Células derivadas de sangue do cordão umbilical no tratamento da diabetes

A diabetes é uma das doenças crónicas mais prevalentes a nível mundial, afetando mais de 366 milhões de pessoas, estimando-se que possa chegar aos 552 milhões em 2030, segundo a Federação Internacional da Diabetes. O número de doentes diabéticos tem vindo a aumentar, devido a vários fatores, como o envelhecimento da população, o sedentarismo e a obesidade. Devido aos níveis aumentados de glicose (açúcar) no sangue, os diabéticos têm maior probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, problemas renais, oculares, entre outros. Preocupante, também, é o rápido aumento do número de crianças diagnosticadas com diabetes tipo 1 e tipo 2. A diabetes é, neste momento, um grave problema de saúde à escala global, que obriga à mobilização de esforços para encontrar abordagens terapêuticas inovadoras, apesar dos grandes … Continuar a ler

Células estaminais no tratamento da diabetes tipo 1 – resultados em modelos animais

Células estaminais no tratamento da diabetes tipo 1. A diabetes afeta mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, estima-se que exista mais de 1 milhão de indivíduos com a doença, sendo que cerca de 10% serão doentes com diabetes tipo 1. Na diabetes tipo 1 existe uma incapacidade de produção de insulina pelas células β. Embora seja difícil estabelecer a etiologia, sabe-se que pode ser de origem autoimune, infeciosa, iatrogénica, etc. A insulina é indispensável para regular os níveis de açúcar no sangue. Os doentes passam a necessitar de injeções diárias de insulina, sem as quais não poderiam sobreviver. No sentido de desenvolver estratégias mais eficazes no tratamento desta doença, vários estudos têm sido desenvolvidos. Neste contexto, em 2014, um … Continuar a ler

Implantado primeiro dispositivo com células estaminais para tratamento de diabetes tipo I em doente

Uma empresa de medicina regenerativa dos EUA (Viacyte) anunciou recentemente que implantou, pela primeira vez num doente, um dipositivo com células estaminais para tratar diabetes tipo I. A empresa iniciou em setembro um ensaio clínico de fase I/II para testar a segurança, tolerabilidade e eficácia de um produto, desenvolvido ao longo de 10 anos, para o tratamento da diabetes tipo I. O produto final, designado VC-01, é uma combinação de células percursoras de células pancreáticas, colocadas dentro de um dispositivo poroso impermeável a células. O dispositivo permite proteger as células implantadas de possíveis ataques pelo sistema imunitário, impede que estas se dispersem e serve de suporte para a formação de vasos sanguíneos ao redor do dispositivo (processo essencial para a sobrevivência das células e para … Continuar a ler

Obtenção em laboratório de células produtoras de insulina

A diabetes tipo 1, resulta da destruição das células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina (células β).O sistema imunitário do próprio indivíduo, pode estar na origem desta auto-destruição. O transplante de células β é realizado em doentes com diabetes tipo 1, utilizando células de cadáver, no entanto este é um tratamento que não está acessível a muitos doentes. A produção destas células em laboratório em grande escala permitiria disponibilizar este tratamento para milhões de doentes com diabetes tipo1. Já há várias décadas que diversos grupos, um pouco por todo o mundo, se dedicam à obtenção de células β em laboratório que possam ser utilizadas no tratamento da diabetes. Foi recentemente publicado um artigo na revista Cell que descreve a obtenção de células produtoras de … Continuar a ler

A Diabetes afeta a capacidade terapêutica de células estaminais mesenquimais

O potencial terapêutico das células estaminais têm sido demonstrado tanto em laboratório, como em modelos animais e em ensaios clínicos em humanos. No entanto, as células utilizadas nestes estudos são células de indivíduos saudáveis. Poucos são os estudos que avaliam este potencial em células estaminais provenientes de doentes. Contudo, no contexto da medicina regenerativa com células estaminais mesenquimais (MSCs), a utilização autóloga faz todo o sentido. Esse é, por exemplo, o caso da diabetes, onde as MSCs se mostram eficazes no tratamento das complicações associadas a esta doença. Neste contexto, foi recentemente publicado, na revista “Cell Transplantation” um estudo, realizado em ratos, onde foi demonstrado que as MSCs de diabéticos tem menor capacidade terapêutica. Neste estudo, os investigadores induziram diabetes em ratos e isolaram as … Continuar a ler