Infusões de Células Estaminais do Sangue e do Tecido do Cordão Umbilical em Crianças com Autismo – Resultados de um Ensaio Clínico

O autismo é uma doença que aflige um grande número de pessoas. É uma perturbação neurológica generalizada que afeta a capacidade de comunicação, de socialização e de comportamento. As causas do autismo estão ainda por definir e a sua terapêutica é em grande parte limitada a intervenções comportamentais. Há algum tempo atrás iniciou-se um ensaio clínico para investigar a segurança e eficácia de infusões de células do sangue do cordão umbilical (SCU) e do tecido do cordão umbilical (TCU) no tratamento de crianças com autismo. No estudo foram incluídas 37 crianças autistas, tendo sido divididas em três grupos: o grupo SCU (14 crianças) recebeu infusões de SCU e terapia de reabilitação; o grupo de combinação (9 crianças) recebeu infusões de SCU e TCU e terapia … Continuar a ler

Criança com paralisia cerebral recebe infusão de células estaminais do seu sangue do cordão umbilical

Em Espanha, no passado dia 10 de dezembro de 2013, uma menina de 4 anos de idade com paralisia cerebral recebeu uma infusão de células estaminais do seu próprio sangue do cordão umbilical. A paralisia cerebral é uma das principais áreas de investigação da utilização terapêutica das células estaminais do sangue do cordão umbilical. A infusão foi realizada pelo Dr. Luis Madero, chefe do departamento de hemato-oncologia do Hospital Niño Jesús, em Madrid. Esta é a terceira infusão deste tipo realizada pelo Dr. Madero para o tratamento de paralisia cerebral infantil. Segundo o Dr. Luis Madero, embora este tipo de tratamentos se encontrem ainda em fases muito iniciais de investigação, acredita se que as terapias regenerativas com células estaminais possam ser uma opção terapêutica para … Continuar a ler

Uma fonte de informação para pais sobre o sangue do cordão umbilical

O site Parent’s Guide to Cord Blood Foundation tem como principal missão fornecer aos pais informação relevante e isenta sobre tratamentos e opções de armazenamento de sangue do cordão umbilical. Neste site é possível encontrar as razões a favor e contra o armazenamento de sangue do cordão umbilical, as diferenças entre doação de sangue do cordão umbilical para um banco público e o armazenamento em bancos familiares e as acreditações/certificações que os bancos de sangue do cordão umbilical devem ter para assegurar o melhor desempenho da sua atividade e permitirem uma maior confiança por parte dos Pais. Para além disso, Parent’s Guide to Cord Blood Foundation analisa os novos desenvolvimentos na investigação médica que podem permitir o alargamento do uso clínico do sangue do cordão … Continuar a ler

Transplantação de Células Estaminais: Sangue do Cordão Umbilical ou Sangue Periférico Mobilizado/Medula Óssea de dador não relacionado?

Dois estudos recentes sobre transplantação hematopoiética com amostras de dadores não relacionados (i. e., não familiares) demonstram resultados semelhantes entre o uso de sangue do cordão umbilical (SCU) e de sangue periférico mobilizado (SPM)/ medula óssea (MO). Os resultados sugerem que o SCU é uma alternativa viável ao uso de SPM/MO nos transplantes hematopoiéticos para o tratamento de doenças do foro hemato oncológico. Num dos estudos1 foram analisados doentes adultos com linfoma de Hodgkin, linfoma não Hodgkin e leucemia linfocítica crónica que receberam transplante alogénico de dador não relacionado, tendo sido utilizadas células estaminais de SCU ou de SPM, após terem sido submetidos a um regime de quimioterapia de intensidade reduzida. Após transplante de SCU, a recuperação foi mais lenta mas o desenvolvimento de doença … Continuar a ler

O processamento das amostras de sangue do cordão umbilical

No laboratório, o processamento das amostras de sangue do cordão umbilical compreende vários passos, sendo a amostra criopreservada no mesmo dia em que é recebida no laboratório. Depois de verificada toda a documentação necessária, os técnicos processam a amostra no laboratório, começando por pesá-la, para perceber, pela quantidade de sangue colhido, se é possível criopreservá-la com sucesso. Abaixo de um determinado volume de sangue, a amostra não será viável, por não ter quantidade suficiente de células para transplante. A amostra passa, depois, pela separação dos componentes sanguíneos. Desse processo de separação resultam três fracções principais; na mais pequena encontram-se os glóbulos brancos e as células estaminais que importa criopreservar para futura utilização clínica; as restantes são constituídas pelo plasma e pelos glóbulos vermelhos; uma parte … Continuar a ler

