Blogue de Células Estaminais

Se procura uma opinião especializada e transparente sobre
as células estaminais, agora poderá seguir aqui o blogue da
Dra. Alexandra Machado, uma das mais conceituadas
especialistas em criopreservação de células estaminais
em Portugal.

Células estaminais na prevenção de problemas neurológicos resultantes de radioterapia

Um estudo inovador, realizado em Espanha, demonstrou que é possível minimizar as lesões cerebrais provocadas pela radioterapia usando células estaminais mesenquimais do tecido adiposo (gordura). O intuito do estudo agora publicado, realizado em modelo animal, é encontrar uma solução para os doentes com tumores cerebrais que, após realizarem radioterapia para eliminação das células tumorais, acabam por sofrer danos neurológicos irreparáveis. Durante a última década, o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes no combate ao cancro tem vindo a aumentar a esperança de vida dos doentes oncológicos. No entanto, estes tratamentos apresentam frequentemente efeitos secundários, que acabam por comprometer a qualidade de vida dos doentes de forma permanente. A radioterapia utilizada para erradicar tumores cerebrais provoca – através de vários mecanismos, entre os quais a inflamação e … Continuar a ler

Aplicação de células estaminais no coração beneficia doentes com insuficiência cardíaca

Está atualmente a decorrer um ensaio clínico de fase III para investigar se doentes com insuficiência cardíaca crónica poderão beneficiar do tratamento com células estaminais mesenquimais. Este estudo pretende encontrar soluções alternativas para estes doentes, que apresentam um elevado risco de morte ou de sofrer episódios cardíacos graves que requerem hospitalização. Apesar dos progressos na prevenção e tratamento das doenças cardiovasculares, estas continuam a ser a principal causa de morte em Portugal e na Europa, constituindo, também, uma das mais importantes causas de incapacidade e invalidez. Com o envelhecimento da população, antecipa-se um aumento significativo dos portugueses afetados por estas doenças, e só com insuficiência cardíaca o número poderá atingir cerca de meio milhão em 2060. A progressão da insuficiência cardíaca está associada a inflamação … Continuar a ler

Células do Cordão Umbilical no tratamento de Artrite Reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença autoimune caracterizada por inflamação crónica e degeneração do osso e cartilagem das articulações, provocando edema (inchaço), dor e rigidez. Atinge três vezes mais mulheres do que homens e estima-se que afete cerca de 50 mil portugueses. Os fármacos atualmente utilizados nem sempre são eficazes no controlo da doença, pelo que é necessário encontrar outras soluções para estes doentes. Embora as causas da artrite reumatoide não estejam ainda totalmente esclarecidas, pensa-se que um dos fatores que mais contribui para esta patologia é a desregulação do sistema imunitário. Células Estaminais Mesenquimais reequilibram sistema imunitário As células estaminais mesenquimais (MSC), presentes na medula óssea, cordão umbilical, entre outros tecidos, possuem capacidades imunomoduladoras que podem ser aproveitadas para o tratamento de várias doenças … Continuar a ler

Células estaminais restauram fertilidade após quimioterapia

Em doentes do sexo feminino, um dos problemas que pode surgir após quimioterapia para tratamento do cancro é a alteração da função ovárica, com consequente perda de fertilidade. A quimioterapia pode causar danos, tanto nos ovócitos – as células que, juntamente com o espermatozoide, dão origem ao embrião – como nas células que os rodeiam e que desempenham um papel fundamental na sua maturação. Este processo pode originar insuficiência ovárica prematura. A ausência de ovulação característica desta doença leva a que estas mulheres se debatam com problemas de infertilidade. Uma metodologia inovadora, baseada na administração de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical (UC-MSC), está a ser desenvolvida no sentido de restaurar a fertilidade em mulheres com insuficiência ovárica prematura. Vários estudos têm demonstrado … Continuar a ler

Células estaminais protegem contra lesões cerebrais neonatais

Nos países desenvolvidos, 1 em cada 400 recém-nascidos desenvolve paralisia cerebral como resultado de lesões neurológicas ocorridas durante o desenvolvimento intrauterino ou no período neonatal. Os episódios de hipoxia-isquémia (HI) cerebral, ou seja, de falta de irrigação sanguínea e oxigénio no cérebro, são a principal causa de lesão cerebral em recém-nascidos, podendo resultar em défices motores e cognitivos. O tratamento atualmente utilizado para limitar a extensão dos danos cerebrais provocados por HI é a hipotermia induzida, que consiste em baixar a temperatura corporal para valores entre 33 e 34°C durante 72 horas, seguida de um reaquecimento progressivo. Embora seja eficaz em alguns casos, muitos recém-nascidos acabam por sofrer danos neurológicos irreparáveis. Existe, portanto, urgência em desenvolver novas terapias que possam ser usadas em alternativa ou … Continuar a ler

É possível tratar osteoartrite do joelho com células estaminais?

