Primeira transfusão com sangue produzido a partir de células estaminais poderá ser realizada já em 2016

Anualmente são realizadas mais de 90 mil transfusões sanguíneas em todo o mundo, no entanto este é um serviço que depende de dádivas que, na maioria dos países, são insuficientes para satisfazer as necessidades. Acresce a esta limitação, os riscos de infecções, a possibilidade de incompatibilidade com o sistema imunitário do receptor e o risco de se exceder os níveis de ferro.

O desenvolvimento de sangue artificial em laboratório seria um marco importante, para ultrapassar estas limitações podendo apresentar também outras vantagens clinicas pois forneceria células frescas e mais jovens, que poderiam sobreviver mais tempo e ser mais eficazes.
Para colmatar esta necessidade, investigadores do Reino Unido e da Irlanda formaram um consórcio com o objectivo de desenvolver sangue artificial a partir de células estaminais. Este projecto teve como base uma pesquisa anterior onde demonstraram que era possível obter glóbulos vermelhos a partir de células estaminais.

Os investigadores irão utilizar células estaminais pluripotentes, que são capazes de formar qualquer célula do organismo. Estas células serão manipuladas em laboratório para se multiplicarem e diferenciarem em glóbulos vermelhos. O consórcio espera obter um procedimento que permita produzir glóbulos vermelhos para aplicação em humanos, numa escala comercial. A equipa planeia iniciar o primeiro ensaio clinico (estudo em humanos) no fim de 2016.
Se o consórcio obtiver o sucesso que espera, será possível, no futuro, produzir sangue artificial em laboratório, substituindo o dador de sangue, e desta forma, tornando a transfusão sanguínea acessível a todos.

Fonte: http://www.wellcome.ac.uk/News/Media-office/Press-releases/2014/WTP056257.htm