Criança com anemia aplástica grave recupera após transplante de sangue do cordão umbilical

A anemia aplástica é uma doença hematológica rara, que pode ser fatal se não for tratada atempadamente. Nesta doença, o sistema imunitário ataca e destrói as células estaminais da medula óssea, responsáveis pela produção das células do sangue e do sistema imunitário, deixando o doente anémico e vulnerável a infeções e hemorragias. Para além dos casos associados a uma predisposição genética para desenvolver a doença, sabe-se que esta pode ser despoletada, por exemplo, pela exposição a quimio ou radioterapia. No entanto, em grande parte dos casos, não é possível identificar a sua causa. Nos casos mais graves, em que não é possível controlar a doença com agentes imunossupressores, o tratamento passa pela realização de um transplante hematopoiético (transplante de células estaminais hematopoiéticas, formadoras das células … Continuar a ler

Crianças com paralisia cerebral melhoram após tratamento com células estaminais

Um estudo que avaliou a eficácia do tratamento de paralisia cerebral com células estaminais do cordão umbilical obteve resultados favoráveis em crianças até aos 12 anos. As melhorias observadas poderão ser atribuídas ao potencial anti-inflamatório e regenerativo destas células. A paralisia cerebral é geralmente causada por lesões neurológicas ocorridas durante a gestação ou na altura do nascimento. Atualmente, estima-se que afete cerca de 2 em cada 1.000 recém-nascidos, sendo a principal causa de incapacidade na infância. Para além das dificuldades motoras e posturais, as crianças com paralisia cerebral podem ainda apresentar dificuldades cognitivas e alterações da visão e da audição. As abordagens terapêuticas atuais dirigem-se à melhoria da postura, controlo do movimento e autonomia da criança, não atuando na lesão cerebral subjacente. A sua eficácia … Continuar a ler

Tratamento experimental com células estaminais com resultados promissores em doentes com COVID-19

Um estudo recentemente publicado na revista científica Aging and Disease, mostra que as células estaminais mesenquimais (MSCs, do inglês, Mesenchymal Stem Cells) têm potencial para tratar a COVID-19.  O novo coronavírus (COVID-19), que inicialmente causou um surto da doença em Wuhan, na China, em dezembro de 2019, já se espalhou pelo mundo inteiro, constituindo neste momento uma ameaça global. De acordo com o conhecimento atual, em cerca de 80% dos casos os sintomas desta doença podem ser ligeiros, mas em alguns doentes, a gravidade da COVID-19 pode mesmo conduzir à morte. Um dos mecanismos mais importantes subjacentes à deterioração dos doentes com COVID-19 é a tempestade de citocinas. Tempestade de citocinas é a designação dada à reação imunológica exacerbada que ocorre após um acentuado aumento … Continuar a ler

Método inovador trata defeitos na coluna vertebral com células estaminais

Foi reportado, pela primeira vez em humanos, o tratamento de lesões vertebrais, utilizando células estaminais do cordão umbilical numa matriz de hidroxiapatite. O artigo, publicado na revista médica International Journal of Surgery Case Reports, relata o tratamento experimental de uma doente de 27 anos, que se apresentou com dor persistente na região lombar, com consequente limitação dos movimentos. Anteriormente, tinha sido diagnosticada com uma forma pouco comum de tuberculose que afeta a coluna vertebral. Se não for tratada, esta doença causa deformações nas vértebras, com graves repercussões no estado da coluna vertebral, saúde e qualidade de vida dos doentes. Apesar de ter sido corretamente medicada, a doente descontinuou a medicação antes do tempo indicado, tendo como consequência o alojamento, na coluna vertebral, da bactéria responsável … Continuar a ler

Doentes oncológicos de alto risco tratados com sangue do cordão umbilical expandido

Quando os doentes com leucemias, linfomas e outras doenças hemato-oncológicas são referenciados para transplante hematopoiético, pode recorrer-se ao sangue do cordão umbilical como fonte de células estaminais para transplantação. Embora não seja necessário haver compatibilidade total entre as células do sangue do cordão umbilical e o doente, esta deve ser a maior possível, de modo a maximizar as probabilidades de sucesso e reduzir as complicações associadas ao transplante. No entanto, nem sempre as unidades de sangue do cordão umbilical mais compatíveis com um doente correspondem às que têm o número de células mais adequado, outro fator determinante do sucesso destes transplantes. A possibilidade de expandir – ou multiplicar – as células presentes no sangue do cordão umbilical armazenado permite aumentar o número de doentes que … Continuar a ler

