Células do Sangue do Cordão Umbilical na Recuperação após Enfarte do Miocárdio

O enfarte agudo do miocárdio constitui atualmente uma das principais causas de morte nos países desenvolvidos. O enfarte do miocárdio, vulgarmente conhecido como “ataque cardíaco”, ocorre quando uma ou mais artérias que irrigam o músculo cardíaco (miocárdio) ficam obstruídas e o coração não recebe sangue e oxigénio nas quantidades de que necessita (isquémia). Nessas condições, as células da área afetada do coração morrem, comprometendo a sua função. Nas duas últimas décadas, tem-se assistido a uma redução significativa da taxa de mortalidade na população portuguesa por doenças cardiovasculares. No entanto, estas doenças são ainda a principal causa de morte em Portugal, e na União Europeia em geral. Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento do enfarte agudo do miocárdio, esta doença cardiovascular continua a ter grande … Continuar a ler

Crianças com paralisia cerebral tratadas com células estaminais do cordão umbilical

A paralisia cerebral é uma perturbação motora causada por uma lesão neurológica que geralmente acontece antes ou na altura do parto e estima-se que afete entre 2-3 por cada 1.000 recém-nascidos. Atualmente, alguns fármacos e fisioterapia são utilizados para o tratamento dos sintomas de paralisia cerebral, como rigidez muscular, fraqueza e descoordenação motora, no entanto estes têm demonstrado eficácia limitada. Uma nova abordagem terapêutica com potencial para alcançar melhores resultados neste contexto é a utilização de células estaminais mesenquimais (MSC, do inglês Mesenchymal Stem Cells). Pensa-se que estas células libertam substâncias que têm um efeito anti-inflamatório e que promovem a regeneração do tecido cerebral lesionado, podendo, desta forma, melhorar os sintomas associados à paralisia cerebral. As MSC podem ser isoladas, entre outras fontes, a partir … Continuar a ler

Sangue do cordão umbilical melhora tratamento de Cirrose Hepática

Um novo estudo avaliou a possibilidade de utilizar células estaminais do sangue do cordão umbilical em combinação com terapêutica convencional para tratar cirrose hepática e concluiu que esta metodologia poderá vir a constituir uma mais-valia no tratamento desta doença. A cirrose hepática é uma doença crónica do fígado, que habitualmente progride nos primeiros 10-15 anos sem sintomas associados e pode levar a graves complicações de saúde. Está geralmente associada à ingestão excessiva de álcool ou a hepatites de origem viral e caracteriza-se pela morte das células do fígado, que são substituídas por tecido fibroso semelhante ao de uma cicatriz. A estrutura do órgão fica, desta forma, alterada, comprometendo a sua função. Através da melhoria do cuidado ao doente com cirrose hepática, a taxa de sobrevivência … Continuar a ler

Células estaminais em estudo para fortalecer o coração de crianças com cardiopatia congénita

Cerca de um em cada 100 bebés nasce com uma anomalia cardíaca congénita. Hoje em dia, é possível, em muitos casos, diagnosticar as cardiopatias congénitas antes do nascimento e preparar todo o plano de tratamentos e acompanhamento indispensáveis para melhorar a esperança de vida destas crianças. A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo é uma cardiopatia congénita muito rara, em que o lado esquerdo do coração se encontra severamente subdesenvolvido. Caso não seja corrigido através de cirurgia, este problema é fatal, pois o coração não consegue bombear sangue de forma eficaz. O tratamento desta patologia tem evoluído muito desde os anos 80 e atualmente envolve 3 cirurgias efetuadas nos primeiros 3 anos de vida da criança. A primeira cirurgia é realizada nos primeiros dias de … Continuar a ler

Nova abordagem no tratamento do cancro da mama utilizando sangue do cordão umbilical

Foram recentemente publicados os resultados de um estudo que indica que o sangue do cordão umbilical pode constituir uma eficiente fonte de células para utilizar no tratamento do cancro da mama. O cancro da mama é o tumor maligno mais frequente entre a população feminina a nível mundial. Na Europa, estima-se que haja cerca de 90 novos casos por ano em cada 100.000 habitantes. Em Portugal, os números são semelhantes e, embora o prognóstico seja muito favorável, com cerca de 85% das mulheres portuguesas a sobreviver 5 anos após o diagnóstico da doença, mantém-se a necessidade de desenvolver tratamentos cada vez mais eficazes, sobretudo para as formas mais agressivas desta neoplasia. Células NK do sangue do cordão umbilical eliminam células de cancro da mama Um … Continuar a ler

Células do Sangue do Cordão Umbilical modificadas para localizar e eliminar células cancerígenas

Um grupo de investigadores do MD Anderson Cancer Center, da Universidade do Texas, publicou na revista Leukemia os resultados do seu mais recente trabalho sobre a utilização de células do sangue do cordão umbilical modificadas para tratar alguns tipos de linfomas e leucemias. Desde há algum tempo que se recorre à modificação de células do sistema imunitário no sentido de estas reconhecerem e eliminarem mais eficazmente células cancerígenas. Geralmente são recolhidas células T (um tipo de células do sistema imunitário) do doente, que são modificadas e depois reinfundidas no próprio após quimioterapia, ajudando na eliminação das células cancerígenas remanescentes. No entanto, esta metodologia está longe de ser a ideal, pois o doente tem que esperar algumas semanas até que as células modificadas estejam prontas para … Continuar a ler

Células do Sangue do Cordão Umbilical promovem revascularização em modelo de Doença Arterial Periférica

As doenças cardiovasculares continuam a ser uma das principais causas de morte, tanto nos EUA como em Portugal, com custos associados a rondar os 300 biliões de dólares só nos EUA. Esta área tem sido, por isso, alvo de intensa investigação científica, com o intuito de desenvolver novas terapias regenerativas para as várias doenças cardiovasculares. A doença arterial periférica (DAP) é uma doença cardiovascular que se caracteriza pela obstrução das artérias, geralmente dos membros inferiores, conduzindo a um deficiente fornecimento de oxigénio às células e eventual morte celular. A DAP pode causar dor e, nos casos mais severos, feridas ou mesmo gangrena, podendo levar à amputação de membros. O desenvolvimento de novas terapias celulares para melhorar a circulação sanguínea em doentes com DAP severa tem … Continuar a ler