Blogue de Células Estaminais

Se procura uma opinião especializada e transparente sobre
as células estaminais, agora poderá seguir aqui o blogue da
Dra. Alexandra Machado, uma das mais conceituadas
especialistas em criopreservação de células estaminais
em Portugal.

Jovem com queimaduras graves tratado com sucesso usando células estaminais

No Canadá, um jovem de cerca de 25 anos foi tratado com células estaminais, após ter sofrido queimaduras graves em 70% do corpo, durante um incêndio doméstico. O tratamento foi bem‑sucedido, com encerramento completo de todas as feridas. Apesar de há mais de 30 anos se investigar a utilização de células cultivadas em laboratório para o tratamento de queimaduras graves, a utilização de células estaminais neste contexto constitui ainda um desafio e uma área de intensa investigação científica. Atualmente, as células estaminais mesenquimais do cordão umbilical estão a ser estudadas para potencial utilização terapêutica em queimaduras graves. Para além de serem obtidas de forma simples e não invasiva, estas células são facilmente mantidas em cultura em laboratório e, uma vez administradas, têm a capacidade de … Continuar a ler

Ensaio clínico testa células estaminais da gordura em lesões cerebrais

A Hope Biosciences, uma empresa de biotecnologia focada no desenvolvimento de terapias celulares, anunciou recentemente o início do recrutamento para um ensaio clínico de Fase I/II que pretende avaliar a segurança e a eficácia de um produto à base de células estaminais mesenquimais autólogas, derivadas de tecido adiposo (HB-adMSCs), para tratamento de lesão cerebral traumática e encefalopatia hipóxico-isquémica (lesão cerebral causada pela privação de oxigénio no cérebro). Este ensaio clínico será realizado em parceria com o Health Science Center, da Universidade do Texas, Houston, EUA. As células estaminais mesenquimais que serão utilizadas neste ensaio clínico serão isoladas a partir do tecido adiposo (gordura) dos próprios doentes, sendo expandidas (multiplicadas) em laboratório. É expectável que as HB‑adMSCs infundidas na corrente sanguínea consigam controlar a atividade do … Continuar a ler

Sangue do cordão umbilical revela-se benéfico em bebés prematuros

Estima-se que nasçam cerca de 15 milhões de bebés prematuros por ano, em todo o mundo. Apesar da evolução dos cuidados neonatais, muitas são as complicações que podem advir de um nascimento prematuro, principalmente pelo compromisso do desenvolvimento dos diferentes órgãos. O cérebro e os pulmões são dois dos órgãos mais afetados, podendo alguns prematuros sofrer sequelas para toda a vida.  Pelas suas propriedades regenerativas, anti-inflamatórias e imunomoduladoras, o sangue do cordão umbilical está a ser investigado para a prevenção de complicações associadas ao nascimento prematuro. Num estudo piloto, que incluiu 31 bebés prematuros, verificou-se que os que receberam uma infusão com as células estaminais do seu sangue do cordão umbilical (infusão autóloga) precisaram de suporte respiratório apenas durante metade do tempo, comparativamente aos restantes.  … Continuar a ler

Pode a nossa gordura ser aproveitada para o tratamento de algumas doenças?

Neste momento, há cerca de 300 ensaios clínicos registados cujo objetivo é testar a utilização do tecido adiposo (gordura) extraído do corpo humano em aplicações de medicina regenerativa. Esta abordagem inovadora tem sido investigada para doenças que, até à data, apresentam estratégias terapêuticas insuficientes, nomeadamente doenças musculoesqueléticas, cardiovasculares e autoimunes. A gordura é recolhida de forma simples e minimamente invasiva, durante um procedimento de lipoaspiração ou lipoescultura, sendo posteriormente processada em laboratório, onde poderá passar por um processo de expansão – ou multiplicação – celular. Depois do processamento laboratorial, é possível criopreservar (congelar a temperaturas muito baixas) o produto obtido, para que possa estar disponível para posterior utilização. Neste tipo de terapia, ainda em contexto experimental, as células do tecido adiposo isoladas são introduzidas no … Continuar a ler

Jovens atletas com lesão no joelho tratados com Células Estaminais

Foram recentemente divulgados dois casos de sucesso do tratamento de uma doença que afeta a articulação do joelho, sobretudo em jovens, utilizando uma técnica inovadora com células estaminais mesenquimais do sangue do cordão umbilical. A doença em causa designa-se por osteocondrite dissecante do joelho e acontece quando há uma degradação do osso que está abaixo da cartilagem do joelho, habitualmente afetando também esta cartilagem. O principal sintoma é dor na articulação e, se não for tratada, esta condição leva ao aparecimento precoce de osteoartrite, associada a dor e incapacidade crónicas. A origem da doença é geralmente desconhecida, podendo resultar, por exemplo, de um traumatismo. Recentemente publicado numa revista da especialidade de ortopedia, um artigo científico relata o tratamento de dois jovens atletas, de 16 e … Continuar a ler

