Menino de 7 anos, com doença fatal, salvo com pele produzida a partir de células estaminais

Pela primeira vez, enxertos de pele geneticamente modificados foram utilizados para cobrir 80% da superfície do corpo de uma criança com epidermólise bolhosa. Cerca de dois anos depois deste procedimento, o menino encontra-se bem, vai à escola e joga à bola como as outras crianças da sua idade. A epidermólise bolhosa é uma doença genética rara causada por defeitos em proteínas que ligam a epiderme (a parte superficial da pele) à derme (a camada intermédia da pele). Esta doença caracteriza-se por uma fragilidade extrema da pele, com formação de bolhas ao mínimo estímulo. Os doentes veem as suas atividades diárias muito restringidas, de forma a minimizar os ferimentos que delas advêm e têm que suportar continuamente a dor associada à presença constante de feridas na … Continuar a ler

Tratamento de queimaduras graves com recurso a células estaminais mesenquimais

As queimaduras são lesões muito frequentes que afetam, anualmente, milhões de pessoas. A sua extensão e profundidade determinam a severidade da lesão e o tipo de cuidados a ter a nível hospitalar. No caso de queimaduras profundas, a principal preocupação é o restabelecimento da barreira cutânea, para evitar desidratação e infeção por agentes patogénicos. Atualmente, é possível fazer enxertos de pele para cobrir as áreas lesadas e ajudar à regeneração dos tecidos, no entanto, se se tratar de uma região muito extensa, pode ser difícil cobrir toda a área. O Hospital Coromoto, em Maracaibo, na Venezuela, em colaboração com o Instituto Venezolano de Investigaciones Científicas, está a levar a cabo um projeto experimental para o tratamento de feridas resultantes de queimaduras graves, utilizando uma metodologia que … Continuar a ler