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Guardar Células Estaminais

Introdução

Guardar células estaminais é uma decisão cada vez mais relevante para famílias em Portugal. Com os avanços da medicina regenerativa, tornou-se uma opção cada vez mais considerada e muitos futuros pais ponderam guardar células estaminais como forma de ter mais opções para a saúde futura do bebé e da própria família. Após o nascimento, no momento do parto, é possível fazer a colheita de amostras de sangue do cordão umbilical e de tecido do cordão umbilical, de forma simples e indolor para a mãe e para o bebé. O processo inclui a recolha, o transporte, o processamento em laboratório e o armazenamento nas primeiras 72 horas, para que fiquem disponíveis no futuro para eventual uso terapêutico.

O sangue do cordão umbilical é rico em células estaminais hematopoiéticas, que são utilizadas no tratamento de mais de 90 doenças, sobretudo hematológicas e imunológicas. Por outro lado, as células do tecido do cordão umbilical podem regenerar osso e cartilagem, sendo fundamentais em terapias regenerativas e de engenharia de tecidos.

A criopreservação consiste em conservar estas células a -196°C, com processamento e controlo de qualidade das amostras em laboratório, para manter a sua viabilidade durante longos períodos e permitir a sua libertação quando necessário.

Atualmente, as células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical são armazenadas durante 25 anos, tendo já sido demonstrado que é possível manter células do sangue do cordão umbilical criopreservadas por um período de 27 anos. As células estaminais hematopoiéticas já são usadas no tratamento de mais de 90 doenças.

A seguir, conheça alguns factos importantes sobre células estaminais.

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Sabia que… sobre células estaminais

Viabilidade das células estaminais

As primeiras células estaminais do sangue do cordão umbilical foram criopreservadas no final dos anos 80. É com essas células estaminais que são feitos os estudos de viabilidade que demonstram a viabilidade de manter células criopreservadas durante 25 anos.

 

Condições de armazenamento

À semelhança de outras células e tecidos que se têm mantido nas mesmas condições durante décadas, é provável que as células estaminais do cordão umbilical se mantenham viáveis durante muito mais tempo. As células e tecidos mantidos em contentores abastecidos por azoto líquido a -196ºC mantêm-se viáveis por longos períodos (em teoria, para sempre).

Perguntas Frequentes sobre sangue do cordão umbilical

As células estaminais podem ser usadas pelo próprio dador?
  • Sim. Em transplantes autólogos, a compatibilidade é de 100%, e o uso pelo próprio pode representar uma vantagem acrescida em termos de segurança e maior taxa de sucesso. Existem exceções, a avaliar pela equipa médica que acompanha o doente, quando se trata de uma doença que possa existir à nascença e que por isso marque presença nas células colhidas. Nestes casos, nomeadamente em doenças genéticas, o uso próprio pode não ser viável, cabendo à equipa médica avaliar a melhor opção de tratamento.
  • Na Crioestaminal, várias crianças com sangue do cordão umbilical armazenado à nascença já foram tratadas com as suas próprias células, para doenças como:
  • – Leucemia mieloide aguda
  • – Anemia aplástica severa
  • – Paralisia cerebral
  • – Autismo
  • Além destes exemplos concretos de tratamento, as células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical podem ainda vir a contribuir para outras terapias, no âmbito da medicina regenerativa e da reparação de tecidos, áreas de investigação em constante evolução.
As células estaminais podem ser usadas pelos irmãos?
  • Podem. A utilização das células estaminais em contexto alogénico familiar (parente relacionado compatível) é bastante recorrente, principalmente entre irmãos. É entre irmãos que se verifica maior probabilidade de compatibilidade total: dois irmãos, filhos dos mesmos progenitores, têm 25% de probabilidade de serem totalmente compatíveis para transplante.
  • Exemplo: Um menino com imunodeficiência combinada severa ficou curado após ser transplantado com o sangue do cordão umbilical do seu irmão mais velho, armazenado à nascença na Crioestaminal. Conheça o caso do Frederico.
Qual a diferença entre banco público e privado?
  • Bancos privados: prestam um serviço de colheita, processamento e armazenamento das células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical, mediante um investimento, para uso exclusivo da família que as guarda. A amostra fica disponível a qualquer momento para um eventual tratamento do próprio ou de um familiar compatível.
  • Bancos públicos: recebem amostras através de doação. Neste caso, os pais não guardam a amostra para uso da própria família, doam-na, para que fique disponível a qualquer doente compatível que dela necessite, aumentando o número de amostras acessíveis para transplante.
  • Estes dois modelos têm objetivos distintos e complementares, e coexistem em muitos países: o banco público reforça a disponibilidade de amostras para a comunidade, enquanto o banco privado permite à família preservar uma amostra própria com aplicações alargadas, nomeadamente no âmbito da medicina regenerativa.

