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Doentes com Osteoartrite do Joelho melhoram significativamente após aplicação de Células Estaminais

A osteoartrite (habitualmente designada por artrite, ou artrose) do joelho é um problema relativamente comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, com impacto negativo na sua qualidade de vida. Embora seja mais comum na faixa etária acima dos 65 anos, tem-se vindo a verificar um aumento da prevalência desta doença em pessoas mais jovens, possivelmente associado a fatores de risco como a obesidade, estilo de vida sedentário e alterações na dieta. Trata-se de uma doença crónica, caracterizada pelo desgaste progressivo das estruturas que compõem a articulação do joelho, com uma importante componente inflamatória. As opções de tratamento atuais compreendem intervenções não farmacológicas, como a fisioterapia e o exercício físico, farmacológicas (com várias opções disponíveis, como os anti-inflamatórios orais e injeções locais de corticosteroides e ácido hialurónico) e cirúrgicas. Estes tratamentos visam maximizar a função da articulação e aliviar a dor, sem, no entanto, atuarem ao nível da regeneração das estruturas afetadas. Uma das estratégias que tem vindo a ser amplamente investigada para alcançar este objetivo é a aplicação de células estaminais mesenquimais. Estas células, que podem ser isoladas a partir do cordão umbilical, entre outros tecidos, apresentam ação anti-inflamatória e grande potencial para a regeneração de cartilagem danificada, tendo estado associadas a melhorias nos sintomas de osteoartrite do joelho em estudos anteriores. Recentemente, foram publicados os resultados de um ensaio clínico que investigou a segurança e a eficácia da aplicação de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical em doentes com osteoartrite do joelho.

CÉLULAS ESTAMINAIS DO CORDÃO UMBILICAL PROMOVEM RECUPERAÇÃO DE DOENTES COM OSTEOARTRITE DO JOELHO

O ensaio clínico incluiu dezasseis doentes com idades compreendidas entre 42 e 73 anos, com osteoartrite do joelho moderada a grave. O tratamento experimental compreendeu duas injeções, diretamente no joelho e espaçadas de um mês, de células estaminais do tecido do cordão umbilical, previamente expandidas (i.e. multiplicadas) em laboratório. O objetivo principal deste estudo foi determinar a segurança desta intervenção a longo prazo, tendo todos os participantes sido seguidos por um período mínimo de quatro anos. Durante esse período, não foram registados quaisquer efeitos adversos severos decorrentes do tratamento experimental, que foi considerado seguro, em consonância com resultados de estudos anteriores.

Para além da segurança, os investigadores procuraram também avaliar a eficácia do tratamento com células estaminais, quer através da comparação de imagens obtidas por ressonância magnética antes e depois do tratamento, quer através de um questionário de avaliação do estado do joelho com osteoartrite, que compreende vários aspetos, como a dor e o impacto da doença nas atividades do dia-a-dia. Todos os participantes completaram este questionário antes da intervenção, e após 6, 12 e 48 meses. Os resultados indicam melhorias nos sintomas de osteoartrite no joelho ao longo do tempo, traduzidas por melhores pontuações no questionário de avaliação aplicado. Com efeito, meio ano depois já se verificavam melhorias significativas, comparativamente às pontuações obtidas antes do tratamento experimental, tendo os participantes continuado a melhorar durante o restante período de seguimento. No artigo científico, os autores referem que as melhorias se mantiveram aos 4 anos de seguimento, indicando a eficácia desta terapia a longo prazo.

Relativamente à avaliação de eficácia através de ressonância magnética nuclear (RMN), os participantes realizaram RMN ao(s) joelho(s) afetado(s) antes do tratamento com células estaminais e 6 e 12 meses depois. Dois especialistas avaliaram independentemente os resultados, comparando as imagens antes e depois do tratamento, tendo em conta vários parâmetros pré-definidos, indicadores da severidade da osteoartrite no joelho, como a perda de cartilagem, a inflamação da membrana que reveste a articulação e a acumulação de líquido. Um ano depois do tratamento com células estaminais, observou-se uma melhoria significativa na severidade das alterações patológicas no joelho observadas por RMN, em todos os parâmetros analisados. Estes resultados sustentam os obtidos através do questionário de avaliação respondido pelos doentes e sugerem que a aplicação direta de células estaminais do cordão umbilical no joelho é capaz de promover a regeneração do joelho afetado por osteoartrite, com efeitos positivos a nível funcional num prazo relativamente alargado de quatro anos.

Os resultados deste ensaio clínico sugerem que a injeção intra-articular de células estaminais do tecido do cordão umbilical expandidas em laboratório tem um efeito reparador no joelho afetado por osteoartrite, abrindo caminho para a realização de estudos alargados que permitam confirmar estas observações, de forma que este tipo de tratamento inovador possa ser incorporado na prática clínica, para benefício dos doentes.

 

Referência:

Samara O, et al. Ultrasound-guided intra-articular injection of expanded umbilical cord mesenchymal stem cells in knee osteoarthritis: a safety/efficacy study with MRI data. Regen Med. 2022. 17(5):299-312.

 

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