Células derivadas de sangue do cordão umbilical no tratamento da diabetes

A diabetes é uma das doenças crónicas mais prevalentes a nível mundial, afetando mais de 366 milhões de pessoas, estimando-se que possa chegar aos 552 milhões em 2030, segundo a Federação Internacional da Diabetes. O número de doentes diabéticos tem vindo a aumentar, devido a vários fatores, como o envelhecimento da população, o sedentarismo e a obesidade. Devido aos níveis aumentados de glicose (açúcar) no sangue, os diabéticos têm maior probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, problemas renais, oculares, entre outros. Preocupante, também, é o rápido aumento do número de crianças diagnosticadas com diabetes tipo 1 e tipo 2. A diabetes é, neste momento, um grave problema de saúde à escala global, que obriga à mobilização de esforços para encontrar abordagens terapêuticas inovadoras, apesar dos grandes … Continuar a ler

Transplantes de Sangue do Cordão Umbilical em crianças com Leucemia Mieloide Aguda

A Leucemia Mieloide Aguda (LMA) é uma doença maligna do sangue que resulta do crescimento descontrolado de glóbulos brancos imaturos da linhagem mieloide na medula óssea. Este processo impede a produção normal de células sanguíneas, dando origem a sintomas como anemia, infeções, fadiga, hemorragias e febre. As abordagens terapêuticas atualmente disponíveis para o seu tratamento incluem quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e transplante hematopoiético (i.e., com células estaminais hematopoiéticas, formadoras de células sanguíneas). De acordo com a American Cancer Society, só nos EUA são diagnosticados cerca de 20.000 novos casos de LMA todos os anos. Transplantes pediátricos de sangue do cordão umbilical para LMA obtêm bons resultados Apesar de ser mais frequente em adultos, a LMA pode também ocorrer em crianças, representando pouco menos de um quarto … Continuar a ler

Células estaminais multiplicadas em laboratório transplantadas com sucesso

Trinta e seis doentes foram transplantados com sangue do cordão umbilical expandido em laboratório para tratar doenças hemato-oncológicas, com resultados positivos. Nos últimos 30 anos, o sangue do cordão umbilical tem permitido que doentes com imunodeficiências, doenças metabólicas e doenças do sangue que necessitam de um transplante hematopoiético (transplante de células estaminais hematopoiéticas, i.e., capazes de originar células do sangue) e não têm dador de medula óssea compatível possam ter uma hipótese de cura. O maior desafio na área da transplantação com sangue do cordão umbilical é o tratamento de doentes com maior peso corporal, que tem sido ultrapassado usando duas unidades de sangue do cordão umbilical, quando necessário. No entanto, esta modalidade de tratamento está associada a custos e tempos de recuperação superiores. Por … Continuar a ler

Sangue do cordão umbilical aumenta a conectividade cerebral em crianças autistas

As Perturbações do Espetro do Autismo (PEA) englobam uma gama de transtornos do desenvolvimento infantil caracterizadas por déficits na comunicação e interação social e pela presença de interesses restritos e comportamentos repetitivos. Desde os anos 90, a incidência de autismo tem vindo a aumentar em todo o mundo, atingindo atualmente cerca de 60 em cada 10.000 crianças, com predomínio no sexo masculino. Em Portugal, estima-se que o autismo afete cerca de 1 em cada 1.000 crianças em idade escolar. A abordagem terapêutica atualmente usada para tratar PEA inclui terapia ocupacional, comportamental e da fala, bem como medicação destinada a controlar os sintomas associados. As PEA resultam de alterações no normal desenvolvimento cerebral e, embora se desconheçam os mecanismos exatos que levam ao seu aparecimento, vários … Continuar a ler

Sangue do Cordão Umbilical no Tratamento de Perda Auditiva Adquirida

A perda auditiva neurossensorial decorre da perda de células sensoriais auditivas da cóclea (ouvido interno). Mundialmente, existem mais de 270 milhões de pessoas afetadas por esta patologia. Em crianças, na maioria dos casos, a perda auditiva é adquirida (isto é, surge após o nascimento) e está associada a prematuridade, infeções virais ou bacterianas, exposição a ruídos ou a medicamentos tóxicos para o ouvido. O sentido da audição é crucial para o desenvolvimento da fala e da linguagem, pelo que é importante que uma eventual perda auditiva seja diagnosticada o mais precocemente possível. Atualmente, não existem tratamentos que reparem este problema. Os aparelhos auditivos e os implantes cocleares têm sido usados para melhorar os sintomas, mas não revertem a doença. Assim, na tentativa de reverter os … Continuar a ler