Jovem com queimaduras graves tratado com sucesso usando células estaminais

No Canadá, um jovem de cerca de 25 anos foi tratado com células estaminais, após ter sofrido queimaduras graves em 70% do corpo, durante um incêndio doméstico. O tratamento foi bem‑sucedido, com encerramento completo de todas as feridas. Apesar de há mais de 30 anos se investigar a utilização de células cultivadas em laboratório para o tratamento de queimaduras graves, a utilização de células estaminais neste contexto constitui ainda um desafio e uma área de intensa investigação científica. Atualmente, as células estaminais mesenquimais do cordão umbilical estão a ser estudadas para potencial utilização terapêutica em queimaduras graves. Para além de serem obtidas de forma simples e não invasiva, estas células são facilmente mantidas em cultura em laboratório e, uma vez administradas, têm a capacidade de … Continuar a ler

Sangue do cordão umbilical revela-se benéfico em bebés prematuros

Estima-se que nasçam cerca de 15 milhões de bebés prematuros por ano, em todo o mundo. Apesar da evolução dos cuidados neonatais, muitas são as complicações que podem advir de um nascimento prematuro, principalmente pelo compromisso do desenvolvimento dos diferentes órgãos. O cérebro e os pulmões são dois dos órgãos mais afetados, podendo alguns prematuros sofrer sequelas para toda a vida.  Pelas suas propriedades regenerativas, anti-inflamatórias e imunomoduladoras, o sangue do cordão umbilical está a ser investigado para a prevenção de complicações associadas ao nascimento prematuro. Num estudo piloto, que incluiu 31 bebés prematuros, verificou-se que os que receberam uma infusão com as células estaminais do seu sangue do cordão umbilical (infusão autóloga) precisaram de suporte respiratório apenas durante metade do tempo, comparativamente aos restantes.  … Continuar a ler

Jovens atletas com lesão no joelho tratados com Células Estaminais

Foram recentemente divulgados dois casos de sucesso do tratamento de uma doença que afeta a articulação do joelho, sobretudo em jovens, utilizando uma técnica inovadora com células estaminais mesenquimais do sangue do cordão umbilical. A doença em causa designa-se por osteocondrite dissecante do joelho e acontece quando há uma degradação do osso que está abaixo da cartilagem do joelho, habitualmente afetando também esta cartilagem. O principal sintoma é dor na articulação e, se não for tratada, esta condição leva ao aparecimento precoce de osteoartrite, associada a dor e incapacidade crónicas. A origem da doença é geralmente desconhecida, podendo resultar, por exemplo, de um traumatismo. Recentemente publicado numa revista da especialidade de ortopedia, um artigo científico relata o tratamento de dois jovens atletas, de 16 e … Continuar a ler

Fecho de fístula broncopleural com recurso a células do tecido do cordão umbilical

A fístula broncopleural consiste numa comunicação anormal entre a árvore brônquica e o espaço interno da pleura (a membrana dupla que reveste os pulmões e o interior da cavidade torácica), através da qual o ar inspirado entra nesse espaço. É uma complicação grave que pode ocorrer após cirurgia pulmonar e está associada a uma taxa de mortalidade de 12.5% a 71.2%. O fecho de fístulas broncopleurais continua a ser um grande desafio e, embora várias abordagens terapêuticas tenham sido utilizadas, os resultados são comumente insatisfatórios. Assim, há necessidade urgente de novas estratégias para solucionar este problema. Na última década, foram publicados vários casos de sucesso da aplicação de células estaminais mesenquimais (MSCs) no fecho de fístulas broncopleurais, embora se desconheça o modo de ação destas … Continuar a ler

Infusão de células do cordão umbilical no tratamento de artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença crónica, autoimune em que o sistema imunitário (que naturalmente protege o organismo contra ataques de “substâncias estranhas”, como vírus e bactérias) ataca de forma anormal as articulações. Este ataque desencadeia um processo inflamatório, causando dor, inchaço, dano articular e incapacidade. O tratamento convencional da artrite reumatoide inclui abordagens farmacológicas e não farmacológicas (exercício físico, dieta, fisioterapia). As terapêuticas farmacológicas compreendem várias classes de medicamentos: anti-inflamatórios não-esteroides, fármacos modificadores da doença biológicos e não biológicos, imunossupressores e corticosteroides. Estes tratamentos têm contribuído para uma melhoria dos sintomas, no entanto, são poucos os doentes que não evidenciam sinais da doença sem a utilização destes fármacos. Para além disso, são tratamentos dispendiosos e que, em alguns casos, causam efeitos secundários severos. Por … Continuar a ler