Células do cordão umbilical no tratamento de sépsis grave

A sépsis é uma condição clínica potencialmente fatal que resulta de uma infeção grave causada por agentes patogénicos como bactérias, vírus, fungos e parasitas. A produção de toxinas e a invasão de tecidos por parte destes agentes originam uma resposta aguda do sistema imunitário que se traduz numa inflamação generalizada, podendo originar sépsis grave. Esta, por sua vez, provoca uma queda repentina da pressão sanguínea e vários órgãos vitais entram progressivamente em falência. Anualmente, há registo de cerca de 20 a 30 milhões de casos de sépsis no mundo inteiro. Apesar dos grandes avanços clínicos, a incidência de sépsis grave continua a aumentar e a causar longos períodos de internamento nas Unidades de Cuidados Intensivos e taxas de mortalidade elevadas (cerca de 30% a 50%). … Continuar a ler

Crianças com paralisia cerebral tratadas com células estaminais do cordão umbilical

A paralisia cerebral é uma perturbação motora causada por uma lesão neurológica que geralmente acontece antes ou na altura do parto e estima-se que afete entre 2-3 por cada 1.000 recém-nascidos. Atualmente, alguns fármacos e fisioterapia são utilizados para o tratamento dos sintomas de paralisia cerebral, como rigidez muscular, fraqueza e descoordenação motora, no entanto estes têm demonstrado eficácia limitada. Uma nova abordagem terapêutica com potencial para alcançar melhores resultados neste contexto é a utilização de células estaminais mesenquimais (MSC, do inglês Mesenchymal Stem Cells). Pensa-se que estas células libertam substâncias que têm um efeito anti-inflamatório e que promovem a regeneração do tecido cerebral lesionado, podendo, desta forma, melhorar os sintomas associados à paralisia cerebral. As MSC podem ser isoladas, entre outras fontes, a partir … Continuar a ler

Tratamento inovador com células estaminais para Esclerose Múltipla

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença autoimune de caráter inflamatório, em que o sistema imunitário progressivamente destrói os circuitos nervosos do cérebro e espinal medula. A EM não tem cura, tratando-se de uma doença crónica, que pode levar a graves problemas motores, sensoriais e cognitivos, chegando a tornar-se incapacitante se não for adequadamente tratada. Para diminuir a frequência dos surtos e abrandar a progressão da doença, são utilizados medicamentos, nomeadamente corticosteroides, no entanto, estes não são capazes de reparar as lesões neuronais sofridas. Uma nova estratégia a ser testada para o tratamento da EM é a administração de células estaminais mesenquimais (MSC, de Mesenchymal Stem Cells). O potencial das MSC para tratar esta doença advém das suas propriedades anti-inflamatórias e da sua capacidade para … Continuar a ler

Aplicação de células estaminais nos ovários permite tratar Menopausa Precoce

Embora afete apenas 1% das mulheres com menos de 40 anos, a menopausa precoce é vivida intensamente pelas doentes que, desde novas, lidam com os sintomas e vêem-se impossibilitadas de engravidar. As novas estratégias desenvolvidas para restaurar a função ovárica nestas mulheres revelam-se promissoras. Falência Ovárica Prematura – O que é? A falência ovárica prematura, também conhecida como menopausa precoce, corresponde à perda de função ovárica em mulheres com menos de 40 anos e caracteriza-se pela ausência de menstruação e baixo nível de estrogénio no sangue. Embora esta doença afete apenas 1% da população feminina nesta faixa etária, acarreta, ainda assim, um impacto muito significativo na sua saúde e bem-estar. Quais as causas de Falência Ovárica Prematura? Vários fatores podem contribuir para o desenvolvimento desta … Continuar a ler

Células estaminais do tecido do cordão umbilical diminuem lesão neurológica em paralisia cerebral

A paralisia cerebral resulta de uma lesão neurológica que acontece geralmente durante a gestação ou na altura do nascimento e está associada a um amplo conjunto de sintomas, desde limitações físicas praticamente impercetíveis até alterações profundas a nível cognitivo. Atualmente a paralisia cerebral afeta cerca de dois a três em cada 1.000 recém‑nascidos, não existindo ainda uma solução eficaz para o seu tratamento. Os resultados de vários trabalhos de investigação divulgados nos últimos anos sugerem que a utilização de células estaminais pode vir a constituir uma opção de tratamento para atenuar os sintomas da paralisia cerebral. Para além do sangue do cordão umbilical, que tem demonstrado resultados promissores em ensaios clínicos, com dezenas de crianças com paralisia cerebral já infundidas, também o tecido do cordão … Continuar a ler