Vários estudos publicados nos últimos anos demonstram que é possível melhorar os sintomas de osteoartrite (habitualmente designada apenas por artrite) do joelho, através da injeção local de células estaminais mesenquimais (MSC, Mesenchymal Stem Cells). Estima-se que, em todo o mundo, cerca de 10% dos homens e 18% das mulheres com idade superior a 60 anos sofram de osteoartrite. A osteoartrite caracteriza-se pela degeneração da cartilagem, associada a um processo inflamatório, originando sintomas como dor, inchaço e rigidez. Os tratamentos atualmente existentes para melhorar a sintomatologia e atrasar a progressão da doença incluem fármacos anti-inflamatórios e injeções de ácido hialurónico. Têm sido investigadas outras abordagens terapêuticas potencialmente mais eficazes em limitar a degeneração da cartilagem afetada por osteoartrite, e que ao mesmo tempo promovam a sua … Continuar a ler

Células estaminais mesenquimais – propriedades e potencial terapêutico

Atualmente, centenas de ensaios clínicos estão a investigar a aplicação terapêutica das células estaminais mesenquimais (MSC, de Mesenchymal Stem Cells) em várias doenças graves, devido ao enorme potencial terapêutico que estas células têm demonstrado em estudos pré-clínicos. As duas principais fontes de MSC são o tecido do cordão umbilical e a medula óssea, podendo também ser obtidas a partir de sangue do cordão umbilical e de tecido adiposo. O potencial terapêutico das MSC reside nas suas propriedades As MSC possuem propriedades com notável potencial terapêutico, designadamente: – capacidade de proliferação in vitro, podendo ser multiplicadas em laboratório para posterior utilização clínica; – multipotência: o facto de se poderem diferenciar em vários tipos de células (da cartilagem, osso e gordura, entre outras) está a ser explorado … Continuar a ler

Transplantes de Sangue do Cordão Umbilical em crianças com Leucemia Mieloide Aguda

A Leucemia Mieloide Aguda (LMA) é uma doença maligna do sangue que resulta do crescimento descontrolado de glóbulos brancos imaturos da linhagem mieloide na medula óssea. Este processo impede a produção normal de células sanguíneas, dando origem a sintomas como anemia, infeções, fadiga, hemorragias e febre. As abordagens terapêuticas atualmente disponíveis para o seu tratamento incluem quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e transplante hematopoiético (i.e., com células estaminais hematopoiéticas, formadoras de células sanguíneas). De acordo com a American Cancer Society, só nos EUA são diagnosticados cerca de 20.000 novos casos de LMA todos os anos. Transplantes pediátricos de sangue do cordão umbilical para LMA obtêm bons resultados Apesar de ser mais frequente em adultos, a LMA pode também ocorrer em crianças, representando pouco menos de um quarto … Continuar a ler

Células estaminais do cordão umbilical eficazes no tratamento de osteoartrite

Um ensaio clínico recente demonstrou que as células estaminais mesenquimais (MSC, Mesenchymal Stem Cells) presentes no tecido do cordão umbilical conseguem reduzir a dor no joelho associada a osteoartrite. A osteoartrite, ou osteoartrose, é uma das principais causas de incapacidade na população adulta e estima-se que haja atualmente mais de 30 milhões de pessoas afetadas por este problema. Caracteriza-se pela destruição progressiva da cartilagem das articulações afetadas, originando dor, rigidez e dificuldade de movimentos. A terapêutica disponível atualmente inclui anti-inflamatórios, que podem ser tomados oralmente ou injetados localmente, infiltrações de ácido hialurónico, ou mesmo cirurgia para substituição da cartilagem danificada. Embora não exista cura para a osteoartrite, tem-se assistido, nos últimos anos, ao desenvolvimento de tratamentos inovadores, à base de células estaminais, com potencial para … Continuar a ler

Células estaminais multiplicadas em laboratório transplantadas com sucesso

Trinta e seis doentes foram transplantados com sangue do cordão umbilical expandido em laboratório para tratar doenças hemato-oncológicas, com resultados positivos. Nos últimos 30 anos, o sangue do cordão umbilical tem permitido que doentes com imunodeficiências, doenças metabólicas e doenças do sangue que necessitam de um transplante hematopoiético (transplante de células estaminais hematopoiéticas, i.e., capazes de originar células do sangue) e não têm dador de medula óssea compatível possam ter uma hipótese de cura. O maior desafio na área da transplantação com sangue do cordão umbilical é o tratamento de doentes com maior peso corporal, que tem sido ultrapassado usando duas unidades de sangue do cordão umbilical, quando necessário. No entanto, esta modalidade de tratamento está associada a custos e tempos de recuperação superiores. Por … Continuar a ler

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