Doentes com Lúpus melhoram após tratamento com células estaminais

O Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) é uma das doenças autoimunes com maior prevalência e caracteriza-se pela produção de anticorpos contra o próprio organismo. Vários órgãos, por exemplo os rins, pulmões e o sistema nervoso, podem ser afetados pela doença, originando sintomas como fadiga, febre e dores nas articulações. Em Portugal, afeta cerca de 0,07% da população, sobretudo feminina, com impacto significativo na sua qualidade de vida. O LES é uma doença crónica, geralmente controlada utilizando fármacos imunossupressores e corticosteroides. No entanto, o tratamento convencional revela-se insuficiente em mais de 30% dos doentes, que acabam por sofrer recaídas ou não responder ao tratamento. De acordo com vários estudos publicados nos últimos anos, uma nova opção terapêutica baseada em células estaminais mesenquimais poderá vir a ficar disponível … Continuar a ler

Células estaminais com potencial para o tratamento da Diabetes tipo 2

A Diabetes Mellitus é uma doença metabólica caracterizada por níveis de glicemia (glucose no sangue) elevados. A Diabetes Mellitus Tipo 2 é a forma mais comum de diabetes (atingindo 9 em cada 10 diabéticos) e afeta cerca de 500 milhões de pessoas mundialmente e mais de 1 milhão em Portugal. Nesta doença, apesar do pâncreas produzir insulina, esta não atua de modo eficaz devido a hábitos alimentares e estilos de vida pouco saudáveis. O organismo torna-se resistente a esta hormona e a glucose acumula-se no sangue (hiperglicemia). Os vasos sanguíneos deterioram-se progressivamente, surgindo complicações nos olhos, nervos e rins, para além de doenças cardiovasculares. Os tratamentos atualmente usados têm como objetivo controlar a glicemia, o colesterol e a tensão arterial. Ainda assim, estas terapêuticas não … Continuar a ler

Células do Cordão Umbilical no Tratamento de Cicatrizes Intrauterinas

A síndrome de Asherman é uma condição rara, caracterizada pela eliminação total ou parcial da cavidade uterina e/ou do canal cervical devido à presença de aderências fibrosas, e que se manifesta por alterações menstruais, infertilidade, abortos repetidos e, eventualmente, dor pélvica crónica. Estas aderências intrauterinas são “cicatrizes” que ocorrem no revestimento interno do útero (endométrio) reduzindo a sua superfície e constituindo uma possível causa de infertilidade feminina. A síndrome de Asherman é uma condição debilitante devido à dor, abortos e infertilidade e ao sofrimento psicológico associado. Diferentes abordagens terapêuticas têm sido adotadas para o seu tratamento dependendo da localização e da extensão do problema. No entanto, os procedimentos cirúrgicos sob controlo visual têm sido considerados um dos métodos de eleição para o tratamento desta condição. … Continuar a ler

Células estaminais no tratamento de lesões dentárias após trauma

Os dentes são compostos por três estruturas principais: o esmalte, a dentina e a polpa. O esmalte e a dentina são tecidos mineralizados, com funções mecânicas e protetoras. A polpa ocupa a parte central do dente e é constituída por tecido conjuntivo não mineralizado, ricamente inervado e vascularizado. Esta estrutura desempenha funções nutritivas, defensivas, sensitivas e reguladoras, o que a torna essencial para a vitalidade dos dentes. Após traumas violentos pode ocorrer a necrose da polpa dentária. Esta condição caracteriza‑se por um conjunto de alterações que se traduzem na falência de todo o sistema vascular e nervoso da polpa dentária, sendo a idade um fator de risco. Devido à imaturidade no desenvolvimento da raiz dentária, os jovens apresentam maior probabilidade de necrose após trauma. Quando … Continuar a ler

Infusão de células do cordão umbilical no tratamento de artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença crónica, autoimune em que o sistema imunitário (que naturalmente protege o organismo contra ataques de “substâncias estranhas”, como vírus e bactérias) ataca de forma anormal as articulações. Este ataque desencadeia um processo inflamatório, causando dor, inchaço, dano articular e incapacidade. O tratamento convencional da artrite reumatoide inclui abordagens farmacológicas e não farmacológicas (exercício físico, dieta, fisioterapia). As terapêuticas farmacológicas compreendem várias classes de medicamentos: anti-inflamatórios não-esteroides, fármacos modificadores da doença biológicos e não biológicos, imunossupressores e corticosteroides. Estes tratamentos têm contribuído para uma melhoria dos sintomas, no entanto, são poucos os doentes que não evidenciam sinais da doença sem a utilização destes fármacos. Para além disso, são tratamentos dispendiosos e que, em alguns casos, causam efeitos secundários severos. Por … Continuar a ler

