Células estaminais mesenquimais – propriedades e potencial terapêutico

Atualmente, centenas de ensaios clínicos estão a investigar a aplicação terapêutica das células estaminais mesenquimais (MSC, de Mesenchymal Stem Cells) em várias doenças graves, devido ao enorme potencial terapêutico que estas células têm demonstrado em estudos pré-clínicos. As duas principais fontes de MSC são o tecido do cordão umbilical e a medula óssea, podendo também ser obtidas a partir de sangue do cordão umbilical e de tecido adiposo. O potencial terapêutico das MSC reside nas suas propriedades As MSC possuem propriedades com notável potencial terapêutico, designadamente: – capacidade de proliferação in vitro, podendo ser multiplicadas em laboratório para posterior utilização clínica; – multipotência: o facto de se poderem diferenciar em vários tipos de células (da cartilagem, osso e gordura, entre outras) está a ser explorado … Continuar a ler

Sangue do cordão umbilical melhora tratamento de Cirrose Hepática

Um novo estudo avaliou a possibilidade de utilizar células estaminais do sangue do cordão umbilical em combinação com terapêutica convencional para tratar cirrose hepática e concluiu que esta metodologia poderá vir a constituir uma mais-valia no tratamento desta doença. A cirrose hepática é uma doença crónica do fígado, que habitualmente progride nos primeiros 10-15 anos sem sintomas associados e pode levar a graves complicações de saúde. Está geralmente associada à ingestão excessiva de álcool ou a hepatites de origem viral e caracteriza-se pela morte das células do fígado, que são substituídas por tecido fibroso semelhante ao de uma cicatriz. A estrutura do órgão fica, desta forma, alterada, comprometendo a sua função. Através da melhoria do cuidado ao doente com cirrose hepática, a taxa de sobrevivência … Continuar a ler

Células estaminais do Tecido do Cordão Umbilical permitem melhorar resultados de Transplantes Hepáticos

A cirrose hepática caracteriza-se pela destruição das células do fígado e alteração da sua estrutura. Sendo este um órgão vital, quando a função hepática fica demasiado comprometida, existe indicação para transplante hepático. Para não haver rejeição do órgão transplantado, a toma crónica de medicamentos imunossupressores torna-se obrigatória para estes doentes. Esta medicação, no entanto, é tóxica para o organismo e aumenta a probabilidade do desenvolvimento de tumores. A par deste problema, cerca de 20-40% dos doentes experienciam rejeição do transplante, mesmo sob terapia imunossupressora. Deste modo, é importante desenvolver novas estratégias terapêuticas para prevenir a rejeição dos órgãos transplantados e diminuir a dose de agentes imunossupressores utilizada. Estima-se que cerca de 8 a 10% dos portugueses sofram de problemas de fígado e que todos os … Continuar a ler