Blogue de Células Estaminais

Se procura uma opinião especializada e transparente sobre
as células estaminais, agora poderá seguir aqui o blogue da
Dra. Alexandra Machado, uma das mais conceituadas
especialistas em criopreservação de células estaminais
em Portugal.

História da Utilização do Sangue do Cordão Umbilical

A existência de células estaminais hematopoiéticas no sangue do cordão umbilical foi descrita pela primeira vez em 1974. Em 1988, uma equipa multidisciplinar realiza, em Paris, o primeiro transplante com sangue do cordão umbilical, para tratar uma criança com anemia de Fanconi. Numa viagem ao passado, a Dra. Joanne Kurtzberg, prestigiada médica hemato-oncologista especialista em transplantação com sangue do cordão umbilical, conta, num artigo publicado recentemente, um pouco do seu percurso e a sua visão da história e do futuro do sangue do cordão umbilical. “O Dr. Broxmeyer transportou a amostra congelada num recipiente de transporte refrigerado – um lugar no avião para ele, outro para as células do cordão – e chegou no dia do transplante”, relembra a Dr.ª Kurtzberg, referindo-se à forma como … Continuar a ler

Células do Tecido do Cordão Umbilical no Tratamento de Púrpura Trombocitopénica Imune

Embora seja considerada uma doença autoimune de prognóstico geralmente favorável, alguns doentes com Púrpura Trombocitopénica Imune (PTI) não respondem aos tratamentos de primeira e segunda linha, ficando sujeitos à ocorrência de hemorragias graves. O potencial das células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical está a ser testado para o tratamento destes doentes. A PTI caracteriza-se por uma taxa anormalmente elevada de destruição das plaquetas (células sanguíneas responsáveis pela coagulação), que ocorre no baço. Os doentes com PTI apresentam trombocitopenia persistente (baixa contagem de plaquetas no sangue), tendo por isso maior tendência para a ocorrência de hemorragias. A PTI apresenta um espetro clínico alargado: desde um processo assintomático, sem necessidade de tratamento exigindo apenas vigilância do doente, ou pode tornar‑se numa situação crónica grave, com … Continuar a ler

Transplantação com Células Estaminais no tratamento de Esclerose Múltipla

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória crónica do sistema nervoso central (cérebro e espinal medula) que afeta cerca de 2.5 milhões de pessoas em todo o mundo. Manifesta-se geralmente no início da idade adulta, sendo que as mulheres têm uma probabilidade cerca de 3 vezes maior de desenvolver a doença. Trata-se de uma doença autoimune em que o sistema imunitário ataca as células do sistema nervoso central da própria pessoa, levando a um processo de neurodegeneração. Os sintomas típicos dos doentes com EM são perda de força muscular, rigidez, problemas com o andar e o equilíbrio e dor crónica. Estes doentes podem também manifestar fadiga, tonturas e problemas de visão. As opções terapêuticas convencionais são geralmente eficazes na redução da frequência e severidade … Continuar a ler

Potencial do Sangue do Cordão Umbilical no tratamento de Esclerose Lateral Amiotrófica

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa muito grave causada pela degeneração progressiva dos neurónios que transmitem os sinais necessários à contração muscular (neurónios motores). Os doentes com ELA, à medida que a neurodegeneração avança, vão perdendo força muscular e eventualmente deixam de conseguir manter as suas funções vitais. A insuficiência respiratória é a principal causa de morte nestes doentes, que têm uma esperança média de vida de apenas 3 a 5 anos após o início do desenvolvimento da doença. As causas que levam ao aparecimento de ELA, que afeta 450.000 indivíduos em todo o mundo, são ainda desconhecidas, devido à complexidade de fatores que estão na base do desenvolvimento da doença. Apesar de numerosos compostos terem já sido testados em ensaios clínicos, … Continuar a ler

Proteína presente no Sangue do Cordão Umbilical tem efeitos positivos na memória e capacidade de aprendizagem em modelo animal

As alterações neuronais causadas pelo envelhecimento levam a um declínio a nível cognitivo, que também está presente em algumas doenças neurológicas, como por exemplo na doença de Alzheimer. O hipocampo, uma região cerebral responsável sobretudo pela memória espacial e pela formação de novas memórias, é muito afetado pelo envelhecimento, observando-se uma diminuição progressiva da memória com a idade. Recentemente, investigadores da Universidade de Stanford, nos EUA, publicaram um artigo científico na revista Nature, que anuncia a identificação de uma proteína capaz de melhorar a memória e a capacidade de aprendizagem de ratinhos em idade avançada. Esta proteína plasmática está presente em maior quantidade no sangue do cordão umbilical e a sua concentração no sangue periférico vai diminuindo ao longo da vida. Em estudos anteriores, este … Continuar a ler

Expansão de sangue do cordão umbilical diminui risco de infeção e tempo de hospitalização após transplante

