Tratamento da COVID-19 com células estaminais alcança resultados favoráveis em ensaio clínico

Mais de nove meses após o registo dos primeiros casos de infeção por SARS-CoV-2, a COVID-19 continua a não dar tréguas, tendo já ultrapassado um milhão de mortes, de entre os mais de 33 milhões de casos registados. Apesar de um número significativo de infetados permanecer assintomático ou apresentar apenas sintomas ligeiros, muitos desenvolvem doença grave, que se manifesta com insuficiência respiratória e cardíaca, frequentemente acompanhada de uma sobreativação do sistema imunitário – designada tempestade de citocinas –, com elevação dos níveis de moléculas pro-inflamatórias. Esta reação à infeção por SARS-CoV-2 é muito prejudicial e pode provocar a morte ou deixar sequelas graves a longo-prazo. É, por isso, urgente encontrar soluções eficazes para controlar a atividade do sistema imunitário destes doentes. Uma das abordagens avançadas … Continuar a ler

Células estaminais libertam moléculas com potencial para tratar doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer constitui a principal causa de demência na população idosa, sendo urgente a descoberta de tratamentos capazes de impedir a sua progressão. A acumulação de proteína beta amiloide no cérebro e a neuroinflamação que a acompanham são processos característicos desta doença, conduzindo à perda de memória e demência. Segundo estudos recentes, as células estaminais mesenquimais (MSC, de Mesenchymal Stem Cells) podem ser a chave para o desenvolvimento de uma terapia eficaz para a doença de Alzheimer. A administração destas células está associada a um efeito anti-inflamatório e à recuperação da memória, em modelos animais desta doença. Por outro lado, é agora consensual que as MSC exercem o seu efeito através da libertação de moléculas, capazes de promover a regeneração e diminuir a … Continuar a ler

Estudo sugere que células estaminais do cordão umbilical podem beneficiar crianças autistas

Foram recentemente publicados os resultados de um novo estudo, que indicam que a administração de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical a crianças com Perturbações do Espectro do Autismo (PEA) é segura e pode conduzir à melhoria dos sintomas. As PEA englobam um conjunto de transtornos do desenvolvimento infantil caracterizadas por alterações nas competências sociais e pela presença de interesses restritos e comportamentos repetitivos. A sua incidência tem vindo a aumentar ao longo do tempo, estimando-se que afete, atualmente, cerca de uma em cada mil crianças portuguesas em idade escolar. Uma vez que as abordagens terapêuticas convencionais, como a terapia ocupacional e da fala, não atuam na causa da disfunção, outras soluções têm vindo a ser procuradas para o tratamento das PEA. Uma … Continuar a ler

Células estaminais promovem melhorias em vítimas de AVC

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e de incapacidade em Portugal, provocando sequelas graves numa grande parte dos sobreviventes. Um AVC ocorre devido a uma hemorragia ou falta de irrigação sanguínea no cérebro, podendo levar a défices neurológicos graves, com impacto significativo na qualidade de vida. Após a fase aguda, a fisioterapia é a principal estratégia utilizada para promover a recuperação destes doentes, pelo que é urgente desenvolver outros métodos eficazes no tratamento das sequelas de AVC. Estudos anteriores já demonstraram que a administração de células estaminais mesenquimais (MSC, do inglês Mesenchymal Stem Cells) pode promover a recuperação de doentes que sofreram AVC, possivelmente através da reorganização dos circuitos neuronais afetados. A evidência científica sugere que as MSC ajudam … Continuar a ler

Terapia com células estaminais mesenquimais em avaliação para o tratamento de COVID-19

A COVID-19, doença provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), primeiramente detetada na China em dezembro de 2019, foi, em março deste ano, classificada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde. Se, por um lado, este sério problema de saúde pública obrigou à mobilização de esforços de contenção por parte de entidades reguladoras, governos e, de uma forma geral, de toda a população, tem, por outro lado, gerado um esforço equivalente por parte da comunidade médica e científica, na procura de soluções para a sua prevenção e tratamento. Muito embora alguns doentes com COVID-19 apresentem apenas sintomas ligeiros, outros desenvolvem pneumonia, podendo o quadro evoluir, nos casos mais severos, para insuficiência respiratória grave, bem como falência de outros órgãos e conduzir, eventualmente, à morte. Para além das … Continuar a ler

