Células do Cordão Umbilical no tratamento de Artrite Reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença autoimune caracterizada por inflamação crónica e degeneração do osso e cartilagem das articulações, provocando edema (inchaço), dor e rigidez. Atinge três vezes mais mulheres do que homens e estima-se que afete cerca de 50 mil portugueses. Os fármacos atualmente utilizados nem sempre são eficazes no controlo da doença, pelo que é necessário encontrar outras soluções para estes doentes. Embora as causas da artrite reumatoide não estejam ainda totalmente esclarecidas, pensa-se que um dos fatores que mais contribui para esta patologia é a desregulação do sistema imunitário. Células Estaminais Mesenquimais reequilibram sistema imunitário As células estaminais mesenquimais (MSC), presentes na medula óssea, cordão umbilical, entre outros tecidos, possuem capacidades imunomoduladoras que podem ser aproveitadas para o tratamento de várias doenças … Continuar a ler

Tratamento inovador com células estaminais para Esclerose Múltipla

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença autoimune de caráter inflamatório, em que o sistema imunitário progressivamente destrói os circuitos nervosos do cérebro e espinal medula. A EM não tem cura, tratando-se de uma doença crónica, que pode levar a graves problemas motores, sensoriais e cognitivos, chegando a tornar-se incapacitante se não for adequadamente tratada. Para diminuir a frequência dos surtos e abrandar a progressão da doença, são utilizados medicamentos, nomeadamente corticosteroides, no entanto, estes não são capazes de reparar as lesões neuronais sofridas. Uma nova estratégia a ser testada para o tratamento da EM é a administração de células estaminais mesenquimais (MSC, de Mesenchymal Stem Cells). O potencial das MSC para tratar esta doença advém das suas propriedades anti-inflamatórias e da sua capacidade para … Continuar a ler

Novo tratamento para Lúpus Eritematoso Sistémico com células estaminais

O Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) é uma doença autoimune caracterizada pela produção de anticorpos contra o próprio organismo (auto-anticorpos), que podem danificar vários órgãos, incluindo rins, pulmões e sistema nervoso. As suas manifestações clínicas diferem muito de doente para doente e dependem, em grande medida, dos órgãos afetados. Alguns dos sintomas mais comuns são fadiga, febre, dores nas articulações e o típico eritema malar, uma lesão cutânea na face que faz lembrar as asas de uma borboleta. O LES é uma doença rara que afeta cerca de 0,07% da população portuguesa, sobretudo mulheres em idade reprodutiva, e tem um impacto significativo na sua qualidade de vida. Pode apresentar-se como uma doença de evolução progressiva, com persistência constante dos sintomas ou, por outro lado, pode evoluir … Continuar a ler

Células do Tecido do Cordão Umbilical no Tratamento de Púrpura Trombocitopénica Imune

Embora seja considerada uma doença autoimune de prognóstico geralmente favorável, alguns doentes com Púrpura Trombocitopénica Imune (PTI) não respondem aos tratamentos de primeira e segunda linha, ficando sujeitos à ocorrência de hemorragias graves. O potencial das células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical está a ser testado para o tratamento destes doentes. A PTI caracteriza-se por uma taxa anormalmente elevada de destruição das plaquetas (células sanguíneas responsáveis pela coagulação), que ocorre no baço. Os doentes com PTI apresentam trombocitopenia persistente (baixa contagem de plaquetas no sangue), tendo por isso maior tendência para a ocorrência de hemorragias. A PTI apresenta um espetro clínico alargado: desde um processo assintomático, sem necessidade de tratamento exigindo apenas vigilância do doente, ou pode tornar‑se numa situação crónica grave, com … Continuar a ler

Transplantação com Células Estaminais no tratamento de Esclerose Múltipla

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória crónica do sistema nervoso central (cérebro e espinal medula) que afeta cerca de 2.5 milhões de pessoas em todo o mundo. Manifesta-se geralmente no início da idade adulta, sendo que as mulheres têm uma probabilidade cerca de 3 vezes maior de desenvolver a doença. Trata-se de uma doença autoimune em que o sistema imunitário ataca as células do sistema nervoso central da própria pessoa, levando a um processo de neurodegeneração. Os sintomas típicos dos doentes com EM são perda de força muscular, rigidez, problemas com o andar e o equilíbrio e dor crónica. Estes doentes podem também manifestar fadiga, tonturas e problemas de visão. As opções terapêuticas convencionais são geralmente eficazes na redução da frequência e severidade … Continuar a ler

Esclerose múltipla – Transplante de células estaminais VS terapias convencionais

A esclerose múltipla é a mais comum das doenças desmielinizantes, sendo caracterizada pela localização de múltiplas placas de desmielinização na substância branca encefálica e medular. Estas placas são lesões que resultam do “ataque” do sistema imunológico do próprio doente à mielina (substância que protege as fibras nervosas). As lesões causam sinais e sintomas neurológicos intermitentes que, com a evolução da doença se vão progressivamente agravando. Esta é uma doença autoimune, crónica, que ainda não tem cura. O transplante de células estaminais hematopoiéticas tem sido realizado, em contexto de ensaios clínicos, no tratamento de várias doenças autoimunes com o objetivo de reiniciar o sistema imunitário, anulando o “ataque” das células do próprio individuo. Segundo o EBMT (Europeean Group for Blood and Marrow Transplantation), em todo o … Continuar a ler