24 Fevereiro, 20168 Agosto, 2016 Transplante autólogo de sangue do cordão umbilical no tratamento de anemia aplástica Foi recentemente realizado, no Irão, um transplante autólogo (dador e doente são a mesma pessoa) de células estaminais hematopoiéticas de sangue do cordão umbilical para tratar uma criança com anemia aplástica. Este foi o 12º transplante autólogo de sangue do cordão umbilical realizado em todo o mundo para tratar esta doença. Aos 6 anos, o menino foi diagnosticado com anemia aplástica, uma situação clínica em que a medula óssea não produz quantidades adequadas de células sanguíneas (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas), e que pode ser fatal devido à ocorrência de hemorragias e infeções. O tratamento desta doença passa normalmente pelo transplante hematopoiético alogénico (no qual os doentes recebem células estaminais hematopoiéticas de um dador). No caso desta criança não foi encontrado um dador compatível … Continuar a ler
10 Março, 20158 Agosto, 2016 Ensaio clinico com tratamento pioneiro utilizando dois tipos de células estaminais de cordão umbilical para o tratamento da Paralisia Cerebral Foi recentemente anunciado o lançamento de um novo ensaio clinico utilizando um tratamento inovador para a Paralisia Cerebral. Este ensaio clinico envolverá vários centros clínicos e irá averiguar a segurança e eficácia da infusão dupla de dois tipos de células estaminais autólogas derivadas de sangue e tecido do cordão umbilical. O ensaio clinico irá utilizar uma amostra de sangue do cordão umbilical e uma amostra de células mesenquimais de tecido do cordão umbilical expandida ex-vivo. Atualmente existem vários estudos clínicos internacionais centrados no uso de células estaminais do cordão umbilical para o tratamento da paralisia cerebral, mas a utilização das células mesenquimais do tecido e do sangue do cordão umbilical em conjunto é uma novidade. A Paralisia Cerebral resulta de uma lesão ou anomalia no … Continuar a ler
9 Fevereiro, 20158 Agosto, 2016 Foi realizado com sucesso o primeiro transplante com uma unidade criopreservada de sangue de cordão umbilical (SCU) expandido A Gamida Cell Ltd. anunciou recentemente o primeiro transplante com uma amostra criopreservada do seu produto derivado de sangue do cordão umbilical – NiCord®. Esta empresa, com sede em Israel, tem apostado na expansão de células estaminais de sangue do cordão umbilical (aumento do número de células) para permitir o acesso a esta fonte de células estaminais a mais doentes, ultrapassando a limitação do número de células existente em cada amostra de SCU. No ano passado publicaram os resultados de um ensaio clinico, utilizando um produto que resulta da expansão de uma amostra de sangue do cordão umbilical através de uma tecnologia própria, ao qual deram a designação de NiCord®. Os resultados publicados foram muito positivos, demonstrando que o NiCord® potencia um maior sucesso dos … Continuar a ler
24 Janeiro, 2014 Vantagens e limitações do sangue do cordão umbilical relativamente à medula óssea/sangue periférico Desde o sucesso do primeiro transplante com sangue do cordão umbilical (SCU), em 1988, foram já realizados mais de 30.000 transplantes, cerca de 75% dos quais nos últimos seis anos. Estes valores demonstram a crescente adoção do SCU como opção terapêutica e para isso muito contribuem as vantagens que o SCU apresenta face a outras fontes de células estaminais hematopoiéticas: medula óssea e sangue periférico. Entre as principais vantagens destacam-se as seguintes: – O SCU contém um maior número de células estaminais hematopoiéticas por unidade de volume, quando comparado com o sangue periférico ou com a medula óssea (cerca de 10 vezes mais – Apresenta menor risco de doença do enxerto contra hospedeiro (GVHD), uma complicação grave que pode ocorrer após um transplante hematopoiético – … Continuar a ler
18 Dezembro, 2013 Investigação em Portugal na área das Células Estaminais A investigação científica em células estaminais (CE) tem evoluído consideravelmente e muitos estudos estão inclusive a desenrolar-se bem perto das nossas casas, em laboratórios portugueses. São vários os grupos, de norte a sul do país, que fazem investigação na área das CE, focando o seu trabalho em temas como: as células estaminais embrionárias, células estaminais adultas de várias fontes, células estaminais cancerígenas, a importância das CE nas doenças neurodegenerativas, na engenharia de tecidos e na medicina regenerativa, a expansão de células estaminais, entre outros. O interesse nesta área é tal que em 2004 cerca de 70 investigadores portugueses decidiram fundar a Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular (SPCE-TC). Esta sociedade congrega cientistas portugueses que trabalham, em Portugal e no estrangeiro, em várias instituições … Continuar a ler
