Blogue de Células Estaminais

Se procura uma opinião especializada e transparente sobre
as células estaminais, agora poderá seguir aqui o blogue da
Dra. Alexandra Machado, uma das mais conceituadas
especialistas em criopreservação de células estaminais
em Portugal.

Transplantação com Células Estaminais no tratamento de Esclerose Múltipla

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória crónica do sistema nervoso central (cérebro e espinal medula) que afeta cerca de 2.5 milhões de pessoas em todo o mundo. Manifesta-se geralmente no início da idade adulta, sendo que as mulheres têm uma probabilidade cerca de 3 vezes maior de desenvolver a doença. Trata-se de uma doença autoimune em que o sistema imunitário ataca as células do sistema nervoso central da própria pessoa, levando a um processo de neurodegeneração. Os sintomas típicos dos doentes com EM são perda de força muscular, rigidez, problemas com o andar e o equilíbrio e dor crónica. Estes doentes podem também manifestar fadiga, tonturas e problemas de visão. As opções terapêuticas convencionais são geralmente eficazes na redução da frequência e severidade … Continuar a ler

Potencial do Sangue do Cordão Umbilical no tratamento de Esclerose Lateral Amiotrófica

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa muito grave causada pela degeneração progressiva dos neurónios que transmitem os sinais necessários à contração muscular (neurónios motores). Os doentes com ELA, à medida que a neurodegeneração avança, vão perdendo força muscular e eventualmente deixam de conseguir manter as suas funções vitais. A insuficiência respiratória é a principal causa de morte nestes doentes, que têm uma esperança média de vida de apenas 3 a 5 anos após o início do desenvolvimento da doença. As causas que levam ao aparecimento de ELA, que afeta 450.000 indivíduos em todo o mundo, são ainda desconhecidas, devido à complexidade de fatores que estão na base do desenvolvimento da doença. Apesar de numerosos compostos terem já sido testados em ensaios clínicos, … Continuar a ler

Proteína presente no Sangue do Cordão Umbilical tem efeitos positivos na memória e capacidade de aprendizagem em modelo animal

As alterações neuronais causadas pelo envelhecimento levam a um declínio a nível cognitivo, que também está presente em algumas doenças neurológicas, como por exemplo na doença de Alzheimer. O hipocampo, uma região cerebral responsável sobretudo pela memória espacial e pela formação de novas memórias, é muito afetado pelo envelhecimento, observando-se uma diminuição progressiva da memória com a idade. Recentemente, investigadores da Universidade de Stanford, nos EUA, publicaram um artigo científico na revista Nature, que anuncia a identificação de uma proteína capaz de melhorar a memória e a capacidade de aprendizagem de ratinhos em idade avançada. Esta proteína plasmática está presente em maior quantidade no sangue do cordão umbilical e a sua concentração no sangue periférico vai diminuindo ao longo da vida. Em estudos anteriores, este … Continuar a ler

Expansão de sangue do cordão umbilical diminui risco de infeção e tempo de hospitalização após transplante

O sangue do cordão umbilical é, atualmente, utilizado para o tratamento de várias patologias, nomeadamente doenças hemato-oncológicas, metabólicas, imunodeficiências, entre outras; constitui uma fonte de células estaminais alternativa à medula óssea com enorme potencial e permite aumentar o número de doentes que podem beneficiar de um transplante hematopoiético. A facilidade de colheita, a disponibilidade imediata para transplante e a presença de várias populações de células estaminais imaturas são algumas das características que tornam a utilização do sangue do cordão umbilical vantajosa no contexto da transplantação hematopoiética. Ainda assim, em determinadas circunstâncias, o número de células a transplantar torna-se uma limitação, principalmente em adultos de maior peso corporal. Nestes casos, o ideal é conseguir aumentar o número de células da unidade selecionada, antes do transplante. Para … Continuar a ler

Expansão de células do Sangue do Cordão Umbilical para tratamento da Diabetes Tipo 1

Estudos epidemiológicos sugerem que a incidência da diabetes tipo 1 tem vindo a aumentar, a nível mundial, havendo mais de 3 milhões de casos de diabetes tipo 1 só nos EUA. A diabetes tipo 1, geralmente diagnosticada em crianças e adolescentes, é uma doença autoimune, causada pela destruição das células β (beta) do pâncreas, produtoras de insulina. A insulina é uma hormona vital, que regula os níveis de glicose no sangue. O não tratamento da diabetes leva a consequências graves, podendo afetar todos os órgãos do corpo. Na diabetes tipo 1, existe um défice permanente de insulina, ficando os doentes permanentemente dependentes da administração de insulina exógena. Embora a administração de insulina promova a sobrevivência e bem‑estar dos doentes, permite apenas melhorar a sintomatologia, não … Continuar a ler

Sangue do Cordão Umbilical atenua lesões cerebrais em contexto de Hipóxia-isquémia neonatal

