Ensaio clínico pioneiro com células mesenquimais para regeneração ocular

Investigadores da Universidade de Valladolid, Espanha, realizaram um ensaio clínico pioneiro, no qual transplantaram células estaminais mesenquimais (MSC, de Mesenchymal Stem Cells) da medula óssea em doentes com insuficiência límbica, uma doença ocular que afeta a regeneração da córnea. Frequentemente causada por traumatismo ocular térmico ou químico, a insuficiência límbica caracteriza-se pela ausência parcial ou total das células estaminais do olho responsáveis pela renovação da córnea, processo essencial para manter uma visão saudável. Podendo levar à cegueira em casos extremos, esta doença começa por originar sintomas como dor, visão turva, irritação ocular ou intolerância às lentes de contacto. As técnicas mais recentes para o tratamento desta patologia envolvem o transplante de células estaminais de um olho saudável para o olho doente. No entanto, este método … Continuar a ler

Ensaio Clínico Europeu avalia Tratamento de Fraturas Ósseas com Recurso a Células Estaminais

O projeto, cujo financiamento pela União Europeia excede os 6 milhões de euros, visa a realização de um ensaio clínico para avaliar a segurança e a eficácia da utilização de células estaminais derivadas de medula óssea para o tratamento de fraturas de ossos longos de difícil recuperação. O Hospital Universitário La Paz, em Madrid, lidera este projeto internacional, denominado Orthounion, que conta com a colaboração de 20 hospitais europeus, localizados na Alemanha, França, Itália e Espanha. Utilização conjunta de Células Estaminais de Medula Óssea e um biomaterial cerâmico no tratamento de fraturas ósseas Em determinados casos de fratura dos ossos longos, há necessidade de proceder a um enxerto ósseo autólogo (autoenxerto), em que é retirada uma porção de osso do próprio doente e depois colocada … Continuar a ler

Segurança e Eficácia de Células Estaminais do Tecido do Cordão Umbilical em Doentes com Colite Ulcerosa – Resultados de um Ensaio Clínico

A colite ulcerosa é uma doença crónica em que o intestino grosso inflama e ulcera, provocando diarreia com sangue, cólicas e febre. A sua causa é desconhecida, mas podem contribuir para esta perturbação fatores como a hereditariedade e uma resposta imune intestinal exacerbada. Atualmente não existe cura para a colite ulcerosa e os tratamentos disponíveis permitem apenas melhorar as queixas e manter os doentes sem sintomas durante longos períodos de tempo, existindo uma necessidade urgente de opções terapêuticas para curar esta doença inflamatória do intestino. Pelo efeito imunomodulador e capacidade de reparação de tecidos, as MSC podem constituir opção para tratar a colite ulcerosa As células estaminais mesenquimais (MSC) podem ser isoladas a partir do tecido do cordão umbilical e de outros tecidos (medula óssea, … Continuar a ler

Anunciados resultados de novo ensaio clínico com células estaminais da medula óssea para tratar Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

A empresa BrainStorm Cell Therapeutics anunciou recentemente os resultados de um ensaio clínico desenvolvido nos EUA para testar a utilização de células mesenquimais de medula óssea autóloga (dos próprios), em doentes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Em Janeiro apresentámos os resultados de dois ensaios clínicos que envolviam a utilização de células estaminais mesenquimais produtoras de fatores neurotróficos (células NurOwn), obtidas a partir de células mesenquimais de medula óssea autóloga, para o tratamento de ELA. Estes ensaios clínicos tinham sido desenvolvidos em Israel, numa parceria entre a empresa BrainStorm Cell Therapeutics e a organização médica Hadassad. Os resultados publicados demonstravam que a infusão de células NurOwn era um procedimento seguro e bem tolerado e sugeriam potencial eficácia.   Células estaminais mesenquimais modificadas (NurOwn) com resultados positivos em … Continuar a ler

Ensaio clínico estuda o potencial das células estaminais para tratamento de lesões do joelho

A osteoartrite (ou artrose) do joelho é uma das condições degenerativas do joelho mais comuns, afetando 3 a 4 % da população global e é, em muitos casos, responsável pelo absentismo e qualidade de vida diminuída. O recurso à cirurgia de substituição do joelho permite recuperar mobilidade, no entanto, como as próteses têm uma duração limitada, obrigam muitas vezes a adiar a intervenção. Nos EUA, são realizadas anualmente cerca de 700 000 cirurgias de substituição do joelho. Com o objectivo de evitar ou adiar o recurso a esta cirurgia, foi iniciado um ensaio clínico para avaliar o potencial de células estaminais da medula óssea no tratamento de lesões do joelho. Este Ensaio Clínico pretende utilizar um procedimento desenvolvido por uma empresa de biotecnologia (o Regenexx … Continuar a ler

Vantagens e limitações do sangue do cordão umbilical relativamente à medula óssea/sangue periférico

Desde o sucesso do primeiro transplante com sangue do cordão umbilical (SCU), em 1988, foram já realizados mais de 30.000 transplantes, cerca de 75% dos quais nos últimos seis anos. Estes valores demonstram a crescente adoção do SCU como opção terapêutica e para isso muito contribuem as vantagens que o SCU apresenta face a outras fontes de células estaminais hematopoiéticas: medula óssea e sangue periférico. Entre as principais vantagens destacam-se as seguintes: – O SCU contém um maior número de células estaminais hematopoiéticas por unidade de volume, quando comparado com o sangue periférico ou com a medula óssea (cerca de 10 vezes mais – Apresenta menor risco de doença do enxerto contra hospedeiro (GVHD), uma complicação grave que pode ocorrer após um transplante hematopoiético – … Continuar a ler