Autorizado tratamento da Paralisia Cerebral e Autismo com Sangue do Cordão Umbilical nos EUA

O centro médico da Universidade de Duke, nos EUA, recebeu recentemente autorização da Food and Drug Administration (FDA) para tratar crianças diagnosticadas com várias doenças neurológicas utilizando sangue do cordão umbilical autólogo (do próprio) ou de um irmão compatível. Esta autorização surge no seguimento de vários ensaios clínicos realizados na Universidade de Duke, que demonstraram que o tratamento com sangue do cordão umbilical é seguro e pode ter efeitos benéficos em crianças com vários tipos de doenças neurológicas, como paralisia cerebral, Perturbações do Espetro do Autismo, hidrocefalia, apraxia da fala e situações de lesão cerebral por anóxia ou hipóxia-isquémia, resultantes de um deficiente fornecimento de oxigénio ao cérebro. Na tentativa de encontrar uma solução terapêutica para estes doentes, investigadores da Universidade de Duke têm trabalhado … Continuar a ler

Células Estaminais Mesenquimais do Cordão Umbilical no Tratamento de Artrite Idiopática Juvenil

A artrite idiopática juvenil (AIJ), também conhecida como artrite reumatoide juvenil, é o tipo mais comum de artrite em crianças com idades inferiores a 16 anos. A AIJ provoca dores persistentes nas articulações, edema e rigidez e, devido à falta de tratamento eficaz, pode provocar complicações graves, como problemas no crescimento e inflamação ocular. Os objetivos principais do tratamento da AIJ são: reduzir a dor, suprimir o processo inflamatório e evitar lesões nas articulações. As células estaminais mesenquimais (MSC) têm um elevado potencial para a medicina regenerativa, dado que se conseguem diferenciar em múltiplas linhagens celulares (incluindo células do osso e da cartilagem, entre outras), têm elevada capacidade de migração e são capazes de regular a atividade do sistema imunitário e a reparação de tecidos … Continuar a ler

Demonstrada segurança clínica um ano após o primeiro transplante de células pluripotentes induzidas

As células pluripotentes induzidas (iPSCs) são células estaminais pluripotentes geradas diretamente a partir de células adultas. O interesse terapêutico destas células baseia-se, entre outros, no facto de o recurso a este tipo de células poder permitir a sua utilização em medicina regenerativa. O primeiro estudo clínico do mundo a usar iPSCs iniciou-se há um ano atrás, no Japão, com o transplante de células da retina produzidas a partir de iPSCs da própria doente. Foi recentemente noticiado que a doente submetida a esta cirurgia se encontra bem, de acordo com os investigadores envolvidos no transplante, o que demonstra, até agora, a segurança do tratamento. Sendo este o primeiro estudo clínico envolvendo a administração de iPSCs em humanos, tinha como principal objetivo confirmar a segurança destas células … Continuar a ler

Obtido o primeiro membro em laboratório com potencial para ser transplantado – estudo em modelo animal

Um grupo de cientistas conseguiu obter em laboratório um membro posterior de rato totalmente orgânico dando mais um passo na área da medicina regenerativa para obtenção de órgãos completos. Em todo o mundo existirão mais de 20 milhões de doentes amputados. A utilização de próteses mecânicas é uma opção para muitos destes doentes que, apesar de poderem ser altamente sofisticadas, apresentam algumas limitações, quer a nível funcional, quer a nível estético. A partir de 1998 o transplante de mão de um dador tornou-se uma opção para alguns destes doentes, tendo até ao momento sido realizados cerca de 70 transplantes. No entanto, apesar de os resultados serem positivos, os riscos e efeitos secundários do transplante e a imunossupressão contínua levantam vários problemas. A obtenção de um … Continuar a ler

Tecidos obtidos em laboratório transplantados com sucesso em humanos

Médicos e cientistas ambicionam que a medicina regenerativa possa constituir um tratamento alternativo para a substituição ou reconstrução de tecidos e orgãos. Muita investigação tem sido desenvolvida nesta área e alguns avanços tem sido publicados, quer em laboratório, quer em humanos. Neste contexto foram publicados dois artigos científicos que revelam grandes avanços na área da medicina regenerativa. Um artigo descreve a reconstrução do Nariz em 5 doentes e outro a reconstrução de vaginas em 4 adolescentes. Integrados num ensaio clinico de fase I, 5 doentes foram submetidos a uma cirurgia de reconstrução do nariz após lhes ter sido removido uma porção deste devido a um cancro de pele. Foram isoladas células do nariz (especificamente do septo nasal) de cada doente, que foram colocadas em cultura … Continuar a ler