Sangue do Cordão Umbilical no Tratamento de Perda Auditiva Adquirida

A perda auditiva neurossensorial decorre da perda de células sensoriais auditivas da cóclea (ouvido interno). Mundialmente, existem mais de 270 milhões de pessoas afetadas por esta patologia. Em crianças, na maioria dos casos, a perda auditiva é adquirida (isto é, surge após o nascimento) e está associada a prematuridade, infeções virais ou bacterianas, exposição a ruídos ou a medicamentos tóxicos para o ouvido. O sentido da audição é crucial para o desenvolvimento da fala e da linguagem, pelo que é importante que uma eventual perda auditiva seja diagnosticada o mais precocemente possível. Atualmente, não existem tratamentos que reparem este problema. Os aparelhos auditivos e os implantes cocleares têm sido usados para melhorar os sintomas, mas não revertem a doença. Assim, na tentativa de reverter os … Continuar a ler

Infusão de células do cordão umbilical no tratamento de artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença crónica, autoimune em que o sistema imunitário (que naturalmente protege o organismo contra ataques de “substâncias estranhas”, como vírus e bactérias) ataca de forma anormal as articulações. Este ataque desencadeia um processo inflamatório, causando dor, inchaço, dano articular e incapacidade. O tratamento convencional da artrite reumatoide inclui abordagens farmacológicas e não farmacológicas (exercício físico, dieta, fisioterapia). As terapêuticas farmacológicas compreendem várias classes de medicamentos: anti-inflamatórios não-esteroides, fármacos modificadores da doença biológicos e não biológicos, imunossupressores e corticosteroides. Estes tratamentos têm contribuído para uma melhoria dos sintomas, no entanto, são poucos os doentes que não evidenciam sinais da doença sem a utilização destes fármacos. Para além disso, são tratamentos dispendiosos e que, em alguns casos, causam efeitos secundários severos. Por … Continuar a ler

Células do cordão umbilical no tratamento de lesões cerebrais em prematuros

Segundo a Organização Mundial de Saúde, todos os anos nascem cerca de 15 milhões de bebés prematuros (antes das 37 semanas de gestação). Em Portugal a taxa de prematuridade ronda os 8%. No cérebro e na espinal medula, existe uma “massa” denominada substância branca que é composta por células com função de suporte e nutrição dos neurónios, e por prolongamentos de neurónios revestidos com uma substância isolante (mielina) que aumenta a velocidade de transmissão dos impulsos nervosos. Esta “massa” é responsável pela transmissão de mensagens entre diferentes regiões cerebrais e, geralmente, entre a 26ª e 34ª semana de gestação encontra-se mais sensível. Por esta razão, os prematuros apresentam um elevado risco de lesão cerebral, particularmente de lesão da substância branca, que pode ocorrer durante a … Continuar a ler

Crianças com paralisia cerebral tratadas com células estaminais do cordão umbilical

A paralisia cerebral é uma perturbação motora causada por uma lesão neurológica que geralmente acontece antes ou na altura do parto e estima-se que afete entre 2-3 por cada 1.000 recém-nascidos. Atualmente, alguns fármacos e fisioterapia são utilizados para o tratamento dos sintomas de paralisia cerebral, como rigidez muscular, fraqueza e descoordenação motora, no entanto estes têm demonstrado eficácia limitada. Uma nova abordagem terapêutica com potencial para alcançar melhores resultados neste contexto é a utilização de células estaminais mesenquimais (MSC, do inglês Mesenchymal Stem Cells). Pensa-se que estas células libertam substâncias que têm um efeito anti-inflamatório e que promovem a regeneração do tecido cerebral lesionado, podendo, desta forma, melhorar os sintomas associados à paralisia cerebral. As MSC podem ser isoladas, entre outras fontes, a partir … Continuar a ler

Transplante de Sangue do Cordão Umbilical entre irmãos cura Anemia Falciforme

Uma criança de oito anos com anemia falciforme foi curada após transplante hematopoiético com a amostra de sangue do cordão umbilical do seu irmão mais novo, que tinha sido guardada num banco familiar. A anemia falciforme é uma doença hereditária que afeta a forma dos glóbulos vermelhos. Os glóbulos vermelhos normais e saudáveis têm forma circular em disco, enquanto os glóbulos vermelhos dos doentes com anemia falciforme têm forma de foice ou de crescente. Os glóbulos vermelhos em forma de foice tendem a unir-se em agregados, provocando bloqueio em vasos sanguíneos de pequeno calibre (capilares). O bloqueio dos capilares reduz o fluxo sanguíneo aos tecidos e pode conduzir a crises de dor, infeções, lesões no baço, nos rins, no cérebro, nos ossos e noutros órgãos … Continuar a ler

