Células Estaminais do Sangue do Cordão Umbilical investigadas para o Tratamento da Psoríase

A psoríase é uma doença crónica da pele de natureza autoimune que se caracteriza pelo aparecimento de lesões avermelhadas ou com aspeto de “escamas” que causam grande desconforto aos doentes. Estas podem ocorrer em vários locais do corpo, nomeadamente nas mãos, pés, cotovelos, joelhos e couro cabeludo. A psoríase afeta 2-3% da população mundial, sendo ainda desconhecidas as suas causas. Embora esteja associada a uma predisposição genética, a doença só se manifesta clinicamente quando se reúnem determinados fatores ambientais e imunológicos. Dado que não existe cura para a psoríase, o seu tratamento passa por prevenir e tratar as lesões quando elas estão mais exacerbadas, através da aplicação de cremes com agentes hidratantes ou com corticosteroides entre outros. Nos casos mais severos, pode recorrer-se também a … Continuar a ler

Doentes com Insuficiência Cardíaca melhoram após infusão com Células Estaminais do Cordão Umbilical

A insuficiência cardíaca é um problema grave de saúde pública, que afeta mais de 23 milhões de pessoas em todo o mundo. Entre 1-2% da população adulta nos países desenvolvidos sofre desta doença e estima-se que a prevalência entre a população com idade superior a 70 anos ultrapasse os 10%. Sintomas como falta de ar e cansaço podem ser sinais de insuficiência cardíaca, cujas causas mais comuns em Portugal são a hipertensão e a doença coronária. Há mais de uma década que se estuda o tratamento da insuficiência cardíaca recorrendo a células estaminais, com resultados promissores. As mais utilizadas têm sido as da medula óssea, no entanto, a utilização de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical (UC-MSC) torna-se mais vantajosa devido à colheita … Continuar a ler

Células Estaminais do Cordão Umbilical atenuam sintomas da Doença de Crohn – Resultados de um Ensaio Clínico

A Doença de Crohn é uma doença inflamatória crónica, que pode afetar qualquer parte do tubo digestivo e causar sintomas como dor abdominal, diarreia e oclusão intestinal. Não existe, atualmente, cura para esta doença e o seu tratamento passa pela indução de remissão (períodos em que a doença não está ativa) e minimização dos sintomas. Neste sentido, novas abordagens terapêuticas estão a ser investigadas para o tratamento da doença de Crohn. Embora não se conheçam ainda as suas causas, acredita-se estar associada a processos inflamatórios e autoimunidade. Vários ensaios clínicos têm obtido resultados promissores no tratamento da Doença de Crohn e Colite Ulcerosa – outra doença inflamatória do tubo digestivo – com células estaminais mesenquimais, tirando partido da sua capacidade para modular a resposta imune … Continuar a ler

Efeitos positivos da Administração de Células Estaminais a doentes com Lesões da Espinal Medula – resultados de um ensaio clínico

A maioria das lesões na espinal medula derivam de traumatismos ocorridos em acidentes de viação e podem resultar em paraplegia ou tetraplegia. São situações devastadoras para os doentes, com perda considerável de qualidade de vida. Um novo ensaio clínico realizado em Espanha revelou que a administração de células estaminais mesenquimais a estes doentes se traduz em melhorias na sua qualidade de vida. As lesões da espinal medula são um dos mais dramáticos problemas de saúde que alguém pode enfrentar, com consequências drásticas na qualidade de vida do indivíduo e a forma como este se relaciona consigo próprio, com os seus familiares e com a sociedade. A incidência destas lesões, a nível mundial, é de 12 a 58 casos por milhão de habitantes, sendo mais frequente … Continuar a ler

Células estaminais do cordão umbilical atenuam sintomas de Espondilite Anquilosante

A espondilite anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crónica que afeta principalmente a coluna vertebral, levando à fusão das vértebras, com perda de mobilidade do doente. Pode também afetar outras articulações, por exemplo as sacroilíacas (anca) e os joelhos. Nos sintomas comuns incluem-se: dor na região lombar da coluna vertebral e na anca e rigidez matinal, ou seja, dificuldade em mover as articulações durante um período após acordar. A EA é uma doença comum, especialmente entre os caucasianos (0,5-1% da população) e aparece sobretudo em homens entre os 20 e os 30 anos de idade. Nas mulheres, é menos comum e apresenta geralmente uma evolução mais favorável. Desconhece-se ainda o mecanismo responsável pela EA. Os tratamentos convencionais incluem medicação com anti-inflamatórios não esteroides e têm sido … Continuar a ler

