Células estaminais do cordão umbilical eficazes no tratamento de osteoartrite

Um ensaio clínico recente demonstrou que as células estaminais mesenquimais (MSC, Mesenchymal Stem Cells) presentes no tecido do cordão umbilical conseguem reduzir a dor no joelho associada a osteoartrite. A osteoartrite, ou osteoartrose, é uma das principais causas de incapacidade na população adulta e estima-se que haja atualmente mais de 30 milhões de pessoas afetadas por este problema. Caracteriza-se pela destruição progressiva da cartilagem das articulações afetadas, originando dor, rigidez e dificuldade de movimentos. A terapêutica disponível atualmente inclui anti-inflamatórios, que podem ser tomados oralmente ou injetados localmente, infiltrações de ácido hialurónico, ou mesmo cirurgia para substituição da cartilagem danificada. Embora não exista cura para a osteoartrite, tem-se assistido, nos últimos anos, ao desenvolvimento de tratamentos inovadores, à base de células estaminais, com potencial para … Continuar a ler

Ensaio clínico pioneiro com células mesenquimais para regeneração ocular

Investigadores da Universidade de Valladolid, Espanha, realizaram um ensaio clínico pioneiro, no qual transplantaram células estaminais mesenquimais (MSC, de Mesenchymal Stem Cells) da medula óssea em doentes com insuficiência límbica, uma doença ocular que afeta a regeneração da córnea. Frequentemente causada por traumatismo ocular térmico ou químico, a insuficiência límbica caracteriza-se pela ausência parcial ou total das células estaminais do olho responsáveis pela renovação da córnea, processo essencial para manter uma visão saudável. Podendo levar à cegueira em casos extremos, esta doença começa por originar sintomas como dor, visão turva, irritação ocular ou intolerância às lentes de contacto. As técnicas mais recentes para o tratamento desta patologia envolvem o transplante de células estaminais de um olho saudável para o olho doente. No entanto, este método … Continuar a ler

Doentes com Lúpus melhoram após tratamento com células estaminais

O Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) é uma das doenças autoimunes com maior prevalência e caracteriza-se pela produção de anticorpos contra o próprio organismo. Vários órgãos, por exemplo os rins, pulmões e o sistema nervoso, podem ser afetados pela doença, originando sintomas como fadiga, febre e dores nas articulações. Em Portugal, afeta cerca de 0,07% da população, sobretudo feminina, com impacto significativo na sua qualidade de vida. O LES é uma doença crónica, geralmente controlada utilizando fármacos imunossupressores e corticosteroides. No entanto, o tratamento convencional revela-se insuficiente em mais de 30% dos doentes, que acabam por sofrer recaídas ou não responder ao tratamento. De acordo com vários estudos publicados nos últimos anos, uma nova opção terapêutica baseada em células estaminais mesenquimais poderá vir a ficar disponível … Continuar a ler

Fecho de fístula broncopleural com recurso a células do tecido do cordão umbilical

A fístula broncopleural consiste numa comunicação anormal entre a árvore brônquica e o espaço interno da pleura (a membrana dupla que reveste os pulmões e o interior da cavidade torácica), através da qual o ar inspirado entra nesse espaço. É uma complicação grave que pode ocorrer após cirurgia pulmonar e está associada a uma taxa de mortalidade de 12.5% a 71.2%. O fecho de fístulas broncopleurais continua a ser um grande desafio e, embora várias abordagens terapêuticas tenham sido utilizadas, os resultados são comumente insatisfatórios. Assim, há necessidade urgente de novas estratégias para solucionar este problema. Na última década, foram publicados vários casos de sucesso da aplicação de células estaminais mesenquimais (MSCs) no fecho de fístulas broncopleurais, embora se desconheça o modo de ação destas … Continuar a ler

Células estaminais com potencial para o tratamento da Diabetes tipo 2

A Diabetes Mellitus é uma doença metabólica caracterizada por níveis de glicemia (glucose no sangue) elevados. A Diabetes Mellitus Tipo 2 é a forma mais comum de diabetes (atingindo 9 em cada 10 diabéticos) e afeta cerca de 500 milhões de pessoas mundialmente e mais de 1 milhão em Portugal. Nesta doença, apesar do pâncreas produzir insulina, esta não atua de modo eficaz devido a hábitos alimentares e estilos de vida pouco saudáveis. O organismo torna-se resistente a esta hormona e a glucose acumula-se no sangue (hiperglicemia). Os vasos sanguíneos deterioram-se progressivamente, surgindo complicações nos olhos, nervos e rins, para além de doenças cardiovasculares. Os tratamentos atualmente usados têm como objetivo controlar a glicemia, o colesterol e a tensão arterial. Ainda assim, estas terapêuticas não … Continuar a ler

