Células estaminais com potencial para o tratamento da Diabetes tipo 2

A Diabetes Mellitus é uma doença metabólica caracterizada por níveis de glicemia (glucose no sangue) elevados. A Diabetes Mellitus Tipo 2 é a forma mais comum de diabetes (atingindo 9 em cada 10 diabéticos) e afeta cerca de 500 milhões de pessoas mundialmente e mais de 1 milhão em Portugal. Nesta doença, apesar do pâncreas produzir insulina, esta não atua de modo eficaz devido a hábitos alimentares e estilos de vida pouco saudáveis. O organismo torna-se resistente a esta hormona e a glucose acumula-se no sangue (hiperglicemia). Os vasos sanguíneos deterioram-se progressivamente, surgindo complicações nos olhos, nervos e rins, para além de doenças cardiovasculares. Os tratamentos atualmente usados têm como objetivo controlar a glicemia, o colesterol e a tensão arterial. Ainda assim, estas terapêuticas não … Continuar a ler

Células do Cordão Umbilical no Tratamento de Cicatrizes Intrauterinas

A síndrome de Asherman é uma condição rara, caracterizada pela eliminação total ou parcial da cavidade uterina e/ou do canal cervical devido à presença de aderências fibrosas, e que se manifesta por alterações menstruais, infertilidade, abortos repetidos e, eventualmente, dor pélvica crónica. Estas aderências intrauterinas são “cicatrizes” que ocorrem no revestimento interno do útero (endométrio) reduzindo a sua superfície e constituindo uma possível causa de infertilidade feminina. A síndrome de Asherman é uma condição debilitante devido à dor, abortos e infertilidade e ao sofrimento psicológico associado. Diferentes abordagens terapêuticas têm sido adotadas para o seu tratamento dependendo da localização e da extensão do problema. No entanto, os procedimentos cirúrgicos sob controlo visual têm sido considerados um dos métodos de eleição para o tratamento desta condição. … Continuar a ler

Células estaminais no tratamento de lesões dentárias após trauma

Os dentes são compostos por três estruturas principais: o esmalte, a dentina e a polpa. O esmalte e a dentina são tecidos mineralizados, com funções mecânicas e protetoras. A polpa ocupa a parte central do dente e é constituída por tecido conjuntivo não mineralizado, ricamente inervado e vascularizado. Esta estrutura desempenha funções nutritivas, defensivas, sensitivas e reguladoras, o que a torna essencial para a vitalidade dos dentes. Após traumas violentos pode ocorrer a necrose da polpa dentária. Esta condição caracteriza‑se por um conjunto de alterações que se traduzem na falência de todo o sistema vascular e nervoso da polpa dentária, sendo a idade um fator de risco. Devido à imaturidade no desenvolvimento da raiz dentária, os jovens apresentam maior probabilidade de necrose após trauma. Quando … Continuar a ler

Células do cordão umbilical no tratamento de lesões oculares

O buraco macular é uma das doenças oculares mais comuns, atingindo 3 em cada 1000 pessoas. Esta doença afeta a mácula, que é a área central da retina, responsável pela visão nítida. É nesta área que se encontra a maior concentração de células visuais, tornando-a essencial para a definição e nitidez necessárias em atividades como a leitura, a escrita e a condução automóvel. Esta lesão ocorre quando o humor vítreo (estrutura gelatinosa que ocupa cerca de 80% do conteúdo do globo ocular) se desloca formando um buraco na fóvea (área central da mácula). Ainda não são conhecidas as suas causas, no entanto, fatores como idade, miopia severa e traumas físicos violentos poderão estar na origem da contração do humor vítreo separando-o assim da mácula. O … Continuar a ler

Células do cordão umbilical no tratamento de sépsis grave

A sépsis é uma condição clínica potencialmente fatal que resulta de uma infeção grave causada por agentes patogénicos como bactérias, vírus, fungos e parasitas. A produção de toxinas e a invasão de tecidos por parte destes agentes originam uma resposta aguda do sistema imunitário que se traduz numa inflamação generalizada, podendo originar sépsis grave. Esta, por sua vez, provoca uma queda repentina da pressão sanguínea e vários órgãos vitais entram progressivamente em falência. Anualmente, há registo de cerca de 20 a 30 milhões de casos de sépsis no mundo inteiro. Apesar dos grandes avanços clínicos, a incidência de sépsis grave continua a aumentar e a causar longos períodos de internamento nas Unidades de Cuidados Intensivos e taxas de mortalidade elevadas (cerca de 30% a 50%). … Continuar a ler

