História da Utilização do Sangue do Cordão Umbilical

A existência de células estaminais hematopoiéticas no sangue do cordão umbilical foi descrita pela primeira vez em 1974. Em 1988, uma equipa multidisciplinar realiza, em Paris, o primeiro transplante com sangue do cordão umbilical, para tratar uma criança com anemia de Fanconi. Numa viagem ao passado, a Dra. Joanne Kurtzberg, prestigiada médica hemato-oncologista especialista em transplantação com sangue do cordão umbilical, conta, num artigo publicado recentemente, um pouco do seu percurso e a sua visão da história e do futuro do sangue do cordão umbilical. “O Dr. Broxmeyer transportou a amostra congelada num recipiente de transporte refrigerado – um lugar no avião para ele, outro para as células do cordão – e chegou no dia do transplante”, relembra a Dr.ª Kurtzberg, referindo-se à forma como … Continuar a ler

Resultados favoráveis do tratamento da doença de Crohn com células estaminais hematopoiéticas

Um doente com uma forma agressiva de doença de Crohn recuperou da doença após tratamento experimental com células estaminais hematopoiéticas autólogas A doença de Crohn é uma doença inflamatória crónica do tubo digestivo. As causas desta doença permanecem desconhecidas, mas sabe-se que é ativada uma resposta imunológica em que as células do sistema imunitário atacam as células do próprio intestino, causando inflamações, diarreias, cansaço, perda de peso, entre outras complicações. Os sintomas da doença podem ser leves ou graves. No entanto, nos casos mais graves, os tratamentos disponíveis não conseguem controlar a evolução da doença. Atualmente a prevalência estimada em Portugal é de 73 por 100 000 habitantes. Tratamento experimental consegue reiniciar o sistema imunitário e curar doente com doença de Crohn Uma notícia publicada … Continuar a ler

Esclerose múltipla – Transplante de células estaminais VS terapias convencionais

A esclerose múltipla é a mais comum das doenças desmielinizantes, sendo caracterizada pela localização de múltiplas placas de desmielinização na substância branca encefálica e medular. Estas placas são lesões que resultam do “ataque” do sistema imunológico do próprio doente à mielina (substância que protege as fibras nervosas). As lesões causam sinais e sintomas neurológicos intermitentes que, com a evolução da doença se vão progressivamente agravando. Esta é uma doença autoimune, crónica, que ainda não tem cura. O transplante de células estaminais hematopoiéticas tem sido realizado, em contexto de ensaios clínicos, no tratamento de várias doenças autoimunes com o objetivo de reiniciar o sistema imunitário, anulando o “ataque” das células do próprio individuo. Segundo o EBMT (Europeean Group for Blood and Marrow Transplantation), em todo o … Continuar a ler