Transplante de sangue do cordão umbilical guardado num banco familiar entre irmãos num caso de Anemia de Diamond Blackfan

Foi recentemente noticiado em Espanha, o primeiro caso de transplante de sangue do cordão umbilical armazenado num banco familiar para tratar uma criança de 4 anos com Anemia de Diamond-Blackfan (ADB). A Anemia de Diamond-Blackfan é uma doença congénita que impede a medula óssea de produzir glóbulos vermelhos, as células responsáveis pelo transporte de oxigénio a todas as partes do corpo. O menino, de 4 anos de idade, foi transplantado com o sangue do cordão umbilical de uma irmã, para tratar a Anemia de Diamond-Blackfan de que padecia. O transplante foi realizado no passado mês de Abril no Hospital del Niño Jesús, em Madrid, tendo sido o primeiro transplante realizado em Espanha para tratar esta doença com recurso a uma amostra de sangue do cordão … Continuar a ler

Criopreservação – A importância da quantidade de células guardadas

O conteúdo celular é a característica mais importante para a futura aplicação clínica das amostras de sangue do cordão umbilical disponíveis. Para que um transplante hematopoiético seja realizado é requerida uma quantidade mínima de células de acordo com o peso corporal do doente a quem se destina. Para além do peso do doente, o número de células estaminais a infundir depende também do grau de compatibilidade entre o dador e o doente. É consensual que um maior número de células está positivamente relacionado com as probabilidades de sucesso do transplante. Diversos estudos mostram uma correlação entre a quantidade de células infundidas no transplante e o sucesso do mesmo. Para além disso, uma amostra de sangue do cordão umbilical com um maior número de células pode … Continuar a ler

Vale a pena guardar as células estaminais do segundo filho?

Quando chega a segunda gravidez, a maioria dos pais que optou por criopreservar a amostra de sangue do cordão umbilical (SCU) do primeiro filho, pondera se será necessário guardar também a amostra do segundo. É importante que os pais saibam que a nova amostra de SCU poderá ser útil quer para o próprio quer para um irmão desta criança. São vários os exemplos de casos de crianças que foram transplantadas com amostras de SCU de irmãos. O primeiro transplante de SCU foi realizado em 1988, em França, para tratar uma criança de 5 anos com Anemia de Fanconi (doença congénita causada por uma deficiência na medula óssea que impede a produção de células sanguíneas normais) com uma amostra de SCU de uma irmã compatível. O … Continuar a ler

Utilização Autóloga de Sangue do Cordão Umbilical em Crianças com Paralisia Cerebral

Desde 1988, altura em que se realizou, em Paris, o primeiro transplante de sangue do cordão umbilical, que esta fonte de células estaminais tem sido usada no tratamento de várias doenças.  Recentemente, o potencial das células do sangue do cordão umbilical tem vindo a ser testado em áreas da medicina, como a Diabetes Tipo 1 e Paralisia Cerebral, com resultados promissores. Desde Maio de 2009 que a Universidade de Duke, no estado norte-americano da Carolina do Norte, tem aceitado a inclusão de crianças portuguesas com paralisia cerebral num estudo liderado pela pediatra e investigadora Joanne Kurtzberg, que visa estudar a acção das células estaminais do cordão umbilical na recuperação de lesões cerebrais. A hipótese de que as células do sangue do cordão umbilical possam ter … Continuar a ler

O primeiro transplante com Células Estaminais guardadas num Banco Familiar português

Fez recentemente 6 anos que se realizou o 1º transplante de células estaminais do sangue do cordão umbilical em Portugal, com uma amostra guardada na Crioestaminal, revelando-se um transplante bem sucedido. O transplante de células estaminais criopreservadas realizou-se no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, em 2007, numa criança de 14 meses que sofria de Imunodeficiência Combinada Severa. Esta doença rara, caracterizada por deficiências no sistema imunitário, tornava a criança suscetível a infeções graves, recorrentes e potencialmente fatais. A solução, neste caso, passava por um transplante de células estaminais do sangue do cordão umbilical ou da medula óssea, tendo sido o primeiro a opção escolhida por se encontrar disponível uma amostra de sangue do cordão umbilical de um irmão compatível, guardada pela Crioestaminal, em … Continuar a ler