Células do cordão umbilical no tratamento de lesões oculares

O buraco macular é uma das doenças oculares mais comuns, atingindo 3 em cada 1000 pessoas. Esta doença afeta a mácula, que é a área central da retina, responsável pela visão nítida. É nesta área que se encontra a maior concentração de células visuais, tornando-a essencial para a definição e nitidez necessárias em atividades como a leitura, a escrita e a condução automóvel. Esta lesão ocorre quando o humor vítreo (estrutura gelatinosa que ocupa cerca de 80% do conteúdo do globo ocular) se desloca formando um buraco na fóvea (área central da mácula). Ainda não são conhecidas as suas causas, no entanto, fatores como idade, miopia severa e traumas físicos violentos poderão estar na origem da contração do humor vítreo separando-o assim da mácula. O … Continuar a ler

Tratamento promissor com células estaminais para a Esclerose Lateral Amiotrófica

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa rara caracterizada pela perda progressiva e prematura dos neurónios que conduzem a informação do cérebro até aos músculos (neurónios motores). Como resultado, os músculos vão enfraquecendo e atrofiando, e os doentes acabam por perder gradualmente a capacidade de andar, falar, mastigar, engolir e até mesmo respirar, o que conduz a insuficiência respiratória, a principal causa de morte nesta doença. Geralmente a ELA afeta pessoas entre os 40 e os 70 anos de idade, mas há doentes na faixa etária dos 20 anos. Apesar da maioria dos doentes ter uma esperança média de vida a rondar os 2 a 5 anos, há registo de casos excecionais, como o do físico Stephen Hawking que viveu 55 anos com … Continuar a ler

Células do cordão umbilical no tratamento de lesões cerebrais em prematuros

Segundo a Organização Mundial de Saúde, todos os anos nascem cerca de 15 milhões de bebés prematuros (antes das 37 semanas de gestação). Em Portugal a taxa de prematuridade ronda os 8%. No cérebro e na espinal medula, existe uma “massa” denominada substância branca que é composta por células com função de suporte e nutrição dos neurónios, e por prolongamentos de neurónios revestidos com uma substância isolante (mielina) que aumenta a velocidade de transmissão dos impulsos nervosos. Esta “massa” é responsável pela transmissão de mensagens entre diferentes regiões cerebrais e, geralmente, entre a 26ª e 34ª semana de gestação encontra-se mais sensível. Por esta razão, os prematuros apresentam um elevado risco de lesão cerebral, particularmente de lesão da substância branca, que pode ocorrer durante a … Continuar a ler

Células do Sangue do Cordão Umbilical na Recuperação após Enfarte do Miocárdio

O enfarte agudo do miocárdio constitui atualmente uma das principais causas de morte nos países desenvolvidos. O enfarte do miocárdio, vulgarmente conhecido como “ataque cardíaco”, ocorre quando uma ou mais artérias que irrigam o músculo cardíaco (miocárdio) ficam obstruídas e o coração não recebe sangue e oxigénio nas quantidades de que necessita (isquémia). Nessas condições, as células da área afetada do coração morrem, comprometendo a sua função. Nas duas últimas décadas, tem-se assistido a uma redução significativa da taxa de mortalidade na população portuguesa por doenças cardiovasculares. No entanto, estas doenças são ainda a principal causa de morte em Portugal, e na União Europeia em geral. Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento do enfarte agudo do miocárdio, esta doença cardiovascular continua a ter grande … Continuar a ler

Crianças com paralisia cerebral tratadas com células estaminais do cordão umbilical

A paralisia cerebral é uma perturbação motora causada por uma lesão neurológica que geralmente acontece antes ou na altura do parto e estima-se que afete entre 2-3 por cada 1.000 recém-nascidos. Atualmente, alguns fármacos e fisioterapia são utilizados para o tratamento dos sintomas de paralisia cerebral, como rigidez muscular, fraqueza e descoordenação motora, no entanto estes têm demonstrado eficácia limitada. Uma nova abordagem terapêutica com potencial para alcançar melhores resultados neste contexto é a utilização de células estaminais mesenquimais (MSC, do inglês Mesenchymal Stem Cells). Pensa-se que estas células libertam substâncias que têm um efeito anti-inflamatório e que promovem a regeneração do tecido cerebral lesionado, podendo, desta forma, melhorar os sintomas associados à paralisia cerebral. As MSC podem ser isoladas, entre outras fontes, a partir … Continuar a ler