Ensaio clinico com tratamento pioneiro utilizando dois tipos de células estaminais de cordão umbilical para o tratamento da Paralisia Cerebral

Foi recentemente anunciado o lançamento de um novo ensaio clinico utilizando um tratamento inovador para a Paralisia Cerebral. Este ensaio clinico envolverá vários centros clínicos e irá averiguar a segurança e eficácia da infusão dupla de dois tipos de células estaminais autólogas derivadas de sangue e tecido do cordão umbilical. O ensaio clinico irá utilizar uma amostra de sangue do cordão umbilical e uma amostra de células mesenquimais de tecido do cordão umbilical expandida ex-vivo. Atualmente existem vários estudos clínicos internacionais centrados no uso de células estaminais do cordão umbilical para o tratamento da paralisia cerebral, mas a utilização das células mesenquimais do tecido e do sangue do cordão umbilical em conjunto é uma novidade.

A Paralisia Cerebral resulta de uma lesão ou anomalia no cérebro (frequentemente provocada pela falta de oxigenação das células na região afetada) que causa incapacidade física e/ou cognitiva, afetando o desenvolvimento do individuo. De acordo com dados do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, a Paralisia Cerebral é a doença neurológica motora mais frequente na idade pediátrica, estimando-se que afete 1 em cada 326 crianças. Estima-se que, em todo o mundo, atinja cerca de 17 milhões de pessoas.

Neste ensaio clinico, os investigadores testam a hipótese da infusão autóloga sequencial de sangue do cordão umbilical e de células mesenquimais do tecido do cordão umbilical poder proporcionar proteção e/ou regeneração das regiões do cérebro afetadas, através da atividade anti-inflamatória, imunomoduladora e dos efeitos tróficos das células infundidas. O responsável clinico do estudo será o Dr Luis Madero, chefe do departamento de hemato-oncologia do Hospital Niño Jesús, em Madrid, que já realizou algumas infusões de sangue do cordão umbilical em crianças com Paralisia Cerebral. O Dr. Luis Madero acredita que as terapias regenerativas com células estaminais hematopoiéticas e mesenquimais possam ser uma opção terapêutica para regenerar o tecido nervoso e reparar lesões cerebrais.

Esta nova terapêutica com células do sangue do cordão umbilical e do tecido do cordão umbilical poderá constituir uma alternativa promissora para o tratamento da paralisia cerebral, permitindo melhorar a qualidade de vida de muitas crianças. Aguarda-se agora que o ensaio clinico seja iniciado e que obtenha os primeiros resultados.

Fonte:

https://inpublic.globenewswire.com/2015/02/23/ESPERITE+Euronext+ESP+pioneers+first+treatment+worldwide+of+Cerebral+Palsy+using+two+types+of+stem+cells+HUG1896320.html