Foi realizado com sucesso o primeiro transplante com uma unidade criopreservada de sangue de cordão umbilical (SCU) expandido

A Gamida Cell Ltd. anunciou recentemente o primeiro transplante com uma amostra criopreservada do seu produto derivado de sangue do cordão umbilical – NiCord®. Esta empresa, com sede em Israel, tem apostado na expansão de células estaminais de sangue do cordão umbilical (aumento do número de células) para permitir o acesso a esta fonte de células estaminais a mais doentes, ultrapassando a limitação do número de células existente em cada amostra de SCU. No ano passado publicaram os resultados de um ensaio clinico, utilizando um produto que resulta da expansão de uma amostra de sangue do cordão umbilical através de uma tecnologia própria, ao qual deram a designação de NiCord®. Os resultados publicados foram muito positivos, demonstrando que o NiCord® potencia um maior sucesso dos … Continuar a ler

Europa deu parecer positivo a nova terapia com células estaminais

A agência europeia de medicamentos (EMA) recomendou a aprovação, na União Europeia, do primeiro produto medicinal de terapia avançada (ATMP) baseado em células estaminais – o Holoclar. Este produto destina-se ao tratamento da insuficiência limbar moderada ou severa em adulto, sendo o primeiro medicamento recomendado para tratar esta doença, a qual pode levar à cegueira. No olho existem células estaminais limbares com a função de regenerar lesões da córnea, no entanto algumas agressões, tais como queimaduras ou uso prolongado de lentes de contacto, ou algumas doenças congénitas, podem destruir estas células resultando no desenvolvimento de insuficiência límbar. Os sintomas incluem dor, fotofobia (sensibilidade à luz), inflamação, vascularização da córnea e opacidade da córnea, resultando no desenvolvimento de problemas de visão que poderão levar à cegueira … Continuar a ler

Novo método para a expansão de sangue do cordão umbilical

Desde 1988 (data do primeiro transplante com  sangue do cordão umbilical) foram já realizados mais de 30 000 transplantes utilizando esta fonte de células estaminais. O sucesso destes transplantes está dependente do número de células estaminais que são transplantadas. Para permitir aumentar o número de células disponíveis para transplantar, e até, para poder usar apenas uma parte da amostra de células estaminais de sangue do cordão umbilical armazenada, vários grupos se têm dedicado ao desenvolvimento de técnicas que permitam expandir (aumentar) o número de células. Neste contexto, foi recentemente publicado um artigo que descreve uma nova metedologia que permite a expansão das células estaminais do sangue do cordão umbilical. Este artigo descreve o trabalho desenvolvido por um grupo de investigadores canadianos,  que estudou o potencial … Continuar a ler

Vacinas de células dendríticas – O que são?

Actualmente, os tratamentos para combater tumores incluem, cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. O objectivo desta última estratégia consiste em activar o sistema imunitário do próprio doente para combater o tumor. Neste contexto, desde meados dos anos 90, as células dendríticas (DCs) têm sido utilizadas em ensaios clínicos no desenvolvimento de vacinas para tratar doentes com cancro. Vários ensaios clínicos de fase 1 demonstraram a segurança da imunoterapia baseada em DCs. No entanto, muito cepticismo tem sido demonstrado devido à incerteza da sua eficácia clinica, pois apenas alguns doentes respondem de forma efectiva. As células dendríticas são células do sistema imunitário com um papel essencial na regulação da imunidade. As DCs são os “vigilantes” do sistema imunitário, deslocando-se por todos o organismo, procurando continuamente a presença … Continuar a ler

Reviravolta nas células STAP

No final de Janeiro uma investigadora japonesa, Haruko Obokata, publicou dois artigos na conceituada revista científica Nature, em que descrevia uma nova técnica que permitia transformar células adultas em células pluripotentes, isto é, semelhantes às estaminais embrionárias. Estes trabalhos despertaram desde logo um grande interesse, não só por parte da comunidade científica mas também do público em geral, devido ao grande potencial destas células em medicina regenerativa. As células denominadas STAP (Stimulus-Triggered Acquisition of Pluripotency) foram apresentadas como células pluripotentes induzidas em resposta a estímulos. Estes estímulos consistiam em “stresses” simples e transitórios, como a exposição a um meio mais ácido. Sem a necessidade de manipular geneticamente as células, prometiam-se grandes avanços nas terapias celulares regenerativas personalizadas. Por analogia ao que Haruko Obokata descrevia em … Continuar a ler