Infusão de células do cordão umbilical no tratamento de artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença crónica, autoimune em que o sistema imunitário (que naturalmente protege o organismo contra ataques de “substâncias estranhas”, como vírus e bactérias) ataca de forma anormal as articulações. Este ataque desencadeia um processo inflamatório, causando dor, inchaço, dano articular e incapacidade. O tratamento convencional da artrite reumatoide inclui abordagens farmacológicas e não farmacológicas (exercício físico, dieta, fisioterapia). As terapêuticas farmacológicas compreendem várias classes de medicamentos: anti-inflamatórios não-esteroides, fármacos modificadores da doença biológicos e não biológicos, imunossupressores e corticosteroides. Estes tratamentos têm contribuído para uma melhoria dos sintomas, no entanto, são poucos os doentes que não evidenciam sinais da doença sem a utilização destes fármacos. Para além disso, são tratamentos dispendiosos e que, em alguns casos, causam efeitos secundários severos. Por … Continuar a ler

Células do cordão umbilical no tratamento de lesões cerebrais em prematuros

Segundo a Organização Mundial de Saúde, todos os anos nascem cerca de 15 milhões de bebés prematuros (antes das 37 semanas de gestação). Em Portugal a taxa de prematuridade ronda os 8%. No cérebro e na espinal medula, existe uma “massa” denominada substância branca que é composta por células com função de suporte e nutrição dos neurónios, e por prolongamentos de neurónios revestidos com uma substância isolante (mielina) que aumenta a velocidade de transmissão dos impulsos nervosos. Esta “massa” é responsável pela transmissão de mensagens entre diferentes regiões cerebrais e, geralmente, entre a 26ª e 34ª semana de gestação encontra-se mais sensível. Por esta razão, os prematuros apresentam um elevado risco de lesão cerebral, particularmente de lesão da substância branca, que pode ocorrer durante a … Continuar a ler

Crianças com paralisia cerebral tratadas com células estaminais do cordão umbilical

A paralisia cerebral é uma perturbação motora causada por uma lesão neurológica que geralmente acontece antes ou na altura do parto e estima-se que afete entre 2-3 por cada 1.000 recém-nascidos. Atualmente, alguns fármacos e fisioterapia são utilizados para o tratamento dos sintomas de paralisia cerebral, como rigidez muscular, fraqueza e descoordenação motora, no entanto estes têm demonstrado eficácia limitada. Uma nova abordagem terapêutica com potencial para alcançar melhores resultados neste contexto é a utilização de células estaminais mesenquimais (MSC, do inglês Mesenchymal Stem Cells). Pensa-se que estas células libertam substâncias que têm um efeito anti-inflamatório e que promovem a regeneração do tecido cerebral lesionado, podendo, desta forma, melhorar os sintomas associados à paralisia cerebral. As MSC podem ser isoladas, entre outras fontes, a partir … Continuar a ler

Transplante de Sangue do Cordão Umbilical entre irmãos cura Anemia Falciforme

Uma criança de oito anos com anemia falciforme foi curada após transplante hematopoiético com a amostra de sangue do cordão umbilical do seu irmão mais novo, que tinha sido guardada num banco familiar. A anemia falciforme é uma doença hereditária que afeta a forma dos glóbulos vermelhos. Os glóbulos vermelhos normais e saudáveis têm forma circular em disco, enquanto os glóbulos vermelhos dos doentes com anemia falciforme têm forma de foice ou de crescente. Os glóbulos vermelhos em forma de foice tendem a unir-se em agregados, provocando bloqueio em vasos sanguíneos de pequeno calibre (capilares). O bloqueio dos capilares reduz o fluxo sanguíneo aos tecidos e pode conduzir a crises de dor, infeções, lesões no baço, nos rins, no cérebro, nos ossos e noutros órgãos … Continuar a ler