Ensaio clínico estuda células estaminais na recuperação de doentes após AVC

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) está entre as principais causas de degradação da qualidade de vida, pois muitos dos sobreviventes permanecem durante muitos anos em situação de incapacidade grave. Por esta razão, tem havido um grande investimento no desenvolvimento de novas terapias que possam minimizar as sequelas de AVC e melhorar a qualidade de vida destes doentes. Embora as estratégias existentes de momento sejam limitadas em termos de eficácia, estão a ser testados novos tratamentos, com base em células estaminais, que podem vir a ajudar na recuperação destes doentes. Segundo os estudos pré-clínicos publicados, as células estaminais mesenquimais, que se podem obter a partir de medula óssea, cordão umbilical ou tecido adiposo, estão entre as mais promissoras para utilização em medicina regenerativa em contexto de … Continuar a ler

Células derivadas de sangue do cordão umbilical no tratamento da diabetes

A diabetes é uma das doenças crónicas mais prevalentes a nível mundial, afetando mais de 366 milhões de pessoas, estimando-se que possa chegar aos 552 milhões em 2030, segundo a Federação Internacional da Diabetes. O número de doentes diabéticos tem vindo a aumentar, devido a vários fatores, como o envelhecimento da população, o sedentarismo e a obesidade. Devido aos níveis aumentados de glicose (açúcar) no sangue, os diabéticos têm maior probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, problemas renais, oculares, entre outros. Preocupante, também, é o rápido aumento do número de crianças diagnosticadas com diabetes tipo 1 e tipo 2. A diabetes é, neste momento, um grave problema de saúde à escala global, que obriga à mobilização de esforços para encontrar abordagens terapêuticas inovadoras, apesar dos grandes … Continuar a ler

Terapia com células estaminais poderá ajudar doentes em risco de amputação

A doença arterial periférica é causada pelo estreitamento das artérias que irrigam o corpo, na maioria das vezes pela acumulação de placas de gordura nas paredes dos vasos (aterosclerose), caracterizando-se pelo aporte insuficiente de oxigénio aos membros afetados. Tem como principal sintoma dor nas pernas ao caminhar, que alivia com o repouso. Estima-se uma prevalência de 3-10%, com um aumento significativo para 15-20% na população com mais de 70 anos. A progressão desta doença pode levar à isquémia crítica dos membros, uma condição muito grave, em que a irrigação sanguínea está seriamente comprometida. Os doentes apresentam dor mesmo em repouso e feridas que não cicatrizam, podendo levar a consequências devastadoras, como a amputação dos membros afetados. A abordagem terapêutica inicial inclui o controlo dos fatores … Continuar a ler

Células estaminais do tecido adiposo no tratamento da Doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é a principal causa de demência a nível mundial, estimando-se que haja mais de 28 milhões de pessoas a viver com esta doença. Em Portugal, pensa-se que atinja mais de 120 mil pessoas, número que poderá ascender a 200 mil já em 2037. A doença de Alzheimer é causada pela acumulação das proteínas tau e beta amiloide no cérebro, resultando na morte de células cerebrais e, consequentemente, em declínio cognitivo progressivo, atualmente irreversível. Os sintomas incluem perda de memória e alterações na capacidade de concentração e aprendizagem. Atualmente, os tratamentos disponíveis para gerir a doença são incapazes de impedir a sua progressão, visando fundamentalmente melhorar os sintomas. Desta forma, é de extrema importância encontrar soluções terapêuticas capazes de prevenir e tratar … Continuar a ler

Células estaminais na prevenção de problemas neurológicos resultantes de radioterapia

Um estudo inovador, realizado em Espanha, demonstrou que é possível minimizar as lesões cerebrais provocadas pela radioterapia usando células estaminais mesenquimais do tecido adiposo (gordura). O intuito do estudo agora publicado, realizado em modelo animal, é encontrar uma solução para os doentes com tumores cerebrais que, após realizarem radioterapia para eliminação das células tumorais, acabam por sofrer danos neurológicos irreparáveis. Durante a última década, o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes no combate ao cancro tem vindo a aumentar a esperança de vida dos doentes oncológicos. No entanto, estes tratamentos apresentam frequentemente efeitos secundários, que acabam por comprometer a qualidade de vida dos doentes de forma permanente. A radioterapia utilizada para erradicar tumores cerebrais provoca – através de vários mecanismos, entre os quais a inflamação e … Continuar a ler

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