Sangue do cordão umbilical autólogo no tratamento do autismo

Atualmente, as Perturbações do Espetro do Autismo (PEA) afetam cerca de 60 em cada 10.000 crianças em todo o mundo e incluem um conjunto heterogéneo de disfunções de ordem neurológica, caracterizadas por alterações no normal desenvolvimento da criança, nomeadamente ao nível da comunicação, linguagem, comportamento e interação social. Pensa-se que os sintomas das PEA possam estar associados a uma falha na comunicação integrativa entre várias áreas do cérebro e o seu aparecimento se deve à conjugação de uma multiplicidade de fatores, relacionados com predisposição genética, exposição a determinados estímulos ambientais e desregulação imunológica. A incidência das PEA tem vindo a aumentar ao longo das últimas décadas e estima-se que, em Portugal, o autismo afete cerca de 1 em cada 1.000 crianças em idade escolar. Apesar … Continuar a ler

Células estaminais do tecido do cordão umbilical diminuem lesão neurológica em paralisia cerebral

A paralisia cerebral resulta de uma lesão neurológica que acontece geralmente durante a gestação ou na altura do nascimento e está associada a um amplo conjunto de sintomas, desde limitações físicas praticamente impercetíveis até alterações profundas a nível cognitivo. Atualmente a paralisia cerebral afeta cerca de dois a três em cada 1.000 recém‑nascidos, não existindo ainda uma solução eficaz para o seu tratamento. Os resultados de vários trabalhos de investigação divulgados nos últimos anos sugerem que a utilização de células estaminais pode vir a constituir uma opção de tratamento para atenuar os sintomas da paralisia cerebral. Para além do sangue do cordão umbilical, que tem demonstrado resultados promissores em ensaios clínicos, com dezenas de crianças com paralisia cerebral já infundidas, também o tecido do cordão … Continuar a ler

Autorizado tratamento da Paralisia Cerebral e Autismo com Sangue do Cordão Umbilical nos EUA

O centro médico da Universidade de Duke, nos EUA, recebeu recentemente autorização da Food and Drug Administration (FDA) para tratar crianças diagnosticadas com várias doenças neurológicas utilizando sangue do cordão umbilical autólogo (do próprio) ou de um irmão compatível. Esta autorização surge no seguimento de vários ensaios clínicos realizados na Universidade de Duke, que demonstraram que o tratamento com sangue do cordão umbilical é seguro e pode ter efeitos benéficos em crianças com vários tipos de doenças neurológicas, como paralisia cerebral, Perturbações do Espetro do Autismo, hidrocefalia, apraxia da fala e situações de lesão cerebral por anóxia ou hipóxia-isquémia, resultantes de um deficiente fornecimento de oxigénio ao cérebro. Na tentativa de encontrar uma solução terapêutica para estes doentes, investigadores da Universidade de Duke têm trabalhado … Continuar a ler

Sangue do Cordão Umbilical melhora Capacidades Motoras em Crianças com Paralisia Cerebral

A paralisia cerebral é a perturbação motora mais prevalente da infância, afetando dois a três em cada 1.000 recém-nascidos. A paralisia cerebral resulta geralmente de uma lesão cerebral in utero ou perinatal, como uma lesão hipóxica, hemorragia ou acidente vascular cerebral. As crianças afetadas podem apresentar diferentes graus de deficiências funcionais, que vão de limitações ligeiras das capacidades motoras avançadas até automobilidade severamente limitada, resultando em incapacidade de autonomia e independência. Em modelos animais de lesão cerebral isquémica e paralisia cerebral a administração de células do sangue do cordão umbilical foi capaz de melhorar a função motora. Os resultados destes estudos sugerem que as células do sangue do cordão umbilical sinalizam células endógenas a promover o processo de reparação. Assim, alguns investigadores colocaram a hipótese … Continuar a ler

Transplante de Sangue do Cordão Umbilical entre irmãs para o tratamento de Leucemia Linfoblástica Aguda

Elham, uma menina iraniana de 12 anos, foi diagnosticada em 2014 com leucemia linfoblástica aguda (LLA), um tipo de cancro que se caracteriza pela produção excessiva de glóbulos brancos imaturos, interferindo com as funções vitais do organismo. Por altura do diagnóstico, a mãe de Elham descobriu que estava grávida de uma menina, Fatima, que viria a ser a chave para o sucesso do tratamento da irmã mais velha. Atualmente, o sangue do cordão umbilical é utilizado para tratar mais de 80 doenças, nomeadamente leucemias, linfomas, anemias, hemoglobinopatias e imunodeficiências congénitas. Tal como a medula óssea, o sangue do cordão umbilical pode ser utilizado em transplantes hematopoiéticos para reconstituir o sistema sanguíneo e imunitário destes doentes. O maior entrave à realização de transplantes hematopoiéticos é encontrar … Continuar a ler