Tratamento promissor com células estaminais para a Esclerose Lateral Amiotrófica

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa rara caracterizada pela perda progressiva e prematura dos neurónios que conduzem a informação do cérebro até aos músculos (neurónios motores). Como resultado, os músculos vão enfraquecendo e atrofiando, e os doentes acabam por perder gradualmente a capacidade de andar, falar, mastigar, engolir e até mesmo respirar, o que conduz a insuficiência respiratória, a principal causa de morte nesta doença. Geralmente a ELA afeta pessoas entre os 40 e os 70 anos de idade, mas há doentes na faixa etária dos 20 anos. Apesar da maioria dos doentes ter uma esperança média de vida a rondar os 2 a 5 anos, há registo de casos excecionais, como o do físico Stephen Hawking que viveu 55 anos com … Continuar a ler

Crianças com paralisia cerebral tratadas com células estaminais do cordão umbilical

A paralisia cerebral é uma perturbação motora causada por uma lesão neurológica que geralmente acontece antes ou na altura do parto e estima-se que afete entre 2-3 por cada 1.000 recém-nascidos. Atualmente, alguns fármacos e fisioterapia são utilizados para o tratamento dos sintomas de paralisia cerebral, como rigidez muscular, fraqueza e descoordenação motora, no entanto estes têm demonstrado eficácia limitada. Uma nova abordagem terapêutica com potencial para alcançar melhores resultados neste contexto é a utilização de células estaminais mesenquimais (MSC, do inglês Mesenchymal Stem Cells). Pensa-se que estas células libertam substâncias que têm um efeito anti-inflamatório e que promovem a regeneração do tecido cerebral lesionado, podendo, desta forma, melhorar os sintomas associados à paralisia cerebral. As MSC podem ser isoladas, entre outras fontes, a partir … Continuar a ler

Aprovado tratamento com células estaminais para complicações da Doença de Crohn

A Comissão Europeia aprovou, recentemente, a comercialização de um produto de terapia celular constituído por células estaminais do tecido adiposo expandidas em laboratório, denominado Alofisel, destinado ao tratamento de fístulas perianais em adultos com Doença de Crohn. Esta aprovação surge no seguimento de um parecer favorável da Agência Europeia do Medicamento, baseado nos resultados obtidos num ensaio clínico de fase III, que demonstrou a eficácia a longo-prazo desta nova terapêutica. A Doença de Crohn caracteriza-se pela inflamação crónica do trato gastrointestinal, levando ao aparecimento de sintomas como oclusão intestinal, diarreia e dor abdominal. Em Portugal, a sua incidência tem vindo a crescer nos últimos anos, estimando-se que afete 73 pessoas por cada 100.000 habitantes. Uma das complicações mais comuns da doença de Crohn é a … Continuar a ler

Novo tratamento para Lúpus Eritematoso Sistémico com células estaminais

O Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) é uma doença autoimune caracterizada pela produção de anticorpos contra o próprio organismo (auto-anticorpos), que podem danificar vários órgãos, incluindo rins, pulmões e sistema nervoso. As suas manifestações clínicas diferem muito de doente para doente e dependem, em grande medida, dos órgãos afetados. Alguns dos sintomas mais comuns são fadiga, febre, dores nas articulações e o típico eritema malar, uma lesão cutânea na face que faz lembrar as asas de uma borboleta. O LES é uma doença rara que afeta cerca de 0,07% da população portuguesa, sobretudo mulheres em idade reprodutiva, e tem um impacto significativo na sua qualidade de vida. Pode apresentar-se como uma doença de evolução progressiva, com persistência constante dos sintomas ou, por outro lado, pode evoluir … Continuar a ler

Células estaminais em estudo para fortalecer o coração de crianças com cardiopatia congénita

Cerca de um em cada 100 bebés nasce com uma anomalia cardíaca congénita. Hoje em dia, é possível, em muitos casos, diagnosticar as cardiopatias congénitas antes do nascimento e preparar todo o plano de tratamentos e acompanhamento indispensáveis para melhorar a esperança de vida destas crianças. A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo é uma cardiopatia congénita muito rara, em que o lado esquerdo do coração se encontra severamente subdesenvolvido. Caso não seja corrigido através de cirurgia, este problema é fatal, pois o coração não consegue bombear sangue de forma eficaz. O tratamento desta patologia tem evoluído muito desde os anos 80 e atualmente envolve 3 cirurgias efetuadas nos primeiros 3 anos de vida da criança. A primeira cirurgia é realizada nos primeiros dias de … Continuar a ler