Células estaminais protegem contra lesões cerebrais neonatais

Nos países desenvolvidos, 1 em cada 400 recém-nascidos desenvolve paralisia cerebral como resultado de lesões neurológicas ocorridas durante o desenvolvimento intrauterino ou no período neonatal. Os episódios de hipoxia-isquémia (HI) cerebral, ou seja, de falta de irrigação sanguínea e oxigénio no cérebro, são a principal causa de lesão cerebral em recém-nascidos, podendo resultar em défices motores e cognitivos. O tratamento atualmente utilizado para limitar a extensão dos danos cerebrais provocados por HI é a hipotermia induzida, que consiste em baixar a temperatura corporal para valores entre 33 e 34°C durante 72 horas, seguida de um reaquecimento progressivo. Embora seja eficaz em alguns casos, muitos recém-nascidos acabam por sofrer danos neurológicos irreparáveis. Existe, portanto, urgência em desenvolver novas terapias que possam ser usadas em alternativa ou … Continuar a ler

É possível tratar osteoartrite do joelho com células estaminais?

Vários estudos publicados nos últimos anos demonstram que é possível melhorar os sintomas de osteoartrite (habitualmente designada apenas por artrite) do joelho, através da injeção local de células estaminais mesenquimais (MSC, Mesenchymal Stem Cells). Estima-se que, em todo o mundo, cerca de 10% dos homens e 18% das mulheres com idade superior a 60 anos sofram de osteoartrite. A osteoartrite caracteriza-se pela degeneração da cartilagem, associada a um processo inflamatório, originando sintomas como dor, inchaço e rigidez. Os tratamentos atualmente existentes para melhorar a sintomatologia e atrasar a progressão da doença incluem fármacos anti-inflamatórios e injeções de ácido hialurónico. Têm sido investigadas outras abordagens terapêuticas potencialmente mais eficazes em limitar a degeneração da cartilagem afetada por osteoartrite, e que ao mesmo tempo promovam a sua … Continuar a ler

Células estaminais mesenquimais – propriedades e potencial terapêutico

Atualmente, centenas de ensaios clínicos estão a investigar a aplicação terapêutica das células estaminais mesenquimais (MSC, de Mesenchymal Stem Cells) em várias doenças graves, devido ao enorme potencial terapêutico que estas células têm demonstrado em estudos pré-clínicos. As duas principais fontes de MSC são o tecido do cordão umbilical e a medula óssea, podendo também ser obtidas a partir de sangue do cordão umbilical e de tecido adiposo. O potencial terapêutico das MSC reside nas suas propriedades As MSC possuem propriedades com notável potencial terapêutico, designadamente: – capacidade de proliferação in vitro, podendo ser multiplicadas em laboratório para posterior utilização clínica; – multipotência: o facto de se poderem diferenciar em vários tipos de células (da cartilagem, osso e gordura, entre outras) está a ser explorado … Continuar a ler

Células estaminais multiplicadas em laboratório transplantadas com sucesso

Trinta e seis doentes foram transplantados com sangue do cordão umbilical expandido em laboratório para tratar doenças hemato-oncológicas, com resultados positivos. Nos últimos 30 anos, o sangue do cordão umbilical tem permitido que doentes com imunodeficiências, doenças metabólicas e doenças do sangue que necessitam de um transplante hematopoiético (transplante de células estaminais hematopoiéticas, i.e., capazes de originar células do sangue) e não têm dador de medula óssea compatível possam ter uma hipótese de cura. O maior desafio na área da transplantação com sangue do cordão umbilical é o tratamento de doentes com maior peso corporal, que tem sido ultrapassado usando duas unidades de sangue do cordão umbilical, quando necessário. No entanto, esta modalidade de tratamento está associada a custos e tempos de recuperação superiores. Por … Continuar a ler