Nova abordagem no tratamento do cancro da mama utilizando sangue do cordão umbilical

Foram recentemente publicados os resultados de um estudo que indica que o sangue do cordão umbilical pode constituir uma eficiente fonte de células para utilizar no tratamento do cancro da mama. O cancro da mama é o tumor maligno mais frequente entre a população feminina a nível mundial. Na Europa, estima-se que haja cerca de 90 novos casos por ano em cada 100.000 habitantes. Em Portugal, os números são semelhantes e, embora o prognóstico seja muito favorável, com cerca de 85% das mulheres portuguesas a sobreviver 5 anos após o diagnóstico da doença, mantém-se a necessidade de desenvolver tratamentos cada vez mais eficazes, sobretudo para as formas mais agressivas desta neoplasia. Células NK do sangue do cordão umbilical eliminam células de cancro da mama Um … Continuar a ler

Células estaminais do Tecido do Cordão Umbilical permitem melhorar resultados de Transplantes Hepáticos

A cirrose hepática caracteriza-se pela destruição das células do fígado e alteração da sua estrutura. Sendo este um órgão vital, quando a função hepática fica demasiado comprometida, existe indicação para transplante hepático. Para não haver rejeição do órgão transplantado, a toma crónica de medicamentos imunossupressores torna-se obrigatória para estes doentes. Esta medicação, no entanto, é tóxica para o organismo e aumenta a probabilidade do desenvolvimento de tumores. A par deste problema, cerca de 20-40% dos doentes experienciam rejeição do transplante, mesmo sob terapia imunossupressora. Deste modo, é importante desenvolver novas estratégias terapêuticas para prevenir a rejeição dos órgãos transplantados e diminuir a dose de agentes imunossupressores utilizada. Estima-se que cerca de 8 a 10% dos portugueses sofram de problemas de fígado e que todos os … Continuar a ler

Doentes com Insuficiência Cardíaca melhoram após infusão com Células Estaminais do Cordão Umbilical

A insuficiência cardíaca é um problema grave de saúde pública, que afeta mais de 23 milhões de pessoas em todo o mundo. Entre 1-2% da população adulta nos países desenvolvidos sofre desta doença e estima-se que a prevalência entre a população com idade superior a 70 anos ultrapasse os 10%. Sintomas como falta de ar e cansaço podem ser sinais de insuficiência cardíaca, cujas causas mais comuns em Portugal são a hipertensão e a doença coronária. Há mais de uma década que se estuda o tratamento da insuficiência cardíaca recorrendo a células estaminais, com resultados promissores. As mais utilizadas têm sido as da medula óssea, no entanto, a utilização de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical (UC-MSC) torna-se mais vantajosa devido à colheita … Continuar a ler

Células Estaminais do Cordão Umbilical atenuam sintomas da Doença de Crohn – Resultados de um Ensaio Clínico

A Doença de Crohn é uma doença inflamatória crónica, que pode afetar qualquer parte do tubo digestivo e causar sintomas como dor abdominal, diarreia e oclusão intestinal. Não existe, atualmente, cura para esta doença e o seu tratamento passa pela indução de remissão (períodos em que a doença não está ativa) e minimização dos sintomas. Neste sentido, novas abordagens terapêuticas estão a ser investigadas para o tratamento da doença de Crohn. Embora não se conheçam ainda as suas causas, acredita-se estar associada a processos inflamatórios e autoimunidade. Vários ensaios clínicos têm obtido resultados promissores no tratamento da Doença de Crohn e Colite Ulcerosa – outra doença inflamatória do tubo digestivo – com células estaminais mesenquimais, tirando partido da sua capacidade para modular a resposta imune … Continuar a ler

Células do Tecido do Cordão Umbilical no Tratamento de Púrpura Trombocitopénica Imune

Embora seja considerada uma doença autoimune de prognóstico geralmente favorável, alguns doentes com Púrpura Trombocitopénica Imune (PTI) não respondem aos tratamentos de primeira e segunda linha, ficando sujeitos à ocorrência de hemorragias graves. O potencial das células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical está a ser testado para o tratamento destes doentes. A PTI caracteriza-se por uma taxa anormalmente elevada de destruição das plaquetas (células sanguíneas responsáveis pela coagulação), que ocorre no baço. Os doentes com PTI apresentam trombocitopenia persistente (baixa contagem de plaquetas no sangue), tendo por isso maior tendência para a ocorrência de hemorragias. A PTI apresenta um espetro clínico alargado: desde um processo assintomático, sem necessidade de tratamento exigindo apenas vigilância do doente, ou pode tornar‑se numa situação crónica grave, com … Continuar a ler