Engenharia de tecidos promissora na recuperação após enfarte do miocárdio

Segundo dados divulgados pela Sociedade Portuguesa de Cardiologia, mais de 10 mil portugueses morrem de enfarte do miocárdio anualmente. Os que sobrevivem, podem enfrentar sequelas irreversíveis, como perda de músculo cardíaco, que é substituído por tecido não contrátil semelhante ao de uma cicatriz, bem como alterações estruturais que levam progressivamente a insuficiência cardíaca. Embora várias terapias celulares tenham sido testadas ao longo das últimas décadas, não há ainda nenhuma comprovadamente eficaz na regeneração cardíaca. Atualmente, encontra-se a decorrer, em Espanha, um ensaio clínico denominado PERISCOPE, que pretende avaliar a segurança do tratamento de doentes que sofreram enfarte do miocárdio utilizando um novo produto de terapia celular designado PeriCord. Este contém, como ingrediente ativo, células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical, colocadas numa matriz de … Continuar a ler

Células estaminais do cordão umbilical eficazes no tratamento de doença ocular

A retinite pigmentosa é uma doença ocular de origem genética, habitualmente diagnosticada em adolescentes e adultos jovens, que conduz a uma perda progressiva da visão. Estima-se que afete uma em cada 4 mil pessoas na Europa e mais de um milhão em todo o mundo. Os sintomas começam tipicamente com uma diminuição da visão noturna, geralmente ainda na infância, seguida da perda progressiva de campo visual, inicialmente com perda de visão periférica e depois da visão central, conduzindo eventualmente à cegueira. Esta doença resulta de um processo de degeneração da retina, que é a estrutura do olho responsável por captar as imagens, que são depois transmitidas ao cérebro através do nervo ótico. A retinite pigmentosa não tem cura e dispõe, atualmente, de poucas opções terapêuticas … Continuar a ler

Tratamento inovador com células estaminais para Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica

Foram recentemente publicados os resultados de um estudo pioneiro, que utilizou células estaminais do cordão umbilical para tratar Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). Os resultados são promissores, com melhoria de vários indicadores do bem-estar dos doentes. A DPOC caracteriza-se pela obstrução das vias aéreas e aparece, geralmente, como consequência de hábitos tabágicos. À medida que a doença vai progredindo, as trocas gasosas nos pulmões vão ficando cada vez mais dificultadas, conduzindo ao aparecimento de insuficiência respiratória. Falta de ar, tosse com expetoração e cansaço são algumas das queixas mais comuns dos doentes com DPOC. Em casos graves, podem mesmo sentir-se cansados ao realizar atividades simples do dia-a-dia, como vestir-se ou falar. Para além da cessação tabágica, o controlo da DPOC inclui o recurso a corticosteroides, … Continuar a ler

Crianças com paralisia cerebral melhoram após tratamento com células estaminais

Um estudo que avaliou a eficácia do tratamento de paralisia cerebral com células estaminais do cordão umbilical obteve resultados favoráveis em crianças até aos 12 anos. As melhorias observadas poderão ser atribuídas ao potencial anti-inflamatório e regenerativo destas células. A paralisia cerebral é geralmente causada por lesões neurológicas ocorridas durante a gestação ou na altura do nascimento. Atualmente, estima-se que afete cerca de 2 em cada 1.000 recém-nascidos, sendo a principal causa de incapacidade na infância. Para além das dificuldades motoras e posturais, as crianças com paralisia cerebral podem ainda apresentar dificuldades cognitivas e alterações da visão e da audição. As abordagens terapêuticas atuais dirigem-se à melhoria da postura, controlo do movimento e autonomia da criança, não atuando na lesão cerebral subjacente. A sua eficácia … Continuar a ler

Terapia celular – Uma alternativa terapêutica emergente para Perturbações do Espectro do Autismo

As Perturbações do Espectro do Autismo (PEA) compreendem um conjunto de transtornos do desenvolvimento infantil caracterizados por défices na comunicação e interação social e pela presença de interesses restritos e comportamentos repetitivos. Ao longo das últimas décadas, a incidência de autismo tem vindo a aumentar em todo o mundo, atingindo atualmente cerca de 60 em cada 10.000 crianças. Em Portugal, estima-se que afete cerca de 1 em cada 1.000 crianças em idade escolar. Os transtornos do espectro autista resultam de alterações no normal desenvolvimento cerebral e, embora não sejam ainda claras as razões que conduzem ao seu aparecimento, vários estudos sugerem que a inflamação ao nível do cérebro desempenha um papel importante nesse processo. As estratégias terapêuticas atuais, nomeadamente medicação e terapia ocupacional, comportamental e … Continuar a ler