Tratamento experimental com células estaminais com resultados promissores em doentes com COVID-19

Um estudo recentemente publicado na revista científica Aging and Disease, mostra que as células estaminais mesenquimais (MSCs, do inglês, Mesenchymal Stem Cells) têm potencial para tratar a COVID-19.  O novo coronavírus (COVID-19), que inicialmente causou um surto da doença em Wuhan, na China, em dezembro de 2019, já se espalhou pelo mundo inteiro, constituindo neste momento uma ameaça global. De acordo com o conhecimento atual, em cerca de 80% dos casos os sintomas desta doença podem ser ligeiros, mas em alguns doentes, a gravidade da COVID-19 pode mesmo conduzir à morte. Um dos mecanismos mais importantes subjacentes à deterioração dos doentes com COVID-19 é a tempestade de citocinas. Tempestade de citocinas é a designação dada à reação imunológica exacerbada que ocorre após um acentuado aumento … Continuar a ler

Método inovador trata defeitos na coluna vertebral com células estaminais

Foi reportado, pela primeira vez em humanos, o tratamento de lesões vertebrais, utilizando células estaminais do cordão umbilical numa matriz de hidroxiapatite. O artigo, publicado na revista médica International Journal of Surgery Case Reports, relata o tratamento experimental de uma doente de 27 anos, que se apresentou com dor persistente na região lombar, com consequente limitação dos movimentos. Anteriormente, tinha sido diagnosticada com uma forma pouco comum de tuberculose que afeta a coluna vertebral. Se não for tratada, esta doença causa deformações nas vértebras, com graves repercussões no estado da coluna vertebral, saúde e qualidade de vida dos doentes. Apesar de ter sido corretamente medicada, a doente descontinuou a medicação antes do tempo indicado, tendo como consequência o alojamento, na coluna vertebral, da bactéria responsável … Continuar a ler

Doentes oncológicos de alto risco tratados com sangue do cordão umbilical expandido

Quando os doentes com leucemias, linfomas e outras doenças hemato-oncológicas são referenciados para transplante hematopoiético, pode recorrer-se ao sangue do cordão umbilical como fonte de células estaminais para transplantação. Embora não seja necessário haver compatibilidade total entre as células do sangue do cordão umbilical e o doente, esta deve ser a maior possível, de modo a maximizar as probabilidades de sucesso e reduzir as complicações associadas ao transplante. No entanto, nem sempre as unidades de sangue do cordão umbilical mais compatíveis com um doente correspondem às que têm o número de células mais adequado, outro fator determinante do sucesso destes transplantes. A possibilidade de expandir – ou multiplicar – as células presentes no sangue do cordão umbilical armazenado permite aumentar o número de doentes que … Continuar a ler

Jovem com queimaduras graves tratado com sucesso usando células estaminais

No Canadá, um jovem de cerca de 25 anos foi tratado com células estaminais, após ter sofrido queimaduras graves em 70% do corpo, durante um incêndio doméstico. O tratamento foi bem‑sucedido, com encerramento completo de todas as feridas. Apesar de há mais de 30 anos se investigar a utilização de células cultivadas em laboratório para o tratamento de queimaduras graves, a utilização de células estaminais neste contexto constitui ainda um desafio e uma área de intensa investigação científica. Atualmente, as células estaminais mesenquimais do cordão umbilical estão a ser estudadas para potencial utilização terapêutica em queimaduras graves. Para além de serem obtidas de forma simples e não invasiva, estas células são facilmente mantidas em cultura em laboratório e, uma vez administradas, têm a capacidade de … Continuar a ler

Sangue do cordão umbilical revela-se benéfico em bebés prematuros

Estima-se que nasçam cerca de 15 milhões de bebés prematuros por ano, em todo o mundo. Apesar da evolução dos cuidados neonatais, muitas são as complicações que podem advir de um nascimento prematuro, principalmente pelo compromisso do desenvolvimento dos diferentes órgãos. O cérebro e os pulmões são dois dos órgãos mais afetados, podendo alguns prematuros sofrer sequelas para toda a vida.  Pelas suas propriedades regenerativas, anti-inflamatórias e imunomoduladoras, o sangue do cordão umbilical está a ser investigado para a prevenção de complicações associadas ao nascimento prematuro. Num estudo piloto, que incluiu 31 bebés prematuros, verificou-se que os que receberam uma infusão com as células estaminais do seu sangue do cordão umbilical (infusão autóloga) precisaram de suporte respiratório apenas durante metade do tempo, comparativamente aos restantes.  … Continuar a ler

