A Crioestaminal, referência em Portugal na criopreservação de células estaminais, anuncia o lançamento do seu novo serviço de criopreservação do tecido placentário, designado Placenta. A nova solução representa um importante avanço na maximização do potencial terapêutico das células estaminais, reforçando a oferta de soluções no âmbito da medicina regenerativa.
A placenta é um órgão fundamental durante a gravidez, desempenhando um papel central no desenvolvimento fetal. É responsável pela troca de oxigénio e nutrientes entre a mãe e o bebé, pela remoção de resíduos metabólicos, pela produção de hormonas essenciais à manutenção da gestação e pela transferência de anticorpos maternos, contribuindo para a proteção imunológica do feto. Atua ainda como uma barreira protetora, filtrando parcialmente microrganismos e toxinas.
A sua formação inicia-se entre sete e dez dias após a conceção e prolonga-se até ao final da gravidez, podendo atingir entre 15 e 20 cm de diâmetro e cerca de 500 gramas. É constituída por uma componente materna, formada pelo endométrio (córion), e por uma componente fetal, o amnion, a membrana que envolve o feto.
Para além das suas funções biológicas, a placenta destaca-se como uma fonte extremamente rica em células estaminais, nomeadamente células estaminais mesenquimais e células epiteliais amnióticas, com elevado potencial terapêutico. Ao contrário do sangue e do tecido do cordão umbilical, que contêm exclusivamente células de origem fetal, a placenta disponibiliza também células de origem materna e diversos fatores com elevado poder anti-inflamatório, ampliando significativamente as possibilidades de aplicação em medicina regenerativa.
A criopreservação da placenta, em conjunto com o sangue e o tecido do cordão umbilical, permite maximizar o potencial terapêutico das células estaminais, aumentando o número total de células guardadas, diversificando as suas origens e potenciando diferentes aplicações clínicas no futuro.
Atualmente, existem estudos com células estaminais da placenta para diversas doenças e áreas clínicas, nomeadamente a doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH), a isquemia de membros e a doença arterial periférica, a lesão pulmonar aguda (ARDS), incluindo casos associados à Covid-19, bem como várias doenças neurológicas, como o AVC isquémico, a lesão medular e a encefalopatia hipóxico-isquémica (EHI).
Estas células estão também a ser investigadas no âmbito das doenças hemato-oncológicas e da imunoterapia, em aplicações na ortopedia e nas doenças músculo-esqueléticas, no tratamento de feridas crónicas e úlceras, em ginecologia e fertilidade, assim como no suporte ao transplante e na área da hematologia. Com este alargamento da oferta de criopreservação de células estaminais, com a criopreservação da placenta, a Crioestaminal reforça o seu compromisso com a inovação científica e com a disponibilização de soluções avançadas em Portugal.