Células estaminais do tecido do cordão umbilical diminuem lesão neurológica em paralisia cerebral

A paralisia cerebral resulta de uma lesão neurológica que acontece geralmente durante a gestação ou na altura do nascimento e está associada a um amplo conjunto de sintomas, desde limitações físicas praticamente impercetíveis até alterações profundas a nível cognitivo. Atualmente a paralisia cerebral afeta cerca de dois a três em cada 1.000 recém‑nascidos, não existindo ainda uma solução eficaz para o seu tratamento. Os resultados de vários trabalhos de investigação divulgados nos últimos anos sugerem que a utilização de células estaminais pode vir a constituir uma opção de tratamento para atenuar os sintomas da paralisia cerebral. Para além do sangue do cordão umbilical, que tem demonstrado resultados promissores em ensaios clínicos, com dezenas de crianças com paralisia cerebral já infundidas, também o tecido do cordão … Continuar a ler

Nova abordagem no tratamento do cancro da mama utilizando sangue do cordão umbilical

Foram recentemente publicados os resultados de um estudo que indica que o sangue do cordão umbilical pode constituir uma eficiente fonte de células para utilizar no tratamento do cancro da mama. O cancro da mama é o tumor maligno mais frequente entre a população feminina a nível mundial. Na Europa, estima-se que haja cerca de 90 novos casos por ano em cada 100.000 habitantes. Em Portugal, os números são semelhantes e, embora o prognóstico seja muito favorável, com cerca de 85% das mulheres portuguesas a sobreviver 5 anos após o diagnóstico da doença, mantém-se a necessidade de desenvolver tratamentos cada vez mais eficazes, sobretudo para as formas mais agressivas desta neoplasia. Células NK do sangue do cordão umbilical eliminam células de cancro da mama Um … Continuar a ler

Células estaminais do Tecido do Cordão Umbilical permitem melhorar resultados de Transplantes Hepáticos

A cirrose hepática caracteriza-se pela destruição das células do fígado e alteração da sua estrutura. Sendo este um órgão vital, quando a função hepática fica demasiado comprometida, existe indicação para transplante hepático. Para não haver rejeição do órgão transplantado, a toma crónica de medicamentos imunossupressores torna-se obrigatória para estes doentes. Esta medicação, no entanto, é tóxica para o organismo e aumenta a probabilidade do desenvolvimento de tumores. A par deste problema, cerca de 20-40% dos doentes experienciam rejeição do transplante, mesmo sob terapia imunossupressora. Deste modo, é importante desenvolver novas estratégias terapêuticas para prevenir a rejeição dos órgãos transplantados e diminuir a dose de agentes imunossupressores utilizada. Estima-se que cerca de 8 a 10% dos portugueses sofram de problemas de fígado e que todos os … Continuar a ler

Doentes com Insuficiência Cardíaca melhoram após infusão com Células Estaminais do Cordão Umbilical

A insuficiência cardíaca é um problema grave de saúde pública, que afeta mais de 23 milhões de pessoas em todo o mundo. Entre 1-2% da população adulta nos países desenvolvidos sofre desta doença e estima-se que a prevalência entre a população com idade superior a 70 anos ultrapasse os 10%. Sintomas como falta de ar e cansaço podem ser sinais de insuficiência cardíaca, cujas causas mais comuns em Portugal são a hipertensão e a doença coronária. Há mais de uma década que se estuda o tratamento da insuficiência cardíaca recorrendo a células estaminais, com resultados promissores. As mais utilizadas têm sido as da medula óssea, no entanto, a utilização de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical (UC-MSC) torna-se mais vantajosa devido à colheita … Continuar a ler

Células Estaminais do Cordão Umbilical atenuam sintomas da Doença de Crohn – Resultados de um Ensaio Clínico

A Doença de Crohn é uma doença inflamatória crónica, que pode afetar qualquer parte do tubo digestivo e causar sintomas como dor abdominal, diarreia e oclusão intestinal. Não existe, atualmente, cura para esta doença e o seu tratamento passa pela indução de remissão (períodos em que a doença não está ativa) e minimização dos sintomas. Neste sentido, novas abordagens terapêuticas estão a ser investigadas para o tratamento da doença de Crohn. Embora não se conheçam ainda as suas causas, acredita-se estar associada a processos inflamatórios e autoimunidade. Vários ensaios clínicos têm obtido resultados promissores no tratamento da Doença de Crohn e Colite Ulcerosa – outra doença inflamatória do tubo digestivo – com células estaminais mesenquimais, tirando partido da sua capacidade para modular a resposta imune … Continuar a ler

Células do Tecido do Cordão Umbilical no Tratamento de Púrpura Trombocitopénica Imune

