Células do Cordão Umbilical no tratamento de Artrite Reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença autoimune caracterizada por inflamação crónica e degeneração do osso e cartilagem das articulações, provocando edema (inchaço), dor e rigidez. Atinge três vezes mais mulheres do que homens e estima-se que afete cerca de 50 mil portugueses. Os fármacos atualmente utilizados nem sempre são eficazes no controlo da doença, pelo que é necessário encontrar outras soluções para estes doentes. Embora as causas da artrite reumatoide não estejam ainda totalmente esclarecidas, pensa-se que um dos fatores que mais contribui para esta patologia é a desregulação do sistema imunitário. Células Estaminais Mesenquimais reequilibram sistema imunitário As células estaminais mesenquimais (MSC), presentes na medula óssea, cordão umbilical, entre outros tecidos, possuem capacidades imunomoduladoras que podem ser aproveitadas para o tratamento de várias doenças … Continuar a ler

Células estaminais restauram fertilidade após quimioterapia

Em doentes do sexo feminino, um dos problemas que pode surgir após quimioterapia para tratamento do cancro é a alteração da função ovárica, com consequente perda de fertilidade. A quimioterapia pode causar danos, tanto nos ovócitos – as células que, juntamente com o espermatozoide, dão origem ao embrião – como nas células que os rodeiam e que desempenham um papel fundamental na sua maturação. Este processo pode originar insuficiência ovárica prematura. A ausência de ovulação característica desta doença leva a que estas mulheres se debatam com problemas de infertilidade. Uma metodologia inovadora, baseada na administração de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical (UC-MSC), está a ser desenvolvida no sentido de restaurar a fertilidade em mulheres com insuficiência ovárica prematura. Vários estudos têm demonstrado … Continuar a ler

Células estaminais protegem contra lesões cerebrais neonatais

Nos países desenvolvidos, 1 em cada 400 recém-nascidos desenvolve paralisia cerebral como resultado de lesões neurológicas ocorridas durante o desenvolvimento intrauterino ou no período neonatal. Os episódios de hipoxia-isquémia (HI) cerebral, ou seja, de falta de irrigação sanguínea e oxigénio no cérebro, são a principal causa de lesão cerebral em recém-nascidos, podendo resultar em défices motores e cognitivos. O tratamento atualmente utilizado para limitar a extensão dos danos cerebrais provocados por HI é a hipotermia induzida, que consiste em baixar a temperatura corporal para valores entre 33 e 34°C durante 72 horas, seguida de um reaquecimento progressivo. Embora seja eficaz em alguns casos, muitos recém-nascidos acabam por sofrer danos neurológicos irreparáveis. Existe, portanto, urgência em desenvolver novas terapias que possam ser usadas em alternativa ou … Continuar a ler

É possível tratar osteoartrite do joelho com células estaminais?

Vários estudos publicados nos últimos anos demonstram que é possível melhorar os sintomas de osteoartrite (habitualmente designada apenas por artrite) do joelho, através da injeção local de células estaminais mesenquimais (MSC, Mesenchymal Stem Cells). Estima-se que, em todo o mundo, cerca de 10% dos homens e 18% das mulheres com idade superior a 60 anos sofram de osteoartrite. A osteoartrite caracteriza-se pela degeneração da cartilagem, associada a um processo inflamatório, originando sintomas como dor, inchaço e rigidez. Os tratamentos atualmente existentes para melhorar a sintomatologia e atrasar a progressão da doença incluem fármacos anti-inflamatórios e injeções de ácido hialurónico. Têm sido investigadas outras abordagens terapêuticas potencialmente mais eficazes em limitar a degeneração da cartilagem afetada por osteoartrite, e que ao mesmo tempo promovam a sua … Continuar a ler

Células estaminais mesenquimais – propriedades e potencial terapêutico

Atualmente, centenas de ensaios clínicos estão a investigar a aplicação terapêutica das células estaminais mesenquimais (MSC, de Mesenchymal Stem Cells) em várias doenças graves, devido ao enorme potencial terapêutico que estas células têm demonstrado em estudos pré-clínicos. As duas principais fontes de MSC são o tecido do cordão umbilical e a medula óssea, podendo também ser obtidas a partir de sangue do cordão umbilical e de tecido adiposo. O potencial terapêutico das MSC reside nas suas propriedades As MSC possuem propriedades com notável potencial terapêutico, designadamente: – capacidade de proliferação in vitro, podendo ser multiplicadas em laboratório para posterior utilização clínica; – multipotência: o facto de se poderem diferenciar em vários tipos de células (da cartilagem, osso e gordura, entre outras) está a ser explorado … Continuar a ler