O sangue do cordão umbilical é, atualmente, utilizado para o tratamento de várias patologias, nomeadamente doenças hemato-oncológicas, metabólicas, imunodeficiências, entre outras; constitui uma fonte de células estaminais alternativa à medula óssea com enorme potencial e permite aumentar o número de doentes que podem beneficiar de um transplante hematopoiético. A facilidade de colheita, a disponibilidade imediata para transplante e a presença de várias populações de células estaminais imaturas são algumas das características que tornam a utilização do sangue do cordão umbilical vantajosa no contexto da transplantação hematopoiética. Ainda assim, em determinadas circunstâncias, o número de células a transplantar torna-se uma limitação, principalmente em adultos de maior peso corporal. Nestes casos, o ideal é conseguir aumentar o número de células da unidade selecionada, antes do transplante. Para … Continuar a ler

Expansão de células do Sangue do Cordão Umbilical para tratamento da Diabetes Tipo 1

Estudos epidemiológicos sugerem que a incidência da diabetes tipo 1 tem vindo a aumentar, a nível mundial, havendo mais de 3 milhões de casos de diabetes tipo 1 só nos EUA. A diabetes tipo 1, geralmente diagnosticada em crianças e adolescentes, é uma doença autoimune, causada pela destruição das células β (beta) do pâncreas, produtoras de insulina. A insulina é uma hormona vital, que regula os níveis de glicose no sangue. O não tratamento da diabetes leva a consequências graves, podendo afetar todos os órgãos do corpo. Na diabetes tipo 1, existe um défice permanente de insulina, ficando os doentes permanentemente dependentes da administração de insulina exógena. Embora a administração de insulina promova a sobrevivência e bem‑estar dos doentes, permite apenas melhorar a sintomatologia, não … Continuar a ler

Sangue do Cordão Umbilical atenua lesões cerebrais em contexto de Hipóxia-isquémia neonatal

Apesar dos notáveis avanços nos cuidados neonatais nas últimas décadas, a incidência de acidentes hipóxico-isquémicos permanece elevada, mesmo nos países desenvolvidos (1-2/1000 nados vivos). Os episódios de hipóxia-isquémia (HI) cerebral acontecem quando há uma irrigação sanguínea insuficiente para o cérebro (isquémia), tendo como principal consequência imediata o défice no fornecimento de oxigénio às células (hipóxia). A causa mais frequente de HI cerebral em recém‑nascidos é a asfixia perinatal, que pode ser devida a compressão do cordão umbilical, hipotensão materna, entre outras causas. Uma grande percentagem dos sobreviventes de episódios hipóxico-isquémicos sofre sequelas graves permanentes, podendo desenvolver, por exemplo, paralisia cerebral. A abordagem terapêutica mais utilizada para minimizar os danos resultantes de um episódio de HI cerebral num recém-nascido é a hipotermia induzida (redução da temperatura … Continuar a ler

Iniciado Ensaio Clínico de Fase III com Sangue do Cordão Umbilical Expandido

A Gamida Cell é uma empresa especializada no desenvolvimento de terapias celulares para o tratamento de doenças do foro hemato-oncológico. O tratamento destas doenças requer, habitualmente, um transplante de células estaminais hematopoiéticas, provenientes da medula óssea ou do sangue do cordão umbilical, para a reconstituição do sistema sanguíneo e imunitário do doente. A utilização de sangue do cordão umbilical apresenta algumas vantagens, tal como a facilidade e rapidez na seleção de uma unidade compatível e a disponibilidade imediata para transplantação. No entanto, em determinadas circunstâncias, o número de células a transplantar torna-se uma limitação, principalmente em adultos de maior peso corporal. Nestes casos, o ideal é conseguir aumentar o número de células da unidade selecionada, antes do transplante. Neste contexto, a Gamida Cell desenvolveu, tal … Continuar a ler

Infusão autóloga de Sangue do Cordão Umbilical em crianças com Perturbações do Espectro do Autismo – Resultados de um ensaio clínico

As Perturbações do Espectro do Autismo (PEA) são perturbações neuropsiquiátricas que apresentam uma grande variedade de expressões clínicas e resultam de disfunções multifatoriais do desenvolvimento do sistema nervoso central, afetando o normal desenvolvimento da criança. Os sintomas manifestam-se nos primeiros três anos de vida e incluem três grandes domínios: social, comportamental e comunicacional. O autismo é a mais comum das PEA. Desde os anos 90, a incidência de autismo tem vindo a aumentar em todo o mundo, atingindo atualmente cerca de 60 em cada 10.000 crianças, com predomínio no sexo masculino. Em Portugal, estima-se que o autismo afete cerca de 1 em cada 1.000 crianças em idade escolar. As abordagens de tratamento das PEA incluem medicação, terapia comportamental, ocupacional e da fala e apoio educacional … Continuar a ler

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