23 Setembro, 2013 Vale a pena guardar as células estaminais do segundo filho? Quando chega a segunda gravidez, a maioria dos pais que optou por criopreservar a amostra de sangue do cordão umbilical (SCU) do primeiro filho, pondera se será necessário guardar também a amostra do segundo. É importante que os pais saibam que a nova amostra de SCU poderá ser útil quer para o próprio quer para um irmão desta criança. São vários os exemplos de casos de crianças que foram transplantadas com amostras de SCU de irmãos. O primeiro transplante de SCU foi realizado em 1988, em França, para tratar uma criança de 5 anos com Anemia de Fanconi (doença congénita causada por uma deficiência na medula óssea que impede a produção de células sanguíneas normais) com uma amostra de SCU de uma irmã compatível. O … Continuar a ler
19 Setembro, 2013 Utilização Autóloga de Sangue do Cordão Umbilical em Crianças com Paralisia Cerebral Desde 1988, altura em que se realizou, em Paris, o primeiro transplante de sangue do cordão umbilical, que esta fonte de células estaminais tem sido usada no tratamento de várias doenças. Recentemente, o potencial das células do sangue do cordão umbilical tem vindo a ser testado em áreas da medicina, como a Diabetes Tipo 1 e Paralisia Cerebral, com resultados promissores. Desde Maio de 2009 que a Universidade de Duke, no estado norte-americano da Carolina do Norte, tem aceitado a inclusão de crianças portuguesas com paralisia cerebral num estudo liderado pela pediatra e investigadora Joanne Kurtzberg, que visa estudar a acção das células estaminais do cordão umbilical na recuperação de lesões cerebrais. A hipótese de que as células do sangue do cordão umbilical possam ter … Continuar a ler
11 Setembro, 2013 Um novo caso de sucesso de utilização do Sangue do Cordão Umbilical Foi recentemente publicado um artigo na revista científica Pediatric Transplantation que descreve o caso de uma criança de 9 anos de idade com anemia aplástica grave tratada com sucesso com recurso a transplante autólogo (dador e paciente são a mesma pessoa) de sangue do cordão umbilical, após uma quimioterapia de baixa intensidade. A criança, anteriormente saudável, foi diagnosticada com anemia aplástica grave adquirida que é uma falência do processo renovação das células do sangue, potencialmente fatal. Quando não tratada, esta doença tem uma taxa média de sobrevida inferior a dez meses, devido a infeções e hemorragias. Nos EUA, anualmente ocorrem mais de 400 casos de anemia aplástica grave em idade pediátrica. Dada a ausência de resposta da criança a uma terapêutica imunossupressora, e considerando os … Continuar a ler
4 Setembro, 2013 O primeiro transplante com Células Estaminais guardadas num Banco Familiar português Fez recentemente 6 anos que se realizou o 1º transplante de células estaminais do sangue do cordão umbilical em Portugal, com uma amostra guardada na Crioestaminal, revelando-se um transplante bem sucedido. O transplante de células estaminais criopreservadas realizou-se no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, em 2007, numa criança de 14 meses que sofria de Imunodeficiência Combinada Severa. Esta doença rara, caracterizada por deficiências no sistema imunitário, tornava a criança suscetível a infeções graves, recorrentes e potencialmente fatais. A solução, neste caso, passava por um transplante de células estaminais do sangue do cordão umbilical ou da medula óssea, tendo sido o primeiro a opção escolhida por se encontrar disponível uma amostra de sangue do cordão umbilical de um irmão compatível, guardada pela Crioestaminal, em … Continuar a ler
12 Agosto, 2013 Bancos Familiares e Bancos Públicos de Sangue do Cordão Umbilical – Porque faz sentido a sua coexistência A coexistência de bancos públicos e familiares de armazenamento das células estaminais do sangue do cordão umbilical (SCU), colhidas no momento do parto, é uma realidade na maioria dos países desenvolvidos, onde estas duas estruturas se complementam. Quando se opta por fazer a criopreservação das células estaminais é importante perceber as diferenças entre bancos públicos e familiares. Nos bancos familiares são armazenadas amostras de SCU para uso no próprio (utilização autóloga) ou em familiares compatíveis (utilização alogénica relacionada), enquanto nos bancos públicos são guardadas amostras de SCU, doadas pelos pais, para serem utilizadas em transplantes alogénicos compatíveis, não relacionados (dador e recetor não têm laços de parentesco). (mais…)