, do inglês Mesenchymal Stem Cells) pode promover a recuperação de doentes que sofreram AVC, possivelmente através da reorganização dos circuitos neuronais afetados. A evidência científica sugere que as MSC ajudam … Continuar a ler

Terapia com células estaminais mesenquimais em avaliação para o tratamento de COVID-19

A COVID-19, doença provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), primeiramente detetada na China em dezembro de 2019, foi, em março deste ano, classificada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde. Se, por um lado, este sério problema de saúde pública obrigou à mobilização de esforços de contenção por parte de entidades reguladoras, governos e, de uma forma geral, de toda a população, tem, por outro lado, gerado um esforço equivalente por parte da comunidade médica e científica, na procura de soluções para a sua prevenção e tratamento. Muito embora alguns doentes com COVID-19 apresentem apenas sintomas ligeiros, outros desenvolvem pneumonia, podendo o quadro evoluir, nos casos mais severos, para insuficiência respiratória grave, bem como falência de outros órgãos e conduzir, eventualmente, à morte. Para além das … Continuar a ler

Engenharia de tecidos promissora na recuperação após enfarte do miocárdio

Segundo dados divulgados pela Sociedade Portuguesa de Cardiologia, mais de 10 mil portugueses morrem de enfarte do miocárdio anualmente. Os que sobrevivem, podem enfrentar sequelas irreversíveis, como perda de músculo cardíaco, que é substituído por tecido não contrátil semelhante ao de uma cicatriz, bem como alterações estruturais que levam progressivamente a insuficiência cardíaca. Embora várias terapias celulares tenham sido testadas ao longo das últimas décadas, não há ainda nenhuma comprovadamente eficaz na regeneração cardíaca. Atualmente, encontra-se a decorrer, em Espanha, um ensaio clínico denominado PERISCOPE, que pretende avaliar a segurança do tratamento de doentes que sofreram enfarte do miocárdio utilizando um novo produto de terapia celular designado PeriCord. Este contém, como ingrediente ativo, células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical, colocadas numa matriz de … Continuar a ler

Células estaminais do cordão umbilical eficazes no tratamento de doença ocular

A retinite pigmentosa é uma doença ocular de origem genética, habitualmente diagnosticada em adolescentes e adultos jovens, que conduz a uma perda progressiva da visão. Estima-se que afete uma em cada 4 mil pessoas na Europa e mais de um milhão em todo o mundo. Os sintomas começam tipicamente com uma diminuição da visão noturna, geralmente ainda na infância, seguida da perda progressiva de campo visual, inicialmente com perda de visão periférica e depois da visão central, conduzindo eventualmente à cegueira. Esta doença resulta de um processo de degeneração da retina, que é a estrutura do olho responsável por captar as imagens, que são depois transmitidas ao cérebro através do nervo ótico. A retinite pigmentosa não tem cura e dispõe, atualmente, de poucas opções terapêuticas … Continuar a ler

Tratamento inovador com células estaminais para Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica

Foram recentemente publicados os resultados de um estudo pioneiro, que utilizou células estaminais do cordão umbilical para tratar Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). Os resultados são promissores, com melhoria de vários indicadores do bem-estar dos doentes. A DPOC caracteriza-se pela obstrução das vias aéreas e aparece, geralmente, como consequência de hábitos tabágicos. À medida que a doença vai progredindo, as trocas gasosas nos pulmões vão ficando cada vez mais dificultadas, conduzindo ao aparecimento de insuficiência respiratória. Falta de ar, tosse com expetoração e cansaço são algumas das queixas mais comuns dos doentes com DPOC. Em casos graves, podem mesmo sentir-se cansados ao realizar atividades simples do dia-a-dia, como vestir-se ou falar. Para além da cessação tabágica, o controlo da DPOC inclui o recurso a corticosteroides, … Continuar a ler

Método inovador trata defeitos na coluna vertebral com células estaminais

Foi reportado, pela primeira vez em humanos, o tratamento de lesões vertebrais, utilizando células estaminais do cordão umbilical numa matriz de hidroxiapatite. O artigo, publicado na revista médica International Journal of Surgery Case Reports, relata o tratamento experimental de uma doente de 27 anos, que se apresentou com dor persistente na região lombar, com consequente limitação dos movimentos. Anteriormente, tinha sido diagnosticada com uma forma pouco comum de tuberculose que afeta a coluna vertebral. Se não for tratada, esta doença causa deformações nas vértebras, com graves repercussões no estado da coluna vertebral, saúde e qualidade de vida dos doentes. Apesar de ter sido corretamente medicada, a doente descontinuou a medicação antes do tempo indicado, tendo como consequência o alojamento, na coluna vertebral, da bactéria responsável … Continuar a ler

Células estaminais promovem melhorias em doença pulmonar rara

Oito doentes com fibrose pulmonar idiopática, uma doença rara que afeta os pulmões, melhoraram após tratamento com células estaminais da medula óssea, como demonstra um estudo piloto recentemente publicado na revista científica Stem Cells Translational Medicine. A fibrose pulmonar idiopática manifesta-se geralmente a partir dos 50 anos, predominantemente em indivíduos do sexo masculino. O principal sintoma é a sensação de falta de ar, muitas vezes acompanhada de tosse seca e persistente. É causada pela progressiva transformação do tecido que está entre os alvéolos pulmonares em tecido fibroso, semelhante ao de uma cicatriz, o que dificulta as trocas gasosas nos pulmões. Em média, estes doentes sobrevivem 3 a 5 anos após o diagnóstico, no entanto, a evolução da doença é muito variável, podendo ser de progressão … Continuar a ler

Jovem com queimaduras graves tratado com sucesso usando células estaminais

No Canadá, um jovem de cerca de 25 anos foi tratado com células estaminais, após ter sofrido queimaduras graves em 70% do corpo, durante um incêndio doméstico. O tratamento foi bem‑sucedido, com encerramento completo de todas as feridas. Apesar de há mais de 30 anos se investigar a utilização de células cultivadas em laboratório para o tratamento de queimaduras graves, a utilização de células estaminais neste contexto constitui ainda um desafio e uma área de intensa investigação científica. Atualmente, as células estaminais mesenquimais do cordão umbilical estão a ser estudadas para potencial utilização terapêutica em queimaduras graves. Para além de serem obtidas de forma simples e não invasiva, estas células são facilmente mantidas em cultura em laboratório e, uma vez administradas, têm a capacidade de … Continuar a ler

Ensaio clínico testa células estaminais da gordura em lesões cerebrais

A Hope Biosciences, uma empresa de biotecnologia focada no desenvolvimento de terapias celulares, anunciou recentemente o início do recrutamento para um ensaio clínico de Fase I/II que pretende avaliar a segurança e a eficácia de um produto à base de células estaminais mesenquimais autólogas, derivadas de tecido adiposo (HB-adMSCs), para tratamento de lesão cerebral traumática e encefalopatia hipóxico-isquémica (lesão cerebral causada pela privação de oxigénio no cérebro). Este ensaio clínico será realizado em parceria com o Health Science Center, da Universidade do Texas, Houston, EUA. As células estaminais mesenquimais que serão utilizadas neste ensaio clínico serão isoladas a partir do tecido adiposo (gordura) dos próprios doentes, sendo expandidas (multiplicadas) em laboratório. É expectável que as HB‑adMSCs infundidas na corrente sanguínea consigam controlar a atividade do … Continuar a ler