A regeneração celular pode aliviar os sintomas da doença de Alzheimer

A Doença de Alzheimer é a doença neurodegenerativa com maior prevalência em todo o mundo. O sintoma mais conhecido desta doença é a perda de memória, mas esta doença também afecta o comportamento e as capacidades cognitivas e motoras. Um grupo de investigadores da Universidade de Tel Aviv publicou recentemente um estudo, realizado em ratinhos, onde demonstram que ao estimular a regeneração de células neuronais (neurogénese), na região do cérebro que controla o comportamento, alguns sintomas da doença diminuem significativamente, ou são mesmo revertidos. Estes investigadores acreditam que a neurogénese poderá ser um alvo terapêutico para aliviar os problemas de comportamento em doentes com Alzheimer. Para testar essa hipótese, e utilizando ratinhos com sintomas semelhantes aos da Doença de Alzheimer, injectaram, na região do cérebro … Continuar a ler

Cura para a calvície pode estar nas células estaminais

De acordo com a Academia Americana de Dermatologia, o tipo mais comum de ausência de cabelo, ou alopecia, é a perda de cabelo hereditária que afeta cerca de 80 milhões de homens e mulheres nos EUA. Atualmente os tratamentos para a perda de cabelo hereditária, também conhecida como calvície, incluem o recurso a transplantes de cabelo, uso de certos medicamentos, ou de equipamentos laser capazes de estimular o crescimento do cabelo, entre outros. Segundo um estudo recente, publicado na revista Nature Communications, foram pela primeira vez utilizadas células estaminais epiteliais humanas para regenerar folículos pilosos em ratinhos. Os investigadores adicionaram três genes a células epiteliais humanas, conhecidas como fibroblastos dérmicos, convertendo-as eficazmente em células estaminais pluripotentes induzidas (iPSCs), a partir das quais é possível obter … Continuar a ler

Células STAP – o que são?

Uma nova técnica, desenvolvida por investigadores japoneses, permite transformar células adultas em células semelhantes às embrionárias (indiferenciadas e pluripotentes) de um modo simples e totalmente “não invasivo”, apenas com uma modificação do pH do meio onde as células são cultivadas em laboratório. As células produzidas por esta técnica foram denominadas de células STAP, sigla em inglês para Stimulus-Triggered Acquisition of Pluripotency, em português, aquisição de pluripotência desencadeada por um estímulo. A técnica está descrita em dois trabalhos, publicados simultaneamente na revista Nature. Os investigadores mostram que é possível induzir a reprogramação de células adultas em células pluripotentes (capazes de produzir vários tipos de células) apenas por exposição a um meio de cultura mais ácido (de pH mais baixo), sem a necessidade de introduzir novos genes … Continuar a ler

Vantagens e limitações do sangue do cordão umbilical relativamente à medula óssea/sangue periférico

Desde o sucesso do primeiro transplante com sangue do cordão umbilical (SCU), em 1988, foram já realizados mais de 30.000 transplantes, cerca de 75% dos quais nos últimos seis anos. Estes valores demonstram a crescente adoção do SCU como opção terapêutica e para isso muito contribuem as vantagens que o SCU apresenta face a outras fontes de células estaminais hematopoiéticas: medula óssea e sangue periférico. Entre as principais vantagens destacam-se as seguintes: – O SCU contém um maior número de células estaminais hematopoiéticas por unidade de volume, quando comparado com o sangue periférico ou com a medula óssea (cerca de 10 vezes mais – Apresenta menor risco de doença do enxerto contra hospedeiro (GVHD), uma complicação grave que pode ocorrer após um transplante hematopoiético – … Continuar a ler

Infusões de Células Estaminais do Sangue e do Tecido do Cordão Umbilical em Crianças com Autismo – Resultados de um Ensaio Clínico

O autismo é uma doença que aflige um grande número de pessoas. É uma perturbação neurológica generalizada que afeta a capacidade de comunicação, de socialização e de comportamento. As causas do autismo estão ainda por definir e a sua terapêutica é em grande parte limitada a intervenções comportamentais. Há algum tempo atrás iniciou-se um ensaio clínico para investigar a segurança e eficácia de infusões de células do sangue do cordão umbilical (SCU) e do tecido do cordão umbilical (TCU) no tratamento de crianças com autismo. No estudo foram incluídas 37 crianças autistas, tendo sido divididas em três grupos: o grupo SCU (14 crianças) recebeu infusões de SCU e terapia de reabilitação; o grupo de combinação (9 crianças) recebeu infusões de SCU e TCU e terapia … Continuar a ler