Crioestaminal marca presença no Cord Blood Connect

Um dos maiores eventos internacionais sobre sangue do cordão umbilical

Entre os dias 14 a 16 de setembro, a Crioestaminal esteve em Miami, EUA, para marcar presença no Cord Blood Connect, um dos mais relevantes eventos na área do sangue do cordão umbilical, que reuniu centenas de pessoas de 33 países de todo o mundo.

No congresso foram assinalados os 30 anos do 1º transplante de sangue do cordão umbilical.

Tendo com a presença de representantes de diversos bancos de sangue do cordão umbilical, hospitais e associações, bem como alguns dos doentes já tratados com recurso a sangue do cordão umbilical.

Destacou-se o testemunho de Mathew Farrow que, em 1988, com apenas 5 anos, recebeu o 1º transplante de sangue do cordão umbilical, doado pela sua irmã recém-nascida, para tratamento de anemia de Fanconi.

Neste evento comemorativo ouviram-se histórias em primeira mão de pioneiros e visionários que, há 30 anos, através de uma colaboração transatlântica decidiram testar a utilização de um produto até então considerado um excedente do parto sem utilidade – as células do sangue do cordão umbilical – no tratamento de uma doença incurável: Hal Broxmeyer, especialista que propôs que o sangue do cordão umbilical continha células estaminais com propriedades terapêuticas, Arleen Auerbach, quem primeiro identificou o tipo de mutações associadas à anemia de Fanconi e confirmou que a irmã de Mathew era saudável e compatível, Joanne Kurtzberg, pediatra que acompanhou o caso do Mathew, e Eliane Gluckman, médica que realizou, em Paris, o transplante de Mathew.

É graças às colaborações internacionais mantidas entre as diversas instituições, que há 30 anos e hoje são partilhadas novas tecnologias e conhecimento, permitindo que milhares de pessoas de todo o mundo tenham acesso a terapias inovadoras com sangue e tecido do cordão umbilical e possam beneficiar da utilização desta fonte de células para o tratamento de diversas doenças.

Para além do cariz comemorativo, o congresso contou com inúmeras sessões tando de âmbito científico, bem como de âmbito técnico. Nas primeiras sessões foram realçados os excelentes resultados nos transplantes realizados com sangue do cordão umbilical e também os recentes desenvolvimentos na utilização do sangue e do tecido do cordão umbilical em medicina regenerativa, nomeadamente em doenças como paralisia cerebral e autismo. Nas sessões técnicas, o foco centrou-se na necessidade de harmonização, a nível global, das boas práticas ao nível da colheita, processamento e distribuição das amostras de sangue e tecido do cordão umbilical.