Produção de Glóbulos Vermelhos a partir de Sangue do Cordão Umbilical

As transfusões de sangue ou componentes sanguíneos, como concentrados de eritrócitos (glóbulos vermelhos), estão indicadas para o tratamento de doentes em caso de anemia grave, hemorragia grave, hemoglobinopatias ou complicações de qualquer cirurgia. Dados da Organização Mundial de Saúde revelam que são feitas, todos os anos, cerca de 108 milhões de doações de sangue a nível mundial. No entanto, com o decréscimo da taxa de natalidade, o número de dadores elegíveis está também gradualmente a diminuir. Prevê-se que em 2050 o número de unidades de sangue disponíveis seja insuficiente relativamente à procura. A produção in vitro de glóbulos vermelhos a partir de células estaminais tem sido considerada como uma opção para ultrapassar este problema no futuro. A acessibilidade, bem como a elevada concentração de células … Continuar a ler

História da Utilização do Sangue do Cordão Umbilical

A existência de células estaminais hematopoiéticas no sangue do cordão umbilical foi descrita pela primeira vez em 1974. Em 1988, uma equipa multidisciplinar realiza, em Paris, o primeiro transplante com sangue do cordão umbilical, para tratar uma criança com anemia de Fanconi. Numa viagem ao passado, a Dra. Joanne Kurtzberg, prestigiada médica hemato-oncologista especialista em transplantação com sangue do cordão umbilical, conta, num artigo publicado recentemente, um pouco do seu percurso e a sua visão da história e do futuro do sangue do cordão umbilical. “O Dr. Broxmeyer transportou a amostra congelada num recipiente de transporte refrigerado – um lugar no avião para ele, outro para as células do cordão – e chegou no dia do transplante”, relembra a Dr.ª Kurtzberg, referindo-se à forma como … Continuar a ler

Células do Tecido do Cordão Umbilical no Tratamento de Púrpura Trombocitopénica Imune

Embora seja considerada uma doença autoimune de prognóstico geralmente favorável, alguns doentes com Púrpura Trombocitopénica Imune (PTI) não respondem aos tratamentos de primeira e segunda linha, ficando sujeitos à ocorrência de hemorragias graves. O potencial das células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical está a ser testado para o tratamento destes doentes. A PTI caracteriza-se por uma taxa anormalmente elevada de destruição das plaquetas (células sanguíneas responsáveis pela coagulação), que ocorre no baço. Os doentes com PTI apresentam trombocitopenia persistente (baixa contagem de plaquetas no sangue), tendo por isso maior tendência para a ocorrência de hemorragias. A PTI apresenta um espetro clínico alargado: desde um processo assintomático, sem necessidade de tratamento exigindo apenas vigilância do doente, ou pode tornar‑se numa situação crónica grave, com … Continuar a ler

Transplantação com Células Estaminais no tratamento de Esclerose Múltipla

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória crónica do sistema nervoso central (cérebro e espinal medula) que afeta cerca de 2.5 milhões de pessoas em todo o mundo. Manifesta-se geralmente no início da idade adulta, sendo que as mulheres têm uma probabilidade cerca de 3 vezes maior de desenvolver a doença. Trata-se de uma doença autoimune em que o sistema imunitário ataca as células do sistema nervoso central da própria pessoa, levando a um processo de neurodegeneração. Os sintomas típicos dos doentes com EM são perda de força muscular, rigidez, problemas com o andar e o equilíbrio e dor crónica. Estes doentes podem também manifestar fadiga, tonturas e problemas de visão. As opções terapêuticas convencionais são geralmente eficazes na redução da frequência e severidade … Continuar a ler

Tratamento de queimaduras graves com recurso a células estaminais mesenquimais

As queimaduras são lesões muito frequentes que afetam, anualmente, milhões de pessoas. A sua extensão e profundidade determinam a severidade da lesão e o tipo de cuidados a ter a nível hospitalar. No caso de queimaduras profundas, a principal preocupação é o restabelecimento da barreira cutânea, para evitar desidratação e infeção por agentes patogénicos. Atualmente, é possível fazer enxertos de pele para cobrir as áreas lesadas e ajudar à regeneração dos tecidos, no entanto, se se tratar de uma região muito extensa, pode ser difícil cobrir toda a área. O Hospital Coromoto, em Maracaibo, na Venezuela, em colaboração com o Instituto Venezolano de Investigaciones Científicas, está a levar a cabo um projeto experimental para o tratamento de feridas resultantes de queimaduras graves, utilizando uma metodologia que … Continuar a ler