Jovens atletas com lesão no joelho tratados com Células Estaminais

Foram recentemente divulgados dois casos de sucesso do tratamento de uma doença que afeta a articulação do joelho, sobretudo em jovens, utilizando uma técnica inovadora com células estaminais mesenquimais do sangue do cordão umbilical. A doença em causa designa-se por osteocondrite dissecante do joelho e acontece quando há uma degradação do osso que está abaixo da cartilagem do joelho, habitualmente afetando também esta cartilagem. O principal sintoma é dor na articulação e, se não for tratada, esta condição leva ao aparecimento precoce de osteoartrite, associada a dor e incapacidade crónicas. A origem da doença é geralmente desconhecida, podendo resultar, por exemplo, de um traumatismo. Recentemente publicado numa revista da especialidade de ortopedia, um artigo científico relata o tratamento de dois jovens atletas, de 16 e … Continuar a ler

Fecho de fístula broncopleural com recurso a células do tecido do cordão umbilical

A fístula broncopleural consiste numa comunicação anormal entre a árvore brônquica e o espaço interno da pleura (a membrana dupla que reveste os pulmões e o interior da cavidade torácica), através da qual o ar inspirado entra nesse espaço. É uma complicação grave que pode ocorrer após cirurgia pulmonar e está associada a uma taxa de mortalidade de 12.5% a 71.2%. O fecho de fístulas broncopleurais continua a ser um grande desafio e, embora várias abordagens terapêuticas tenham sido utilizadas, os resultados são comumente insatisfatórios. Assim, há necessidade urgente de novas estratégias para solucionar este problema. Na última década, foram publicados vários casos de sucesso da aplicação de células estaminais mesenquimais (MSCs) no fecho de fístulas broncopleurais, embora se desconheça o modo de ação destas … Continuar a ler

Infusão de células do cordão umbilical no tratamento de artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença crónica, autoimune em que o sistema imunitário (que naturalmente protege o organismo contra ataques de “substâncias estranhas”, como vírus e bactérias) ataca de forma anormal as articulações. Este ataque desencadeia um processo inflamatório, causando dor, inchaço, dano articular e incapacidade. O tratamento convencional da artrite reumatoide inclui abordagens farmacológicas e não farmacológicas (exercício físico, dieta, fisioterapia). As terapêuticas farmacológicas compreendem várias classes de medicamentos: anti-inflamatórios não-esteroides, fármacos modificadores da doença biológicos e não biológicos, imunossupressores e corticosteroides. Estes tratamentos têm contribuído para uma melhoria dos sintomas, no entanto, são poucos os doentes que não evidenciam sinais da doença sem a utilização destes fármacos. Para além disso, são tratamentos dispendiosos e que, em alguns casos, causam efeitos secundários severos. Por … Continuar a ler

Células do Sangue do Cordão Umbilical na Recuperação após Enfarte do Miocárdio

O enfarte agudo do miocárdio constitui atualmente uma das principais causas de morte nos países desenvolvidos. O enfarte do miocárdio, vulgarmente conhecido como “ataque cardíaco”, ocorre quando uma ou mais artérias que irrigam o músculo cardíaco (miocárdio) ficam obstruídas e o coração não recebe sangue e oxigénio nas quantidades de que necessita (isquémia). Nessas condições, as células da área afetada do coração morrem, comprometendo a sua função. Nas duas últimas décadas, tem-se assistido a uma redução significativa da taxa de mortalidade na população portuguesa por doenças cardiovasculares. No entanto, estas doenças são ainda a principal causa de morte em Portugal, e na União Europeia em geral. Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento do enfarte agudo do miocárdio, esta doença cardiovascular continua a ter grande … Continuar a ler

Células estaminais do tecido do cordão umbilical no tratamento de osteoartrite

A osteoartrite é a patologia articular mais comum e caracteriza-se pela degradação progressiva da cartilagem das articulações afetadas, resultando em perda de mobilidade e função articular. A osteoartrite pode afetar várias articulações, nomeadamente das mãos, pés, coluna vertebral, ancas e joelhos. Os sintomas manifestados por estes doentes incluem dor nas articulações afetadas, rigidez e limitação dos movimentos. A osteoartrite é mais prevalente entre a população idosa e está associada a um grau significativo de incapacidade e diminuição da qualidade de vida. Apesar do aumento global na incidência da osteoartrite, não existem tratamentos farmacológicos ou cirúrgicos eficazes na recuperação da estrutura original da cartilagem danificada. Alguns estudos indicam que a utilização de células estaminais poderá vir a constituir uma estratégia para tratar esta doença. Foi já … Continuar a ler