Ensaio clinico investiga a aplicação de células percursoras mesenquimais para regeneração de discos intervertebrais e apresenta resultados preliminares promissores

Foram recentemente apresentados os resultados preliminares de um ensaio clinico com células mesenquimais percursoras para tratar doentes com lombalgia crónica associada a doença discal degenerativa. A lombalgia (dor nas costas) é uma das principais queixas apresentadas em consultas médicas em todo o mundo. São várias as causas para esta condição, mas um diagnóstico comum é a degeneração dos discos intervertebrais. Os tratamentos mais frequentes incluem fisioterapia e medicação, mas em casos mais graves a única alternativa é a cirurgia. A empresa Norte Americana Mesoblast, com foco na área da medicina regenerativa, desenvolveu um produto a partir de células percursoras mesenquimais alogénicas (MPCs) que demonstrou, em estudos pré-clínicos, ser capaz de reparar a estrutura dos discos intervertebrais. Com base nesses estudos, foi iniciado há um ano … Continuar a ler

Células estaminais derivadas de tecido muscular promovem a regeneração de lesões em nervos periféricos

Foi recentemente publicado, na revista cientifica Journal of Clinical Investigation, o resultado de um estudo que demonstra que é possível, a partir de células estaminais derivadas de tecido muscular, reparar uma lesão neuronal recuperando a sua função. Os actuais tratamentos para lesões de nervos periféricos (os nervos fora do cérebro e da espinal medula) não são eficazes, deixando em muitos casos os doentes com perda parcial ou total da função dos músculos afectados, dor e perda de sensibilidade. Os resultados deste estudo são por isso importantes pois demonstram que é possível através de terapia celular tratar algumas neuropatias. Os investigadores isolaram células estaminais a partir de músculo-esquelético humano e, em ensaios in vitro, colocaram-nas num meio adaptado para cultura de células neuronais. Descobriram que nestas … Continuar a ler

Utilização de células estaminais do tecido adiposo em cirurgias reconstrutivas da face e do crânio

Um estudo publicado na revista STEM CELLS Translational Medicine mostra que doentes com defeitos no crânio, face ou mandíbula podem vir a beneficiar de cirurgia reconstrutiva que combina células estaminais do tecido adiposo (gordura) com biomateriais reabsorvíveis. Os defeitos que podem vir a ser tratados com esta abordagem podem ser devidos a malformações congénitas (como o lábio leporino ou a fenda palatina), lesões traumáticas ou cirurgias para remoção de tumores. O estudo da STEM CELLS Translational Medicine acompanhou 13 doentes submetidos a procedimentos de medicina regenerativa. Este estudo, levado a cabo por cientistas e médicos finlandeses, teve como objetivo analisar a experiência de 13 pessoas com defeitos em tecidos duros de 4 locais anatomicamente diferentes: seio frontal (3 casos), osso craniano (5 casos), mandíbula (3 … Continuar a ler

Produção de plaquetas em grande escala usando células estaminais pluripotentes induzidas

As plaquetas, cuja principal função é prevenir hemorragias, são vitais para o tratamento de muitas doenças do sangue e traumatismos. O fornecimento destas células sanguíneas através de transfusão é frequentemente insuficiente para atender às necessidades pois a doação é escassa. Para resolver este problema, um grupo de investigadores desenvolveu uma estratégia clinicamente aplicável para a derivação de plaquetas funcionais a partir de células estaminais pluripotentes induzidas (iPSC) humanas. Segundo o artigo publicado na revista Cell Stem Cell, este grupo de investigadores conseguiu fazer uma produção em grande escala de plaquetas a partir de iPSC. De acordo com o artigo, a equipa de investigação manipulou geneticamente células de forma a transformá-las em células produtoras de plaquetas, chamadas progenitores de megacariócitos. A partir destes progenitores de megacariócitos … Continuar a ler

Progressos na investigação com células estaminais poderão permitir avanços no tratamento de distrofias musculares

Uma colaboração científica liderada pela parceria entre a Universidade Pierre e Marie Curie e o INSERM (Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale) tem gerado avanços significativos no tratamento de distrofias musculares, centrando a investigação em células estaminais musculares. As distrofias musculares são um grupo de doenças genéticas que conduzem progressivamente à fraqueza muscular e à morte de células do tecido muscular. Investigadores de um projeto financiado pela UE, o projeto ENDOSTEM, estudam terapias com células estaminais cardíacas para reparação e regeneração do tecido muscular. O projeto ENDOSTEM centra-se nas células estaminais musculares cardíacas e respetivos efeitos cardíacos da distrofia muscular, a qual enfraquece o músculo cardíaco, impedindo-o de bombear eficientemente o sangue. Os resultados desta investigação permitem um melhor entendimento das … Continuar a ler

Transplantes de células estaminais utilizados para eliminar infeção VIH/SIDA

Foi recentemente noticiado que dois homens com infeção VIH/SIDA podem ter sido curados desta infeção após receberem transplantes de células estaminais para tratar o linfoma de que também padeciam. Um destes homens recebeu o transplante há três anos e o outro há cinco. Em Julho passado, os médicos anunciaram que os dois homens pareciam estar sem níveis detetáveis de VIH no sangue. Apesar disso, os médicos advertem ser ainda muito cedo para saber se ficaram curados. Para isso, eles terão de ser seguidos por, pelo menos, mais um ou dois anos, pois o vírus pode estar alojado em “reservatórios”, isto é, partes do corpo como o cérebro ou o intestino, que podem “abrigar” o vírus durante décadas. Ainda assim, médicos e investigadores estão muito entusiasmados … Continuar a ler

Utilização Autóloga de Sangue do Cordão Umbilical em Crianças com Paralisia Cerebral

Desde 1988, altura em que se realizou, em Paris, o primeiro transplante de sangue do cordão umbilical, que esta fonte de células estaminais tem sido usada no tratamento de várias doenças.  Recentemente, o potencial das células do sangue do cordão umbilical tem vindo a ser testado em áreas da medicina, como a Diabetes Tipo 1 e Paralisia Cerebral, com resultados promissores. Desde Maio de 2009 que a Universidade de Duke, no estado norte-americano da Carolina do Norte, tem aceitado a inclusão de crianças portuguesas com paralisia cerebral num estudo liderado pela pediatra e investigadora Joanne Kurtzberg, que visa estudar a acção das células estaminais do cordão umbilical na recuperação de lesões cerebrais. A hipótese de que as células do sangue do cordão umbilical possam ter … Continuar a ler

O futuro da medicina – ensaios clínicos com células estaminais

As células estaminais são células com características especiais que lhes permitem originar diferentes tipos de células, autorrenovar-se e dividir-se indefinidamente. Estas características fazem com que delas se possam retirar benefícios terapêuticos. Dadas as possibilidades terapêuticas, as expectativas da comunidade científica no desenvolvimento de abordagens terapêuticas com base em células estaminais são cada vez mais elevadas. É expectável que estas abordagens sejam bem sucedidas na regeneração de órgãos danificados, no tratamento de doenças crónicas e degenerativas, para as quais neste momento existem poucas opções terapêuticas. Atualmente estão registados mais de 4.000 ensaios clínicos com células estaminais provenientes de várias fontes: sangue e tecido do cordão umbilical, medula óssea e tecido adiposo. (mais…)