  • Existem ainda bancos privados de natureza híbrida, que permitem à família guardar a sua amostra e, em simultâneo, disponibilizá-la numa base de dados pública, ficando acessível fora do contexto familiar caso essa necessidade surja. Esta relevância de ambos os modelos é reconhecida na resolução do Parlamento Europeu de 2012, que recomenda o reforço da cooperação entre bancos públicos e privados na Europa, de forma a que mais doentes possam ter acesso a estas terapias.

  • Esta é uma decisão a tomar durante a gravidez, apoiada por informação clara. Saiba mais sobre o Sangue do Cordão Umbilical e os Bancos Privados.
Como funciona o serviço?
  • O primeiro passo é aderir ao serviço de criopreservação da Crioestaminal, que inclui o Kit de Colheita de sangue e tecido do cordão umbilical, bem como o transporte especializado do kit até à morada indicada.
  • Ao receber o Kit de Colheita, deve preencher os documentos incluídos no kit, e enviá-los à Crioestaminal.
  • Após o parto, a Crioestaminal assegura o transporte da amostra do hospital/maternidade até ao laboratório, onde é processada e armazenada com rigor e qualidade.
  • Ao longo de todo o processo, a Crioestaminal garante a privacidade e a proteção de dados da família.
  • Existem diferentes planos e opções de pagamento disponíveis, adaptados às necessidades de cada família. Quer saber mais? Pode falar com um especialista, que ajuda a escolher a melhor solução para si e para a sua família, através dos contactos disponíveis.


Quatro passos, sem complicações.
A Crioestaminal acompanha todo o processo — desde a adesão até à criopreservação no laboratório.

  1. 1

    Adere ao serviço

    Recebe em casa o Kit de Colheita de sangue e tecido do cordão umbilical, com transporte especializado incluído.

  2. 2

    Preenche os documentos

    Ao receber o kit, preenche os documentos incluídos e envia-os à Crioestaminal. Fica tudo pronto para o dia do parto.

  3. 3

    Colheita e transporte

    Após o parto, a Crioestaminal assegura o transporte da amostra do hospital ou maternidade até ao laboratório.

  4. 4

    Processamento e criopreservação

    No laboratório, a amostra é processada e armazenada com todo o rigor e qualidade.

Qual a diferença entre as células estaminais do sangue e as do tecido do cordão umbilical?
  • As células estaminais presentes no sangue do cordão umbilical são diferentes das que se encontram no tecido do cordão umbilical, tendo por isso capacidades terapêuticas distintas.
  • O sangue do cordão umbilical é enriquecido em células estaminais hematopoiéticas, semelhantes às que se encontram na medula óssea. Estas são capazes de originar células do sangue e do sistema imunitário e já foram usadas em mais de 60 mil transplantes hematopoiéticos.
  • Por sua vez, o tecido do cordão umbilical é rico noutro tipo de células estaminais, designadas células estaminais mesenquimais. Estas células têm a capacidade de se diferenciarem em vários tecidos, como:
  • – Cartilagem
  • – Osso
  • – Músculo
  • Tornando-as muito interessantes para aplicações de engenharia de tecidos. Para além disso, possuem importantes propriedades anti-inflamatórias e regenerativas, com potencial para tratar várias doenças, nomeadamente de caráter autoimune.