O processamento das amostras de sangue do cordão umbilical

No laboratório, o processamento das amostras de sangue do cordão umbilical compreende vários passos, sendo a amostra criopreservada no mesmo dia em que é recebida no laboratório.
Depois de verificada toda a documentação necessária, os técnicos processam a amostra no laboratório, começando por pesá-la, para perceber, pela quantidade de sangue colhido, se é possível criopreservá-la com sucesso. Abaixo de um determinado volume de sangue, a amostra não será viável, por não ter quantidade suficiente de células para transplante.
A amostra passa, depois, pela separação dos componentes sanguíneos. Desse processo de separação resultam três fracções principais; na mais pequena encontram-se os glóbulos brancos e as células estaminais que importa criopreservar para futura utilização clínica; as restantes são constituídas pelo plasma e pelos glóbulos vermelhos; uma parte destas 2 fracções, é também guardada para testes laboratoriais que possam vir a ser necessários.
Paralelamente são realizados testes de controlo de qualidade que incluem contagem do número de células vivas presentes na amostra, determinação do grupo sanguíneo e análises virológicas e bacteriológicas. A presença de determinados vírus ou bactérias podem ser impeditiva da utilização clínica da amostra, pois os doentes que possam vir a precisar de usar as células em transplantes, podem ter o seu sistema imunitário comprometido pelos tratamentos.
Por fim é feita a adição gradual de um líquido crioprotector, que se liga às moléculas de água presentes no sangue, evitando a formação de cristais de gelo, que danificariam a amostra. De seguida a bolsa contendo as células e o líquido crioprotector é sujeita a um processo de descida gradual da temperatura, desde os 5ºC até aos -150ºC, e no final é transferida para um recipiente contendo azoto gasoso, à temperatura de cerca de -180ºC, onde permanece durante o tempo de contrato ou até as células serem necessárias para tratamento.