Células do Cordão Umbilical no Tratamento de Cicatrizes Intrauterinas

A síndrome de Asherman é uma condição rara, caracterizada pela eliminação total ou parcial da cavidade uterina e/ou do canal cervical devido à presença de aderências fibrosas, e que se manifesta por alterações menstruais, infertilidade, abortos repetidos e, eventualmente, dor pélvica crónica. Estas aderências intrauterinas são “cicatrizes” que ocorrem no revestimento interno do útero (endométrio) reduzindo a sua superfície e constituindo uma possível causa de infertilidade feminina. A síndrome de Asherman é uma condição debilitante devido à dor, abortos e infertilidade e ao sofrimento psicológico associado. Diferentes abordagens terapêuticas têm sido adotadas para o seu tratamento dependendo da localização e da extensão do problema. No entanto, os procedimentos cirúrgicos sob controlo visual têm sido considerados um dos métodos de eleição para o tratamento desta condição. … Continuar a ler

Células estaminais no tratamento de lesões dentárias após trauma

Os dentes são compostos por três estruturas principais: o esmalte, a dentina e a polpa. O esmalte e a dentina são tecidos mineralizados, com funções mecânicas e protetoras. A polpa ocupa a parte central do dente e é constituída por tecido conjuntivo não mineralizado, ricamente inervado e vascularizado. Esta estrutura desempenha funções nutritivas, defensivas, sensitivas e reguladoras, o que a torna essencial para a vitalidade dos dentes. Após traumas violentos pode ocorrer a necrose da polpa dentária. Esta condição caracteriza‑se por um conjunto de alterações que se traduzem na falência de todo o sistema vascular e nervoso da polpa dentária, sendo a idade um fator de risco. Devido à imaturidade no desenvolvimento da raiz dentária, os jovens apresentam maior probabilidade de necrose após trauma. Quando … Continuar a ler

Células do cordão umbilical no tratamento de lesões oculares

O buraco macular é uma das doenças oculares mais comuns, atingindo 3 em cada 1000 pessoas. Esta doença afeta a mácula, que é a área central da retina, responsável pela visão nítida. É nesta área que se encontra a maior concentração de células visuais, tornando-a essencial para a definição e nitidez necessárias em atividades como a leitura, a escrita e a condução automóvel. Esta lesão ocorre quando o humor vítreo (estrutura gelatinosa que ocupa cerca de 80% do conteúdo do globo ocular) se desloca formando um buraco na fóvea (área central da mácula). Ainda não são conhecidas as suas causas, no entanto, fatores como idade, miopia severa e traumas físicos violentos poderão estar na origem da contração do humor vítreo separando-o assim da mácula. O … Continuar a ler

Células do cordão umbilical no tratamento de sépsis grave

A sépsis é uma condição clínica potencialmente fatal que resulta de uma infeção grave causada por agentes patogénicos como bactérias, vírus, fungos e parasitas. A produção de toxinas e a invasão de tecidos por parte destes agentes originam uma resposta aguda do sistema imunitário que se traduz numa inflamação generalizada, podendo originar sépsis grave. Esta, por sua vez, provoca uma queda repentina da pressão sanguínea e vários órgãos vitais entram progressivamente em falência. Anualmente, há registo de cerca de 20 a 30 milhões de casos de sépsis no mundo inteiro. Apesar dos grandes avanços clínicos, a incidência de sépsis grave continua a aumentar e a causar longos períodos de internamento nas Unidades de Cuidados Intensivos e taxas de mortalidade elevadas (cerca de 30% a 50%). … Continuar a ler

Tratamento promissor com células estaminais para a Esclerose Lateral Amiotrófica

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa rara caracterizada pela perda progressiva e prematura dos neurónios que conduzem a informação do cérebro até aos músculos (neurónios motores). Como resultado, os músculos vão enfraquecendo e atrofiando, e os doentes acabam por perder gradualmente a capacidade de andar, falar, mastigar, engolir e até mesmo respirar, o que conduz a insuficiência respiratória, a principal causa de morte nesta doença. Geralmente a ELA afeta pessoas entre os 40 e os 70 anos de idade, mas há doentes na faixa etária dos 20 anos. Apesar da maioria dos doentes ter uma esperança média de vida a rondar os 2 a 5 anos, há registo de casos excecionais, como o do físico Stephen Hawking que viveu 55 anos com … Continuar a ler