Ensaio clínico pioneiro com células mesenquimais para regeneração ocular

Investigadores da Universidade de Valladolid, Espanha, realizaram um ensaio clínico pioneiro, no qual transplantaram células estaminais mesenquimais (MSC, de Mesenchymal Stem Cells) da medula óssea em doentes com insuficiência límbica, uma doença ocular que afeta a regeneração da córnea. Frequentemente causada por traumatismo ocular térmico ou químico, a insuficiência límbica caracteriza-se pela ausência parcial ou total das células estaminais do olho responsáveis pela renovação da córnea, processo essencial para manter uma visão saudável. Podendo levar à cegueira em casos extremos, esta doença começa por originar sintomas como dor, visão turva, irritação ocular ou intolerância às lentes de contacto. As técnicas mais recentes para o tratamento desta patologia envolvem o transplante de células estaminais de um olho saudável para o olho doente. No entanto, este método … Continuar a ler

Jovem recupera de lesão neurológica após tratamento com células estaminais

Uma publicação recente na revista científica Cell Transplantation descreve o caso de um adolescente de 16 anos que, após ter sofrido lesões cerebrais na sequência de uma paragem cardiorrespiratória, conseguiu recuperar a sua qualidade de vida após ser tratado com células estaminais do tecido do cordão umbilical. A avaliação inicial do doente indicou a presença de lesões neurológicas, causadas pela falta de irrigação sanguínea e de oxigénio no cérebro aquando da paragem cardiorrespiratória, com graves consequências na sua qualidade de vida. Passados mais de 2 meses após este episódio, o jovem permanecia hospitalizado, não era capaz de respirar nem alimentar-se de forma independente e apresentava marcada espasticidade e grande dificuldade em seguir instruções simples. Na ausência de uma opção terapêutica eficaz, e tendo em conta … Continuar a ler

Doentes com Lúpus melhoram após tratamento com células estaminais

O Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) é uma das doenças autoimunes com maior prevalência e caracteriza-se pela produção de anticorpos contra o próprio organismo. Vários órgãos, por exemplo os rins, pulmões e o sistema nervoso, podem ser afetados pela doença, originando sintomas como fadiga, febre e dores nas articulações. Em Portugal, afeta cerca de 0,07% da população, sobretudo feminina, com impacto significativo na sua qualidade de vida. O LES é uma doença crónica, geralmente controlada utilizando fármacos imunossupressores e corticosteroides. No entanto, o tratamento convencional revela-se insuficiente em mais de 30% dos doentes, que acabam por sofrer recaídas ou não responder ao tratamento. De acordo com vários estudos publicados nos últimos anos, uma nova opção terapêutica baseada em células estaminais mesenquimais poderá vir a ficar disponível … Continuar a ler

Células estaminais com potencial para o tratamento da Diabetes tipo 2

A Diabetes Mellitus é uma doença metabólica caracterizada por níveis de glicemia (glucose no sangue) elevados. A Diabetes Mellitus Tipo 2 é a forma mais comum de diabetes (atingindo 9 em cada 10 diabéticos) e afeta cerca de 500 milhões de pessoas mundialmente e mais de 1 milhão em Portugal. Nesta doença, apesar do pâncreas produzir insulina, esta não atua de modo eficaz devido a hábitos alimentares e estilos de vida pouco saudáveis. O organismo torna-se resistente a esta hormona e a glucose acumula-se no sangue (hiperglicemia). Os vasos sanguíneos deterioram-se progressivamente, surgindo complicações nos olhos, nervos e rins, para além de doenças cardiovasculares. Os tratamentos atualmente usados têm como objetivo controlar a glicemia, o colesterol e a tensão arterial. Ainda assim, estas terapêuticas não … Continuar a ler

Células do Cordão Umbilical no Tratamento de Cicatrizes Intrauterinas

A síndrome de Asherman é uma condição rara, caracterizada pela eliminação total ou parcial da cavidade uterina e/ou do canal cervical devido à presença de aderências fibrosas, e que se manifesta por alterações menstruais, infertilidade, abortos repetidos e, eventualmente, dor pélvica crónica. Estas aderências intrauterinas são “cicatrizes” que ocorrem no revestimento interno do útero (endométrio) reduzindo a sua superfície e constituindo uma possível causa de infertilidade feminina. A síndrome de Asherman é uma condição debilitante devido à dor, abortos e infertilidade e ao sofrimento psicológico associado. Diferentes abordagens terapêuticas têm sido adotadas para o seu tratamento dependendo da localização e da extensão do problema. No entanto, os procedimentos cirúrgicos sob controlo visual têm sido considerados um dos métodos de eleição para o tratamento desta condição. … Continuar a ler