Apesar dos notáveis avanços nos cuidados neonatais nas últimas décadas, a incidência de acidentes hipóxico-isquémicos permanece elevada, mesmo nos países desenvolvidos (1-2/1000 nados vivos). Os episódios de hipóxia-isquémia (HI) cerebral acontecem quando há uma irrigação sanguínea insuficiente para o cérebro (isquémia), tendo como principal consequência imediata o défice no fornecimento de oxigénio às células (hipóxia). A causa mais frequente de HI cerebral em recém‑nascidos é a asfixia perinatal, que pode ser devida a compressão do cordão umbilical, hipotensão materna, entre outras causas. Uma grande percentagem dos sobreviventes de episódios hipóxico-isquémicos sofre sequelas graves permanentes, podendo desenvolver, por exemplo, paralisia cerebral. A abordagem terapêutica mais utilizada para minimizar os danos resultantes de um episódio de HI cerebral num recém-nascido é a hipotermia induzida (redução da temperatura … Continuar a ler

Iniciado Ensaio Clínico de Fase III com Sangue do Cordão Umbilical Expandido

A Gamida Cell é uma empresa especializada no desenvolvimento de terapias celulares para o tratamento de doenças do foro hemato-oncológico. O tratamento destas doenças requer, habitualmente, um transplante de células estaminais hematopoiéticas, provenientes da medula óssea ou do sangue do cordão umbilical, para a reconstituição do sistema sanguíneo e imunitário do doente. A utilização de sangue do cordão umbilical apresenta algumas vantagens, tal como a facilidade e rapidez na seleção de uma unidade compatível e a disponibilidade imediata para transplantação. No entanto, em determinadas circunstâncias, o número de células a transplantar torna-se uma limitação, principalmente em adultos de maior peso corporal. Nestes casos, o ideal é conseguir aumentar o número de células da unidade selecionada, antes do transplante. Neste contexto, a Gamida Cell desenvolveu, tal … Continuar a ler

Infusão autóloga de Sangue do Cordão Umbilical em crianças com Perturbações do Espectro do Autismo – Resultados de um ensaio clínico

As Perturbações do Espectro do Autismo (PEA) são perturbações neuropsiquiátricas que apresentam uma grande variedade de expressões clínicas e resultam de disfunções multifatoriais do desenvolvimento do sistema nervoso central, afetando o normal desenvolvimento da criança. Os sintomas manifestam-se nos primeiros três anos de vida e incluem três grandes domínios: social, comportamental e comunicacional. O autismo é a mais comum das PEA. Desde os anos 90, a incidência de autismo tem vindo a aumentar em todo o mundo, atingindo atualmente cerca de 60 em cada 10.000 crianças, com predomínio no sexo masculino. Em Portugal, estima-se que o autismo afete cerca de 1 em cada 1.000 crianças em idade escolar. As abordagens de tratamento das PEA incluem medicação, terapia comportamental, ocupacional e da fala e apoio educacional … Continuar a ler

Tratamento de queimaduras graves com recurso a células estaminais mesenquimais

As queimaduras são lesões muito frequentes que afetam, anualmente, milhões de pessoas. A sua extensão e profundidade determinam a severidade da lesão e o tipo de cuidados a ter a nível hospitalar. No caso de queimaduras profundas, a principal preocupação é o restabelecimento da barreira cutânea, para evitar desidratação e infeção por agentes patogénicos. Atualmente, é possível fazer enxertos de pele para cobrir as áreas lesadas e ajudar à regeneração dos tecidos, no entanto, se se tratar de uma região muito extensa, pode ser difícil cobrir toda a área. O Hospital Coromoto, em Maracaibo, na Venezuela, em colaboração com o Instituto Venezolano de Investigaciones Científicas, está a levar a cabo um projeto experimental para o tratamento de feridas resultantes de queimaduras graves, utilizando uma metodologia que … Continuar a ler

Ensaio Clínico Europeu avalia Tratamento de Fraturas Ósseas com Recurso a Células Estaminais

O projeto, cujo financiamento pela União Europeia excede os 6 milhões de euros, visa a realização de um ensaio clínico para avaliar a segurança e a eficácia da utilização de células estaminais derivadas de medula óssea para o tratamento de fraturas de ossos longos de difícil recuperação. O Hospital Universitário La Paz, em Madrid, lidera este projeto internacional, denominado Orthounion, que conta com a colaboração de 20 hospitais europeus, localizados na Alemanha, França, Itália e Espanha. Utilização conjunta de Células Estaminais de Medula Óssea e um biomaterial cerâmico no tratamento de fraturas ósseas Em determinados casos de fratura dos ossos longos, há necessidade de proceder a um enxerto ósseo autólogo (autoenxerto), em que é retirada uma porção de osso do próprio doente e depois colocada … Continuar a ler

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