Embora seja considerada uma doença autoimune de prognóstico geralmente favorável, alguns doentes com Púrpura Trombocitopénica Imune (PTI) não respondem aos tratamentos de primeira e segunda linha, ficando sujeitos à ocorrência de hemorragias graves. O potencial das células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical está a ser testado para o tratamento destes doentes. A PTI caracteriza-se por uma taxa anormalmente elevada de destruição das plaquetas (células sanguíneas responsáveis pela coagulação), que ocorre no baço. Os doentes com PTI apresentam trombocitopenia persistente (baixa contagem de plaquetas no sangue), tendo por isso maior tendência para a ocorrência de hemorragias. A PTI apresenta um espetro clínico alargado: desde um processo assintomático, sem necessidade de tratamento exigindo apenas vigilância do doente, ou pode tornar‑se numa situação crónica grave, com … Continuar a ler

Segurança e Eficácia de Células Estaminais do Tecido do Cordão Umbilical em Doentes com Colite Ulcerosa – Resultados de um Ensaio Clínico

A colite ulcerosa é uma doença crónica em que o intestino grosso inflama e ulcera, provocando diarreia com sangue, cólicas e febre. A sua causa é desconhecida, mas podem contribuir para esta perturbação fatores como a hereditariedade e uma resposta imune intestinal exacerbada. Atualmente não existe cura para a colite ulcerosa e os tratamentos disponíveis permitem apenas melhorar as queixas e manter os doentes sem sintomas durante longos períodos de tempo, existindo uma necessidade urgente de opções terapêuticas para curar esta doença inflamatória do intestino. Pelo efeito imunomodulador e capacidade de reparação de tecidos, as MSC podem constituir opção para tratar a colite ulcerosa As células estaminais mesenquimais (MSC) podem ser isoladas a partir do tecido do cordão umbilical e de outros tecidos (medula óssea, … Continuar a ler

Células Estaminais Mesenquimais do Cordão Umbilical no Tratamento de Artrite Idiopática Juvenil

A artrite idiopática juvenil (AIJ), também conhecida como artrite reumatoide juvenil, é o tipo mais comum de artrite em crianças com idades inferiores a 16 anos. A AIJ provoca dores persistentes nas articulações, edema e rigidez e, devido à falta de tratamento eficaz, pode provocar complicações graves, como problemas no crescimento e inflamação ocular. Os objetivos principais do tratamento da AIJ são: reduzir a dor, suprimir o processo inflamatório e evitar lesões nas articulações. As células estaminais mesenquimais (MSC) têm um elevado potencial para a medicina regenerativa, dado que se conseguem diferenciar em múltiplas linhagens celulares (incluindo células do osso e da cartilagem, entre outras), têm elevada capacidade de migração e são capazes de regular a atividade do sistema imunitário e a reparação de tecidos … Continuar a ler

Células Estaminais Mesenquimais aumentam os efeitos sistémicos da Radioterapia

As células estaminais mesenquimais (MSC) são um tipo de células estaminais presente numa variedade de tecidos, como a medula óssea, o sangue e tecido do cordão umbilical e o tecido adiposo. Estas células podem ser diferenciadas em células especializadas que se encontram em diferentes tecidos do corpo, como cartilagem, osso e gordura, apresentando potencialidades na área da medicina regenerativa. Para além disso, têm sido testadas para o tratamento de um leque alargado de doenças, incluindo o cancro por serem capazes de se dirigirem aos tumores e se incorporarem no seu estroma. Foi recentemente publicado um estudo na revista científica “Oncotarget”, segundo o qual as MSC podem servir como agentes para reforçar os efeitos locais e sistémicos da radioterapia, isto é, os efeitos que afetam as … Continuar a ler

Transplante de células estaminais do tecido do cordão umbilical em doentes com dor lombar crónica

A dor lombar crónica é uma das principais causas de incapacidade física tendo por isso um grande impacto socioeconómico. A degeneração do disco intervertebral é a principal causa de dores lombares crónicas. A terapêutica da dor lombar crónica provocada pela degeneração do disco intervertebral tem sido tradicionalmente limitada a tratamentos conservadores, que incluem o recurso a analgésicos e fisioterapia, ou à cirurgia, a qual é normalmente considerada quando os tratamentos conservadores se revelam ineficazes. As terapêuticas atualmente disponíveis tratam os sintomas mas não as alterações do disco intervertebral, não resolvendo o problema subjacente. Uma potencial estratégia terapêutica para restaurar a função biológica normal do disco poderá ser o aumento da população celular do mesmo. Devido ao potencial proliferativo e à capacidade de multi‑diferenciação, as células … Continuar a ler