Células estaminais do cordão umbilical eficazes no tratamento de osteoartrite

Um ensaio clínico recente demonstrou que as células estaminais mesenquimais (MSC, Mesenchymal Stem Cells) presentes no tecido do cordão umbilical conseguem reduzir a dor no joelho associada a osteoartrite. A osteoartrite, ou osteoartrose, é uma das principais causas de incapacidade na população adulta e estima-se que haja atualmente mais de 30 milhões de pessoas afetadas por este problema. Caracteriza-se pela destruição progressiva da cartilagem das articulações afetadas, originando dor, rigidez e dificuldade de movimentos. A terapêutica disponível atualmente inclui anti-inflamatórios, que podem ser tomados oralmente ou injetados localmente, infiltrações de ácido hialurónico, ou mesmo cirurgia para substituição da cartilagem danificada. Embora não exista cura para a osteoartrite, tem-se assistido, nos últimos anos, ao desenvolvimento de tratamentos inovadores, à base de células estaminais, com potencial para … Continuar a ler

Ensaio clínico pioneiro com células mesenquimais para regeneração ocular

Investigadores da Universidade de Valladolid, Espanha, realizaram um ensaio clínico pioneiro, no qual transplantaram células estaminais mesenquimais (MSC, de Mesenchymal Stem Cells) da medula óssea em doentes com insuficiência límbica, uma doença ocular que afeta a regeneração da córnea. Frequentemente causada por traumatismo ocular térmico ou químico, a insuficiência límbica caracteriza-se pela ausência parcial ou total das células estaminais do olho responsáveis pela renovação da córnea, processo essencial para manter uma visão saudável. Podendo levar à cegueira em casos extremos, esta doença começa por originar sintomas como dor, visão turva, irritação ocular ou intolerância às lentes de contacto. As técnicas mais recentes para o tratamento desta patologia envolvem o transplante de células estaminais de um olho saudável para o olho doente. No entanto, este método … Continuar a ler

Doentes com Lúpus melhoram após tratamento com células estaminais

O Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) é uma das doenças autoimunes com maior prevalência e caracteriza-se pela produção de anticorpos contra o próprio organismo. Vários órgãos, por exemplo os rins, pulmões e o sistema nervoso, podem ser afetados pela doença, originando sintomas como fadiga, febre e dores nas articulações. Em Portugal, afeta cerca de 0,07% da população, sobretudo feminina, com impacto significativo na sua qualidade de vida. O LES é uma doença crónica, geralmente controlada utilizando fármacos imunossupressores e corticosteroides. No entanto, o tratamento convencional revela-se insuficiente em mais de 30% dos doentes, que acabam por sofrer recaídas ou não responder ao tratamento. De acordo com vários estudos publicados nos últimos anos, uma nova opção terapêutica baseada em células estaminais mesenquimais poderá vir a ficar disponível … Continuar a ler

Fecho de fístula broncopleural com recurso a células do tecido do cordão umbilical

A fístula broncopleural consiste numa comunicação anormal entre a árvore brônquica e o espaço interno da pleura (a membrana dupla que reveste os pulmões e o interior da cavidade torácica), através da qual o ar inspirado entra nesse espaço. É uma complicação grave que pode ocorrer após cirurgia pulmonar e está associada a uma taxa de mortalidade de 12.5% a 71.2%. O fecho de fístulas broncopleurais continua a ser um grande desafio e, embora várias abordagens terapêuticas tenham sido utilizadas, os resultados são comumente insatisfatórios. Assim, há necessidade urgente de novas estratégias para solucionar este problema. Na última década, foram publicados vários casos de sucesso da aplicação de células estaminais mesenquimais (MSCs) no fecho de fístulas broncopleurais, embora se desconheça o modo de ação destas … Continuar a ler

Células estaminais com potencial para o tratamento da Diabetes tipo 2

A Diabetes Mellitus é uma doença metabólica caracterizada por níveis de glicemia (glucose no sangue) elevados. A Diabetes Mellitus Tipo 2 é a forma mais comum de diabetes (atingindo 9 em cada 10 diabéticos) e afeta cerca de 500 milhões de pessoas mundialmente e mais de 1 milhão em Portugal. Nesta doença, apesar do pâncreas produzir insulina, esta não atua de modo eficaz devido a hábitos alimentares e estilos de vida pouco saudáveis. O organismo torna-se resistente a esta hormona e a glucose acumula-se no sangue (hiperglicemia). Os vasos sanguíneos deterioram-se progressivamente, surgindo complicações nos olhos, nervos e rins, para além de doenças cardiovasculares. Os tratamentos atualmente usados têm como objetivo controlar a glicemia, o colesterol e a tensão arterial. Ainda assim, estas terapêuticas não … Continuar a ler